Deixando para trás uma postura passiva e muitas vezes subserviente, a política internacional do Brasil para o setor da cultura avançou consideravelmente nos últimos anos, conduzindo o país para uma inserção autônoma, soberana e afirmativa no cenário mundial. A cultura brasileira é internacionalmente admirada e reconhecida por expressar valores e modos de ser da população.
A política internacional deve favorecer a presença mais ampla possível da diversidade nacional, buscando
articular as excelências de sua produção cultural com as oportunidades de difusão e inserção comercial. As comunidades brasileiras no exterior também devem ser foco de atividades culturais que mantenham seus vínculos com o país.
O Brasil necessita também dar prosseguimento à defesa do conceito de diversidade cultural e aprofundar o relacionamento estratégico com as nações do hemisfério sul, especialmente aquelas pertencentes à América, África e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A política internacional de cultura deve, por fim, superar os desafios da promoção da diversidade do país na economia da cultura internacional, de forma soberana e benéfica às empresas culturais brasileiras. O êxito de suas estratégias deve estar voltado ao fortalecimento dos setores produtivos nacionais e à efetiva participação do país nos fluxos globais de intercâmbio de valores simbólicos.
Comentário: A indústria da cultura constitui um dos setores econômicos que mais crescem no mundo, com taxas de expansão ao redor de 6% ao ano e ganhos totais correspondentes à aproximadamente 7% do PIB do planeta. No entanto, a divisão das riquezas geradas é desigual. Enquanto os países desenvolvidos, que representam apenas 23% da população mundial, são responsáveis por 70% dos bens culturais exportados, todos os demais países exportam menos de 30%.
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