O documentário "Lixo Extraordinário"("Waste Land"), coprodução entre Brasil e Reino Unido exibida na seção Panorama do Festival de Berlim, ganhou neste sábado, 20, os prêmios do público e da Anistia Internacional (AI).
Dirigido por Lucy Walker e com 99 minutos de duração, o filme mostra um trabalho que o artista plástico brasileiro Vik Muniz desenvolveu com catadores de lixo do Jardim Gramacho, bairro do município fluminense de Duque de Caxias.
O filme foi o mais votado pelo público que compareceu às projeções da seção Panorama. Além disso, "Lixo Extraordinário" recebeu neste sábado o prêmio da Anistia Internacional junto com a produção palestino-egípcia "Son of Babylon", dirigida por Mohammed Al-Daradji.Após receber o prêmio da AI, Walker disse à Agência Efe que os catadores de lixo são pessoas "dignas, valentes e inspiradoras" e afirmou se sentir "muito feliz" pelo fato de que o prêmio vai permitir que mais espectadores os conheçam. Segundo a cineasta, é uma "honra" que seu documentário, também premiado no último festival de Sundance, sirva para explicar "ao mundo" a vida dessas pessoas.
Walker insistiu na importância da reciclagem do lixo afirmando que "cada ação individual conta e é importante" e assegurou que trazer seu documentário para Berlim e conquistar um prêmio "foi um sonho". O júri do prêmio da Anistia Internacional destacou o grande valor e compromisso político e social de "Lixo Extraordinário".
Comentário: Lixo Extraordinário mostra trabalho que o artista plástico Vik Muniz desenvolveu com catadores de lixo. Esse grande filme recebeu vários prêmios e vai abrir os olhos de muitas pessoas para reconhecer a vida difícil que leva um catador de lixo. Lucy Walker diretor do filme disse que os catadores de lixos são pessoas dignas, valentes e inspiradoras. Mesmo com todo sofrimento que passam, são pessoas boas, pessoas como nós e não devemos desvalorizar o trabalho duro que eles tem e que mantêm nossas ruas e cidades limpas.
Bárbara
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