O Brasil está de olho no maior mercado de armas do mundo e defende uma "parceria estratégica" com o setor militar indiano. Ontem, Jobim iniciou conversações com os eles a fim de: desbloquear a venda de aviões brasileiros, fechar acordo para construção de um radar para o SIVAM e atuar no monitoramento do território indiano.
A Índia é um dos países que mais importa material bélico, cerca de 70% de seu material é trazido de fora devido à fraca produção nacional. O gasto é de cerca de 2,5% do PIB, o que é duas vezes o empregado com saúde pública no país. A previsão para a próxima década é de aplicações girando em torno de USD 100 bilhões. Motivos dos gastos militares: atritos com o Paquistão e insurgentes internos.
Jobim afirmou que "vamos propor uma parceria estratégica entre os dois países". A aproximação, porém, é complexa. A Embraer quer vender aviões, mas os indianos exigem que 30% da produção ocorra no país, assim como querem transferência de tecnologia, algo que nossa empresa não deseja.
Adidos
Ontem, Nelson Jobim inaugurou o departamento de adidos militares da Embaixada do Brasil na Índia. Nosso Ministro também discutirá um sistema alternativo de GPS, que hoje é controlado pelos americanos. Espera-se ajuda indiana no desenvolvimento de um radar mais avançado para o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia).
"Queremos uma parceria nesse tema", disse o Ministro. "O objetivo do Brasil é dar um salto em relação a esse tema", concluiu. Hoje, utilizamos tecnologia sueca para equipar os aviões que operam no Sivam.
Só um lembrete: parceria estratégica com todo mundo = parceria estratégica com ninguém. Só espero que esse termo seja usado assim "ao vento" só para agradar a mídia ou sei lá quem, mas que nos círculos internos tenhamos uma noção clara do que estamos fazendo…
Comentário:
O Brasil deve investir nos armamentos para a proteção do país como por exemplo para o SIVAM,então um país que não tem como objetivo principal: a guerra, pode usar esses investimentos para um objetivo não apenas de interesse político, mas também de interesse do povo, e a maioria dos brasileiros querem defender a preservação da Amazônia; já a Índia usa esses investimentos apenas para interesse próprio e puramente político, que é a guerra, e qual é o povo que gosta de guerra? Qual é o povo que gosta de morte?
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