Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Bactéria pode ajudar a controlar mosquito da dengue

Mosquitos infectados

       Uma bactéria comum - encontrada em 60% dos insetos - pode ser eficaz no combate a doenças como dengue e malária. Esta é a aposta de uma pesquisa coordenada pela Universidade de Queensland, na Austrália, que conta com a participação de um cientista do Centro de Pesquisa René Rachou, da Fiocruz Minas. A nova estratégia consiste em infectar mosquitos vetores de doenças com a bactéria Wolbachia. A bactéria fortalece o sistema imunológico do mosquito e diminui a longevidade do inseto. Assim, o mosquito Aedes aegypti não seria infectado pelo vírus da dengue e, mesmo se fosse, o inseto viveria por pouco tempo, reduzindo o risco de transmissão da doença para o homem.
       Embora o foco principal da pesquisa seja a dengue, os efeitos da Wolbachia sobre o Aedes aegypti indicam que outras doenças transmitidas por este mosquito também poderiam ser controladas. Não está totalmente claro, entretanto, de que maneira a Wolbachia atua no organismo de mosquitos vetores. "Apenas a presença da bactéria já aumenta a expressão de alguns genes de imunidade no inseto", diz o pesquisador Luciano Moreira, principal autor do trabalho. De acordo com Moreira, outros fatores podem estar em ação. "Como esta bactéria é intracelular, assim como os vírus, pode ocorrer uma competição pelos nutrientes celulares", sugere.
     A Wolbachia tem a capacidade de se perpetuar de geração para geração. Isso porque a bactéria se localiza em vários tecidos do inseto, inclusive nos ovários, alcançando o ovo em formação e, assim, sendo transmitida para a prole. "Essa cepa de bactéria causa a incompatibilidade citoplasmática, o que dá vantagem às fêmeas infectadas pela bactéria: cruzamentos de machos infectados com fêmeas não infectadas não produzem descendentes", explica Moreira, que atualmente faz pós-doutorado na Universidade de Queensland. Os efeitos da bactéria no organismo dos insetos vão além. Algumas cepas da Wolbachia podem, inclusive, induzir a produção de machos transexuais, tudo para ampliar a proliferação bacteriana. "A feminização talvez seja a estratégia mais óbvia para que uma bactéria como a Wolbachia seja transmitida pela mãe. Como os machos são 'sem-saída' para a herança de fatores do citoplasma, a conversão de machos para fêmeas dobra a chance de transmissão da bactéria para a geração seguinte. Até hoje, entretanto, esse efeito é o mais raro entre os causados pela Wolbachia", afirma Moreira.



Nenhum comentário:

Postar um comentário