Ativistas palestinos estão chamando de “prévias” as novas táticas usadas para pressionar Israel e ganhar apoio para a formação de um Estado. Entre elas, estão reunir multidões incentivadas pelas manifestações no mundo árabe organizadas pelo Facebook, marchar para as fronteiras e postos militares - e arriscar-se ser atingido pelos tiros dos soldados israelenses. Isso poderia ser mais problemático para Israel que ataques suicidas ou qualquer outro tipo de violência mortal do passado - ações que a atual Autoridade Nacional Palestina (ANP) sente apenas terem maculado sua causa.
As tentativas de ultrapassar a fronteira na Síria, Líbano, Jordânia e Faixa de Gaza deixaram 15 palestinos mortos na segunda-feira (16), com oficiais israelenses notoriamente confusos sobre como lidar com essa nova fase. “A transição palestina do terrorismo e ataques suicidas para demonstrações desarmadas em massa é uma transição que representará um desafio difícil”, disse o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak.
Os protestos do domingo passado foram motivados por esperanças renovadas de um Estado palestino - pelo menos como uma ideia internacionalmente aprovada com fronteiras específicas - reavivadas após anos de paralisia. O otimismo é alimentado pelos esforços de reconciliação entre a milícia islâmica Hamas e o movimento pró-Ocidente Fatah depois de quatro anos de cisão, assim como o crescimento do apoio internacional ao plano do presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas de buscar reconhecimento na Organização das Nações Unidas (ONU) para um Estado palestino na Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental em setembro, apesar das objeções de Israel.
Embora alguns digam que um reconhecimento por parte da ONU mudaria muito pouco na prática, os protestos pró-democracia no mundo árabe incutiram um senso de possibilidade entre os palestinos, abatidos depois de dois levantes fracassados contra o governo israelense e negociações de paz frustradas nos últimos 20 anos.
Enquanto isso, a geração do Facebook está cada vez mais tomando a liderança na arena palestina, muitas vezes colocando de lado os veteranos políticos presos a maneiras tradicionais. “Há uma nova energia, um novo dinamismo”, disse Hanan Ashrawi, ex-negociador palestino. “Os palestinos sentem que estão no mapa de novo.”
As marchas do dia 15 aconteceram na mesma jornada em que os palestinos lamentaram a criação de Israel em 1948, quando centenas de milhares deles foram expulsos de suas casas e espalhados pelas região. No aniversário, chamado de “nakba” - palavra árabe para “catástrofe” - os organizadores palestinos levaram centenas em ônibus para as fronteiras do Líbano e da Síria com Israel.
Surpresos e confusos, os soldados israelenses atiraram para impedir que a multidão ultrapassasse as fronteiras. Quatro palestinos foram mortos nas Colinas de Golã (na província síria de Quneitra, território capturado por Israel em 1967) e 10 no Líbano, enquanto a 15ª pessoa foi atingida de forma fatal na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza.
Não está claro se as convocações para marchas no futuro vão reunir tantas pessoas uma vez que houve vítimas no dia 15 de maio. No entanto, ativistas palestinos têm conversado nos últimos meses sobre o emprego de tais táticas na Cisjordânia, o cerne de um esperado Estado palestino.
COMENTÁRIO CRÍTICO: É esperado que jornais brasileiros tratem os grupos Hamas e Fatah como terroristas e responsáveis por diversos ataques à Israel (homens bomba, carros bomba etc), porém a notícia a cima tomou uma postura neutra: não beneficiou Israel nem os grupos palestinos. A notícia poderia ter condenado Israel pelas 15 mortes, porém as mostra como erros de soldados confusos que não sabiam o que fazer. E, da mesma maneira, poderia ter condenado os palestinos por terem feito uma "manifestação radical". Portanto, a notícia está apropriada e imparcial, não tendendo à nenhum dos lados.
As tentativas de ultrapassar a fronteira na Síria, Líbano, Jordânia e Faixa de Gaza deixaram 15 palestinos mortos na segunda-feira (16), com oficiais israelenses notoriamente confusos sobre como lidar com essa nova fase. “A transição palestina do terrorismo e ataques suicidas para demonstrações desarmadas em massa é uma transição que representará um desafio difícil”, disse o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak.
Os protestos do domingo passado foram motivados por esperanças renovadas de um Estado palestino - pelo menos como uma ideia internacionalmente aprovada com fronteiras específicas - reavivadas após anos de paralisia. O otimismo é alimentado pelos esforços de reconciliação entre a milícia islâmica Hamas e o movimento pró-Ocidente Fatah depois de quatro anos de cisão, assim como o crescimento do apoio internacional ao plano do presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas de buscar reconhecimento na Organização das Nações Unidas (ONU) para um Estado palestino na Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental em setembro, apesar das objeções de Israel.
Embora alguns digam que um reconhecimento por parte da ONU mudaria muito pouco na prática, os protestos pró-democracia no mundo árabe incutiram um senso de possibilidade entre os palestinos, abatidos depois de dois levantes fracassados contra o governo israelense e negociações de paz frustradas nos últimos 20 anos.
Enquanto isso, a geração do Facebook está cada vez mais tomando a liderança na arena palestina, muitas vezes colocando de lado os veteranos políticos presos a maneiras tradicionais. “Há uma nova energia, um novo dinamismo”, disse Hanan Ashrawi, ex-negociador palestino. “Os palestinos sentem que estão no mapa de novo.”
As marchas do dia 15 aconteceram na mesma jornada em que os palestinos lamentaram a criação de Israel em 1948, quando centenas de milhares deles foram expulsos de suas casas e espalhados pelas região. No aniversário, chamado de “nakba” - palavra árabe para “catástrofe” - os organizadores palestinos levaram centenas em ônibus para as fronteiras do Líbano e da Síria com Israel.
Surpresos e confusos, os soldados israelenses atiraram para impedir que a multidão ultrapassasse as fronteiras. Quatro palestinos foram mortos nas Colinas de Golã (na província síria de Quneitra, território capturado por Israel em 1967) e 10 no Líbano, enquanto a 15ª pessoa foi atingida de forma fatal na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza.
Não está claro se as convocações para marchas no futuro vão reunir tantas pessoas uma vez que houve vítimas no dia 15 de maio. No entanto, ativistas palestinos têm conversado nos últimos meses sobre o emprego de tais táticas na Cisjordânia, o cerne de um esperado Estado palestino.
COMENTÁRIO CRÍTICO: É esperado que jornais brasileiros tratem os grupos Hamas e Fatah como terroristas e responsáveis por diversos ataques à Israel (homens bomba, carros bomba etc), porém a notícia a cima tomou uma postura neutra: não beneficiou Israel nem os grupos palestinos. A notícia poderia ter condenado Israel pelas 15 mortes, porém as mostra como erros de soldados confusos que não sabiam o que fazer. E, da mesma maneira, poderia ter condenado os palestinos por terem feito uma "manifestação radical". Portanto, a notícia está apropriada e imparcial, não tendendo à nenhum dos lados.
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