Introdução

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Volta às aulas do Estado de SP é no dia 18; Justiça derruba liminar que mudava distribuição de turma


Simone Harnik
Em São Paulo
A volta às aulas para os 5 milhões de alunos da rede estadual de São Paulo está mantida para a próxima quinta-feira (18). Nesta sexta-feira (12), o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo suspendeu os efeitos de uma liminar que pedia mudanças na distribuição de turmas entre os professores temporários.

Se a liminar ficasse mantida, informou a Secretaria de Educação do Estado, o reinício das aulas poderia ser afetado.

A Justiça de São Paulo havia decidido, em favor da Apeoesp, o sindicato dos professores do Estado, que pedia prioridade na escolha das turmas para os docentes temporários com mais tempo de aulas na rede.

O juiz Luiz Fernando Vidal, da 3ª Vara da Fazenda Pública, decidiu no último dia 9 que os professores temporários mais experientes tinham direito a escolher as salas em que lecionariam antes dos mais novos, mesmo que tivessem obtido nota inferior em uma prova aplicada pelo Estado.

De acordo com a Secretaria, a prova foi implantada para selecionar os melhores professores para a rede. Fato que é contestado pela Apeoesp.

UOL Educação procurou o sindicato para comentar a derrubada da liminar. Às 17h, a entidade informou que ainda estava tomando ciência do fato e que ia estudar as providências.


Comentário: 
  É de conhecimento geral que o Brasil possui algumas falhas em seu sistema de ensino público. Este fato é mais uma das provas de que devem-se modificar as coisas mais básicas desde o planejamento.
  Em escolas particulares do estado de São Paulo, as aulas iniciaram-se - em grande parte - no dia 1 de Fevereiro, o que já gera uma diferença de cerca de 14 dias letivos entre os 2 tipos de instituição. Somando-se isto ao atraso que pode ocorrer, teríamos uma diferença de mais de uma quinzena de dias letivos entre as escolas públicas e particulares - Sem contar a diferença que existe entre o fim das aulas - Que encerram-se normalmente no mês de novembro, em escolas públicas, e por Dezembro em algumas particulares.
  Além disso podemos notar falhas na seleção dos professores às escolas, em que o Estado necessita da intervenção de sindicatos para que decida-se que professores lecionarão e que mantenha-se um equilíbrio entre os com mais experiência no ramo e os com mais conhecimento, fazendo com que as provas aplicadas à professores do Brasil mostrem-se inúteis.
  Será que o sistema de educação no Estado de São Paulo não merece uma reestruturação? Ou todos estes atrasos e confusões são normais em qualquer instituição de ensino?

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