Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Irã responde a anseios populares com "balas e prisão", diz Shirin Ebadi


Madri, 22 jan (EFE).- O povo do Irã "expressa seus anseios  
maneira pacífica, mas recebe balas e prisão" do Governo, 
afirmou hoje a vencedora do prêmio Nobel da Paz de 2003, 
a iraniana Shirin Ebadi, que pediu mais "solidariedade" 
do Ocidente em relação a seu país.

 A advogada e ativista de defesa dos direitos humanos fez 
uma palestra no Conselho Geral da Advocacia Espanhola, 
em Madri, na qual descreveu a situação da Justiça em seu 
país, asfixiada pelo poder islâmico.

 Apesar desta situação, o povo iraniano "está em 
movimento e já não tem medo do Governo", 
principalmente após os protestos de junho do ano 
passado, afirmou Ebadi em seu discurso.

 Segundo ela, "dentro de 20 dias", coincidindo 
com o aniversário da Revolução Islâmica de 1979, o
s iranianos que se opõem ao atual regime 
"aproveitarão as próprias manifestações convocadas 
pelo Governo" para sair às ruas.

 "O povo já está cansado, não tem nada a perder. 
Suas leis, sua história, seu dinheiro, foram todos tomados", 
afirmou Ebadi.

 Diante de autoridades judiciais e representantes dos 
principais colégios de advogados da Espanha, a ativista 
descreveu o sombrio panorama da Justiça do Irã.

 "Se uma pessoa assassina outra, o juiz pode ordenar 
sua libertação caso receba o perdão da família do 
assassinado. Mas se uma mulher comete adultério, 
será apedrejada", destacou.

 Para Ebadi, a legislação iraniana é discriminatória do 
ponto de vista de gênero. "O valor da vida de uma mulher 
é metade da de um homem", por exemplo, quando 
se recebe uma indenização em caso de acidente, diz.

 A discriminação legal também se estende ao terreno 
das crenças no Irã, de maioria xiita, onde há religiões
"reconhecidas" e toleradas, como o cristianismo e
o judaísmo, e outras totalmente perseguidas, como os baha'is.

 A comunidade desta religião conta com 300 mil membros 
no Irã e nenhum deles pôde ter acesso legal ao ensino 
universitário desde o triunfo da Revolução Islâmica.

 "É um autêntico genocídio cultural", expressou Ebadi.

Com a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud
Ahmadinejad, as coisas "estão piores", mas pelo
menos agora "a tecnologia veio em nosso socorro",
ressaltou a advogada.

 Todas estas dificuldades "só têm uma solução: 
democracia. Quando tivermos democracia, não teremos 
mais essas leis", afirmou Ebadi.

 "O protesto contra as violações dos direitos humanos 
em um país não é uma intervenção em sua política 
interna", concluiu a ativista. 



Bibliografia:www.globo.com
 Comentário:
 Será que as gloriosas histórias da antiga Pérsia, suas fabulosas construções, seu governo justo e seus eternos poetas, serão obscurecidos pelo fanatismo religioso, intolerância e injustiça?
  A revolução Islâmica foi o estopim para que as perseguições reiniciassem, quando o governo se transformou em um governo teocrático (governo baseado em uma religião) todas as minorias passaram a ser perseguidas de todas as maneiras, e por mais que todos pensem que tamanho absurdo não existe mais, podemos ver que está cada vez mais explícito que milhares pessoas ainda sofrem com esse "genocídio cultural". 

 Obs: amanhã (dia 11 de fevereiro) será o aniversário da Revolução Islâmica, será que existe algum motivo para se comemorar? 





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