Rio de Janeiro - Um colar feito com caroços de azeitona e babaçu. Esta matéria-prima diferente tem chamado a atenção para os acessórios produzidos pelo casal de artesãos tocantinenses Gonçalo e Maria da Paz. Os caroços, depois de lavados e lixados, são secados ao sol. O resultado tem provocado impacto, como avalia a representante do Instituto Ecológico, de Palmas (TO), Verônica Coelho.
“A inventividade deles é extraordinária e muitos compradores têm vindo ao estande para conferir a peça. Até porque, é mesmo muito difícil imaginar que, o que ia direto para o lixo, possa se transformar em um detalhe tão bonito”, observa Verônica.
O Instituto Ecológico, uma Organização Não Governamental (ONG), também está apresentando peças de outros 12 produtores no II Encontro Internacional de Comércio Justo, que acontece na Cidade Nova, no Rio de Janeiro, até hoje (7). Sementes de jatobá, açaí e buriti se transformam em biojóias, objetos de decoração. Já as frutas do cerrado viram licores, geléias e doces.
O Instituto, criado há dez anos, trabalha com a capacitação dos produtores, mas está ampliando a atuação para ganhar acesso ao mercado, o grande gargalo da produção.
Com a criação este ano do Empório Justo, braço comercial da ONG, a perspectiva se mostra animadora. O Empório negocia um contrato com uma rede inglesa, que pode garantir a venda anual de 15 mil peças, dez vezes mais do que o número atual.
“Muitos estão desistindo da atividade porque não conseguem comercializar as peças. Queremos reverter essa tendência, dando a eles a possibilidade de venda constante”, afirma Verônica Coelho.
Comentário:
Se até mesmo caroços de azeitona podem ser utilizados para fazer colares, por que não é possível encontrar novas formas de re aproveitar materiais que já foram utilizados, como plástico, ou outros tipos de matéria prima como restos de frutas, etc, se tudo o que jogamos fora fosse aproveitado, não teríamos tantos problemas com falta ou excesso de materiais, e consequentemente não seria gasto tanto dinheiro na busca para matérias primas como o petróleo, que não seria abolido, mas seria minimizado e economizado.
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