04/02/2011 09h46 - Atualizado em 04/02/2011 09h59
Governo quer implementar banda larga por menos de R$ 30, diz ministro
Paulo Bernardo afirmou que valor é possível caso estados não cobrem ICMS.
Ele concedeu entrevista nesta sexta-feira ao programa Bom Dia Ministro.
Ele concedeu entrevista nesta sexta-feira ao programa Bom Dia Ministro.
Do G1, em Brasília
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta sexta-feira (4) que o governo pretende massificar a oferta de acesso à internet em alta velocidade oferecendo o serviço por R$ 35. Caso os estados abram mão da cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o ministro disse que o valor pode ser inferior a R$ 30.
O aumento da oferta dos serviços, segundo o ministro, faz parte do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que tem o objetivo de massificar a oferta de acesso à internet em alta velocidade e promover o crescimento da capacidade da infraestrutura de telecomunicações do país. Ele participou nesta sexta-feira do Programa Bom Dia Ministro, produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido pela NBR TV.
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Durante a entrevista, o ministro disse que além de buscar formas de diminuir o preço do acesso à banda larga, o governo pretende melhorar a infraestrutura. "Nós precisamos discutir o grande avanço que é fazer linhas de cabos de fibra ótica por todo o Brasil, além dos que já existem, para termos condições de nos equiparar com grandes países avançados em internet. É nisso que estamos trabalhando", disse.
Comentário:
O programa de implementação de banda larga do governo mostra-se ao mesmo tempo que eficiente, ineficiente. Enquanto o Brasil apresenta menos de 50% de sua população com acesso a banda larga, o mesmo apresenta os maiores preços do mundo: Chega a ser 400 vezes maior que alguns outros países. Um exemplo deste absurdo é o preço pela Oi Velox no estado do Amazonas: R$ 429 pelo acesso à banda larga de 600kbps.
Isso se deve à falta de leis e impostos que regulamentam os serviços de banda larga – E também à falta de concorrência, já que em cada estado, poucas pessoas são capazes de citar mais de 3 provedores de internet.
Assim, a popularização traria grandes benefícios, mas também acabaria por danificar a os provedores, que passariam a trabalhar com uma massa muito maior e perderia sua qualidade, para prover a quantidade. Além do mais, a banda larga dita se refere a 1mb de velocidade (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/866234-para-gvt-proposta-do-governo-para-banda-larga-e-ultrapassada.shtml), o que já é considerado uma velocidade baixa e que não supre as necessidades da população de lazer na internet. A banda larga em outros países é apenas considerada quando a conexão é de 2mbps ou em outras vezes até maior, o que coloca em xeque a popularização de internet do governo, podendo ser considerada apenas um jogo político, mas também sendo considerada algo bom, já que o Brasil está em um grande atraso em relação à serviços de TI.
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