Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

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quarta-feira, 31 de março de 2010

Em despedida, Serra diz que governo deve ter honra e não pode ser conivente


Diante de um auditório ocupado por cerca de 5 mil convidados e com transmissão ao vivo pela internet através do portal do governo do estado de São Paulo, o governador José Serra (PSDB-SP) fez na tarde desta quarta-feira (31) o discurso de despedida do cargo. Em tom emotivo, ele fez referências indiretas aos adversários e rebateu críticas que costumam ser associadas ao seu perfil político.

O evento começou às 16h, com uma hora de atraso em relação à programação oficial. Ele evitou fazer um balanço com números do governo, que afirmou ainda continuará com a gestão do vice Alberto Goldman. Serra disse que em sua fala iria avaliar "valores, critérios e princípios" que nortearam seu trabalho.

Também nesta quarta-feira, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Roussef participou de uma cerimônia de entrega do cargo, ao lado de outros 9 ministros que concorrem nas eleições.


Em São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes, a cerimônia com o pré-candidato tucano lotou um auditório e exigiu que o cerimonial acomodasse parte do público na área externa. Após cerca de uma hora de pronunciamento no auditório, Serra também se dirigiu à plateia da sacada do palácio. A despedida contou com um mestre de cerimônia e Serra se mostrou bastante à vontade e bem-humorado.

Avaliação
O pronunciamento no auditório durou cerca de uma hora e foi diversas vezes interrompido por aplausos. Nele, o tucano fez uma avaliação ética da sua gestão. "Este é um governo de caráter, não cedeu à demagogia, à soluções fáceis e erradas para problemas difíceis, nem se deixou pautar por particularismos e mesquinharias", disse.

"Sou considerado um grande obsessivo, mas minha grande obsessão foi servir aos interesses gerais do meu estado e do meu país", disse. "Estou convencido que o governo, como as pessoas, tem que ter honra. Assim falo não apenas  porque aqui não se cultivam escândalos, malfeitos, roubalheira. Mas porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito", disse, sendo aplaudido pela plateia.

"Nós repudiamos sempre a espetacularização, a busca da notícia fácil, o protagonismo sem substância que alimenta mitologias", afirmou, dizendo que seu governo sabe que não há contradição entre melhorar a condição dos que mais sofrem e planejar o futuro. 

Ele lembrou que, ao longo de sua carreira política, foi aconselhado a ser mais "atirado", a "buscar mais holofotes", a ser notícia. Afirmando que prefere manter suas convicções, disse que seu estilo não se presta a isso. "Procuro ser sério, mas não sisudo. Realista, mas não pessimista. Calmo, mas não omisso. Otimista, mas não leviano. Monitor, mas não centralizador", disse.

O governador ainda destacou o fato de que considera seu governo popular e listou programas sociais, e também ressaltou a geração de 1 milhão de empregos com investimentos diretos e indiretos.

Ele citou como um ponto alto do seu governo a inauguração do Rodoanel, evento que foi inicialmente anunciado como uma vistoria das obras que ainda não foram abertas para a circulação dos carros. Foi muito aplaudido ao lembrar da conversa que teve com um operário e declamou uma poesia que ele associou ao momento.

Lema do estado
Durante o discurso, Serra evitou citar sua candidatura, mas disse estar preparado para uma nova etapa, quando foi ovacionado. Ele fez questão de agradecer os cidadãos e lembrou que até 1932 o estado levava outro lema em seu brasão (Em latim "Non ducor, duco", que significa "não sou conduzido, conduzo").

O pré-candidato tucano à Presidência tomou emprestado o atual lema do estado para definir sua nova etapa política. O brasão de São Paulo exibe a frase "pro brasilia fiant eximia", que em latim significa "pelo Brasil façam-se grandes coisas". Para Serra, esse é o destino de São Paulo e também "nossa missão". Emocionado, ele se despediu em tom de palanque: "vamos juntos, o Brasil pode mais", disse.




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