Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011


Foto: DivulgaçãoApós grande oscilação durante a tarde desta quarta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou o dia em alta. A principal bolsa brasileira encerrou o dia com valorização de 1,38%. A aceleração do mercado fez com que a Ibovespa se destacasse do senário internacional, voltando ao patamar de 55mil pontos.
A evolução da Bovespa teria se consagrado com a compra de papeis da Vale e do setor bancário. No fim da tarde, operadores disseram que ainda haviam boas oportunidades de compra. A Vale PNA teve alta de 1,38%. O Banco do Brasil ON esteve entre as maiores altas do Ibovespa, com valorização de 3,52%. a Itaúsa PN também se destacou, com alta de 3,23%. A Petrobras teve alta menos significativa após a desvalorização no período da manhã. A Petrobras PN teve alta de 0,53% enquanto a ON subiu 0,35%.
Dólar fecha o dia em baixa
Após fazer mínima de R$ 1,579, dólar teve queda geral de 0,44% no mercado de câmbio e fechou o dia a R$ 1,5830. Em Nova York, a Dow Jones teve alta de 0,04% e Nasdaq teve uma queda de 0,47%.
Comentário crítico:
Na crise de 2009, o presidente Lula sugeriu ao povo brasileiro que não deixassem de consumir. Isso manteria as ações valorizadas e a economia basicamente estável. O Brasil passou bem por essa crise e, agora, em 2011, uma nova desestabilidade econômica encara o mundo. Dilma Rousseff faz uso da mesma estratégia que seu antecessor, o que parece estar funcionando novamente. A Bolsa de São Paulo se mantém em alta apesar de uma pequena instabilidade nos dias anteriores. Enquanto isso, nos Estados Unidos, a crise continua a aumentar: o dólar vem caindo cada vez mais.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

G20 afirma estar pronto para atuar e estabilizar mercados



G20 afirma estar pronto para atuar e estabilizar mercados

Em nota, grupo anuncia disposição em ajudar a estabilizar a economia globa

G20 afirma estar pronto para atuar e estabilizar mercados
Os países do G20 anunciaram nesta segunda-feira (8) estarem prontos para atuar em conjunto com o objetivo de estabilizar os mercados financeiros e proteger o crescimento.

O comunicado foi publicado na Coreia do Sul após as fortes baixas registradas nas bolsas asiáticas nesta segunda-feira. Os Estados membros permanecerão em contato estreito e atuarão para "garantir a estabilidade financeira e a liquidez dos mercados financeiros".

Os ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20 se comprometeram "a tomar todas as iniciativas necessárias de maneira coordenada para sustentar a estabilidade financeira e estimular um crescimento econômico mais forte, em um espírito de cooperação e de confiança".

As bolsas asiáticas fecharam no vermelho nesta segunda-feira: Tóquio perdeu 2,18%, Xangai 3,78% e Seul 3,82%%.

Durante a madrugada desta segunda-feira, o G7, grupo dos sete países mais industrializados do mundo, reforçou nesta segunda-feira seu compromisso de cooperação para assegurar a estabilidade dos mercados financeiros, no meio dos problemas de dívida nos Estados Unidos e Europa, segundo uma declaração conjunta dos ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do grupo.

Comentário crítico:
As baixas nas bolsas de valores podem ser explicadas pelo fato de que, para estabilizar a economia americana, o G20 se propôs a valorizar os títulos de dívida pública. Para isso, precisam comprá-los, e para arranjar dinheiro, investiram na venda de ações. Com isso, estas últimas desvalorizaram enormemente, causando uma grande desestabilidade e quedas nas bolsas em torno de todo o mundo. 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Acordo no Senado evita entrada dos EUA em incumprimento

Depois de a Câmara dos Representantes no Congresso ter aprovado ontem o documento para subir o tecto da dívida em mais 2,4 milhões de milhões de dólares sobre o actual limite de 14,3 milhões de milhões (10,2 milhões de milhões de euros), a proposta acordada entre democratas e republicanos reuniu 74 votos a favor no Senado. Um número superior aos 60 necessários para o documento passar no Senado, onde os democratas têm maioria entre os 100 assentos no órgão.

Obama reagiu nos minutos seguintes à votação, ainda antes de promulgar o aumento da dívida. À posição, não poupou nas críticas – falando numa crise política que, disse, podia ter sido evitada – e pediu agora que o Congresso se concentre na aprovação de medidas de estímulo à economia. Prioridade máxima: criação de emprego.

O acordo foi apenas “um primeiro passo importante”, sublinhou; o próximo, frisou, deve ser assumido pelos dois partidos: ambos “devem assumir a responsabilidade de melhorar a economia”.

Democratas e republicanos acertaram no domingo uma proposta para o aumento da dívida em duas fases e que prevê um corte na despesa de 917 mil milhões de dólares como contrapartida de uma primeira subida do tecto da dívida.

Um comité onde têm assento representantes das duas partes terá, depois, de apresentar ao Congresso um plano de redução do défice, que, no caso de não conseguir a aprovação no plenário, fará accionar um plano de poupança.

A agência de notação financeira Fitch, uma das três grandes norte-americanas, já reagiu à aprovação, dizendo que mantém a avaliação máxima sobre a nota de risco da dívida dos EUA, no famoso nível AAA.



Fonte: http://economia.publico.pt/Noticia/acordo-aprovado-no-senado-evita-entrada-dos-eua-em-incumprimento_1505864


Comentário crítico:

A dívida pública dos Estados Unidos gera reflexões quanto à riquezas de empresas que crescem cada vez mais (exemplo: Apple, Microsoft etc). Até que ponto possuem menos aquisição financeira que seu país de origem? Sem dúvidas, esta crise na economia americana - que será aplacada pelo aumento do teto da dívida pública - geraria uma calamidade mundial. Os Estados Unidos está no topo da maioria das estatísticas econômicas do mundo, e uma desestabilidade na sua base econômica traria como resultado um abalo no FMI, só para começar. Isso já seria estrago suficiente na estrutura da economia mundial como um todo.

domingo, 12 de junho de 2011

ANP divulga propostas sobre novo marco do etanol


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou nesta sexta-feira (10/6) suas primeiras propostas para alterações na forma como o mercado de etanol é regido no Brasil.
A agência colocou em consulta pública duas minutas com propostas para alterações no mercado, dando ênfase no controle da comercialização de etanol anidro e gasolina pura, assim como níveis de estoques de etanol anidro tanto nas usinas como nas distribuidoras de combustíveis.
A abertura da consulta pública dá continuidade aos movimentos que o governo federal iniciou no setor de etanol após os problemas no início do ano com falta de produto e disparadas nos preços, principalmente do etanol anidro, tipo que é misturado à gasolina.
As elevações nos valores do etanol anidro nos primeiros meses do ano influenciaram também os valores da gasolina, já que ela é vendida no Brasil com adição de 25% de anidro, e elevaram pressões inflacionárias em um momento em que o governo já se debatia para segurar aumentos de preços.
Estoques
Em uma das minutas publicadas nesta sexta-feira, a ANP trata de volume mínimo de estoque de etanol anidro nas usinas.
"O produtor de etanol anidro deverá possuir, em 1º de março de cada ano, estoque em volume compatível com, no mínimo, 8% de sua produção de etanol anidro no período de abril, do ano anterior, a fevereiro do ano corrente... a fim de garantir o suprimento deste produto no período de entressafra da cana-de-açúcar", informou.
Os níveis de produção das usinas serão acompanhados pela ANP por sistemas já existentes ou por outro sistema eletrônico que venha a ser criado.
Da mesma forma, a ANP cobrou estoques de anidro em distribuidores.
Segundo a agência reguladora, eles deverão possuir em 1º de março de cada ano estoque em volume compatível com, no mínimo, 15 dias de sua comercialização média de gasolina C (já com álcool), no período anterior de novembro a janeiro, a fim de garantir o suprimento do produto no período de entressafra da cana.
A ANP também propôs nas minutas um sistema de acompanhamento das compras de etanol pelos distribuidores e condicionou a venda de gasolina A - combustível ainda puro, sem etanol-  para essas distribuidoras à comprovação de que possuem volumes suficientes de anidro para a mistura.
"A não comprovação de aquisição de etanol anidro combustível... para atendimento ao percentual de mistura obrigatória vigente, compatível com a comercialização de gasolina C no mesmo período do ano anterior, acarretará a suspensão do fornecimento de gasolina A", disse a ANP.
As propostas não trouxeram, no entanto, menções mais explícitas a controles de produção, além das indiretamente ligadas aos estoques.
Donos de usinas, corretores, distribuidores e outros participantes do mercado poderão encaminhar sugestões no prazo de 20 dias.
Comentário crítico: A adição de um suprimento "extra" de etanol anidro nas usinas petroleiras é algo realmente importante, pois é um fator que pode evitar uma futura crise no preço da gasolina, caso o preço do etanol volte a subir. Visto o fato de que o etanol continua sendo exportado, esta futura crise não pode ser descartada - na realidade, é uma possibilidade bem real. Com um estoque de anidro nas usinas, o preço da gasolina não será tão afetado caso a entressafra de cana volte a afetar o preço do etanol.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Regiões brasileiras reduzem ritmo de crescimento da economia


Brasil Econômico19 de maio de 2011 às 17:56h

A economia brasileira está em momento de arrefecimento do ritmo de expansão da demanda por produtos e serviços e moderação no crescimento da produção.

A avaliação é do Banco Central (BC), que divulgou nesta quinta-feira (19/5) o Boletim Regional, publicação trimestral para apresentar as condições econômicas por regiões do país.
Para o BC, esse freio na economia é resultado, principalmente, do processo de elevação da taxa básica de juros, a Selic, e das medidas macroprudenciais de contenção do crédito, adotadas no final de 2010. Atualmente, a Selic está em 12% ao ano.
Sobre as regiões brasileiras, o BC avalia que o Norte representa uma exceção a esse desempenho da economia do país. A região apresentou “dinamismo expressivo no primeiro trimestre do ano, ressaltando-se a aceleração, na margem, do ritmo de expansão da indústria, estimulada pela robustez da demanda interna e pelo crescimento das exportações”.
O Índice de Atividade Econômica Regional – Norte (IBCR-N), calculado pelo BC, registrou aumento de 4,2% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, considerados dados dessazonalizados (ajustados para o período).
A região Nordeste registrou desempenho negativo na indústria, menor expansão das vendas varejistas e eliminação de empregos formais. Com esse cenário, o IBCR-NE cresceu 0,5%, nessa mesma base de comparação.
De acordo com o BC, “o ritmo de crescimento da economia da região Centro-Oeste vem apresentando arrefecimento no início de 2011, movimento associado, principalmente, ao desempenho negativo da indústria”. O IBCR-CO aumentou 0,6% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando cresceu 1,8%.
No Sudeste, como reflexo da manutenção no ritmo de expansão das vendas varejistas e o recuo na produção industrial, o IBCR-SE cresceu 0,9%.
Na região Sul, houve retomada do crescimento industrial e impacto da evolução favorável dos indicadores do mercado de trabalho sobre o comércio varejista. O IBCR-S cresceu 1,3% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro.
Comentário Crítico
A economia brasileira sempre teve um crescimento estável. Na crise econômica de 2009, o Brasil não foi afetado e a economia continuou a se desenvolver. A queda do crescimento econômico do Brasil atualmente se deve a vários fatores, e um deles é, muito provavelmente, a questão do combustível. Este tem um peso muito grande na inflação, o que definitivamente afeta o crescimento da economia. Algo a se avaliar é a elevação da Selic - os motivos para esse aumento da taxa de juros é mesmo justificável?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Governo define linha de pobreza abaixo dos R$ 70 por mês

O governo federal anunciou nesta terça-feira que a linha oficial de extrema pobreza no País é de R$ 70 per capita por mês. O anúncio foi feito pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e o valor servirá de base para as ações do Plano Brasil sem Miséria que a presidente Dilma Rousseff deverá apresentar ainda este mês.
Qualquer pessoa que tenha rendimento menor ou igual a R$ 70 será considerada extremamente pobre. O programa de erradicação da miséria terá três eixos de ações: transferência de renda, acesso a serviços públicos e inclusão produtiva.
No Brasil, 16,27 milhões de pessoas estão nesta condição, o que representa 8,5% da população. Para chegar a este número, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) levou em consideração a renda declarada no censo. Os indivíduos que declararam renda próxima a zero foram objeto de uma segunda análise do instituto. O filtro foi necessário para tentar eliminar situações como a recusa em fornecer a informação sobre a renda.
Para isso, o IBGE cruzou os dados de renda com informações de vulnerabilidade, como domicílios sem banheiro, famílias com indivíduos analfabetos, ou ainda moradias sem acesso à iluminação ou rede de distribuição de água. Essa "peneira" resultou em um total de 4,8 milhões de pessoas sem rendimento. Os outros 11,4 milhões têm rendimento médio domiciliar per capita entre R$ 1 e R$ 70.
Apesar de apenas 15,6% da população brasileira resida em áreas rurais, elas chegam a quase metade (46,7%) das pessoas em condição de extrema pobreza. A outra parte, 53,3%, são moradores de áreas urbanas.
A maior parte dos 16,27 milhões de extremamente pobres no País estão na região Nordeste, que reúne 9,61 milhões de pessoas nesta condição (59,1% do total). Destes, 56,4% moram no campo e os outros 43,6% nas cidades.
No Sudeste estão 2,75 milhões de habitantes em situação de extrema pobreza, enquanto a região Norte concentra 2,6 milhões. Em seguida aparece o Sul do País, com 715 mil pessoas e o Centro-Oeste, com 557 mil.
As informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome mostram que 70,8% das pessoas abaixo da linha de pobreza são pardas ou pretas. Também apontam uma grande parcela de indígenas nesta condição: quaro em cada dez são extremamente pobres. Os indígenas totalizam quase 818 mil 
  • Comentário crítico: Os dados aqui apresentados mostram a desigualdade social que se encontra dentro do Brasil. Pode-se ver que as regiões Norte e Nordeste abrigam a maior parte destes classificados como "em extrema pobreza", enquanto as regiões Sul e Sudeste possuem apenas uma pequena parcela. Há também uma certa ironia: a grande maioria dos brasileiros pertencem às raças/cores pardas, pretas ou indígenas, e estes compõem a maior parte das pessoas em extrema pobreza, o que acentua ainda mais essa desigualdade.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Governo do Kuwait apresenta renúncia e provoca nova crise política


CIDADE DO KUWAIT — A decisão do governo do Kuwait de apresentar sua renúncia, anunciada nesta quinta-feira e provocada por pressões da oposição parlamentar, deu origem a uma nova crise institucional no pequeno país do Golfo Pérsico, normalmente propenso à volatilidade política.
A renúncia, que não tem relação com as atuais rebeliões em outros países do mundo árabe, marca o sexto gabinete liderado pelo primeiro-ministro Nasser Mohammed al-Ahmad Al-Sabah a se demitir desde sua posse, há cinco anos.
Além disso, o parlamento já foi dissolvido três vezes no emirado no mesmo período.
"O gabinete kuwaitiano acaba de enviar sua renúncia em uma reunião extraordinária", Rudhan al-Rudhan, ministro de Estado para Assuntos de Gabinete, citado pela agência estatal de notícias KUNA.
Em meio às pressões da oposição, que acusa o primeiro-ministro de incompetência e defende sua renúncia, cabe apenas ao emir, xeque Sabah al-Ahmad Al-Sabah, tomar esta decisão.
Primeiro, o xeque Sabah precisa decidir se aceita ou não a demissão do governo. Se aceitar, deverá então resolver se mantém o xeque Nasser no cargo ou se apontará um outro premier para formar novo gabinete.
Tudo começou quando um grupo de deputados solicitou ao Parlamento a demissão do vice-primeiro-ministro para Assuntos Econômicos e dos ministros das Relações Exteriores e da Informação, todos membros da família Al Sabah, acusando-os de corrupção e fracasso no exercício do cargo.
Na semana passada, os deputados liberais Adel al-Saraawi e Marzouk al-Ghanem lançaram uma acusação de corrupção contra o xeque Ahmad Fahad al-Sabah, vice-primeiro-ministro para Assuntos Econômicos, que teria se beneficiado de contratos ilegais no valor de 900 milhões de dólares.
Antes disso, o deputado xiita Faisal al-Duwaisan pediu audiências para interrogar o ministro da Informação e Petróleo, xeque Ahmad Abdullah Al-Sabah. Outro deputado, Saleh Ashour, também xiita, denunciou por sua vez o ministro das Relações Exteriores, xeque Mohammed Al-Sabah.
Todas estas denúncias coincidem com uma campanha da oposição pela saída do primeiro-ministro, que é sobrinho do emir.
Comentário Crítico
Apesar das crises com a oposição, a renúncia de um primeiro-ministro de um país árabe, na atual situação, é algo que deve ser analisado. Até que ponto sua renúncia teve como causa a pressão e cobrança da oposição? Até que ponto Al-Sabah não está apenas tentando evitar que a revolta chegue de fato ao Kuwait, e caia toda em suas mãos? A sua renúncia, como indicado, causa uma nova crise política no Kuwait. Até que ponto isso pode provocar uma revolta interna, derrubando, assim, mais um governo no Oriente Médio? Devemos estar atentos a estes acontecimentos e aguardar por possíveis maiores repercussões.

terça-feira, 29 de março de 2011

EUA evitam na Líbia erros da guerra no Iraque, diz Obama


Sob pressão interna pelo envolvimento de Washington na intervenção militar da Líbia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu a participação de Washington na ação indicando nesta segunda-feira que sua administração tomou as medidas necessárias para evitar a repetição de erros que levaram ao envolvimento de oito anos no Iraque.
Falando na Universidade de Defesa Nacional em Washington, Obama defendeu sua administração contra reclamações de que a ação de guerra foi posta em marcha sem consultas apropriadas ao Congresso e sem oferecer à população americana um motivo claro para a participação americana.
“Disse que o papel dos EUA seria limitado; que não usaríamos tropas terrestres na Líbia; que poríamos ênfase no front final da operação; e transferiríamos a responsabilidade para nossos aliados e parceiros", disse Obama em um discurso à nação.
“Nesta noite, estamos cumprindo essa promessa", afirmou, lembrando que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumiu o comando da zona de exclusão aérea no país e controlará totalmente a ofensiva militar no país a partir de quarta-feira. “Por causa dessa transição para uma coalizão mais ampla, com base na Otan, o risco e custo dessa operação - para nossos militares e os contribuintes americanos - serão reduzidos significativamente", afirmou.

Foto: AP
Obama discursou sobre a Líbia na noite desta segunda-feira, em Washington
Segundo o presidente americano, o objetivo dos EUA juntamente com a coalizão internacional sob mandato da ONU não é depor o líder líbio, Muamar Kadafi, mas proteger a população civil e evitar uma tragédia humanitária. De acordo com Obama, seria um erro ampliar a missão militar para incluir uma mudança de regime.
“Para ser claro, percorremos esse caminho no Iraque", afirmou. “Graça aos sacrifícios extraordinários de nossos soldados e à determinação de nossos diplomatas, temos esperança sobre o futuro iraquiano. Mas lá a mudança de regime custou oito anos, milhares de vidas americanas e iraquianas, e quase um US$ 1 trilhão. Isso não é algo que podemos nos dar ao luxo de repetir na Líbia", afirmou.
Obama usou seu pronunciamento de 27 minutos para dizer que, em vez de esperar que Kadafi empreendesse um massacre contra a população do próprio país, os EUA buscaram uma "ampla coalizão" para "proteger os civis, suspender o avanço das forças leais de Kadafi (sobre o reduto rebelde de Benghazi), evitar um massacre e estabelecer uma zona de exclusão aérea".
O líder americano disse que há um importante interesse estratégico dos EUA em intervir na Líbia: um massacre prejudicaria movimentos democráticos em países vizinhos e enviaria mensagens a outros ditadores de que eles podem recorrer à violência para se agarrar ao poder.
Comentário crítico:
A ação de Obama para interromper suas tropas no território terrestre da Líbia pode ser considerada como algo muito subjetivo. No último parágrafo, Obama afirma que as ações de massacre de Kaddafi "prejudicaria movimentos democráticos em países vizinhos", o que levaria outros ditadores a pensar que "eles podem recorrer à violência para se agarrar ao poder". Mas seria isso apenas preocupação com as possíveis guerras civis ao longo do Oriente Médio? Ou seria uma tentativa de recuperar o poder nesses países, que no momento passam por um período tão conturbado? Até mesmo o povo americano questiona a participação dos Estados Unidos nessa intervenção na Líbia. Afinal de contas, qual é o verdadeiro motivo para isso? A Otan assumirá as tropas terrestres - e os custos/consequências disso - mas seguirão orientações americanas? O interesse americano pelo poder é algo que vem marcando a História mundial há muito tempo, e pode-se considerar os atuais eventos no Oriente Médio como mais um exemplo disso.

sábado, 19 de março de 2011

Obama diz que Gaddafi "não deixou opção" e afirma que intervenção não terá tropas em terra


O presidente americano Barack Obama disse neste sábado que está “ciente dos riscos de uma operação militar” na Líbia, mas que devido às atitudes do ditador líbio Muammar Gaddafi, que ignorou o cessar-fogo proposto pelo próprio governo, a comunidade internacional ficou “sem opção”.
“Essa não é a saída que os Estados Unidos ou nenhum de nossos aliados esperava. Mas Gaddafi ignorou nossos avisos e suas forças continuaram atacando os civis, especialmente hoje, em Benghazi”, disse Obama durante uma entrevista coletiva apenas para jornalistas americanos, no Brasil, onde iniciou a sua viagem pela América Latina neste sábado.
"Estou ciente dos riscos de uma ação militar. Quero que os americanos saibam que o uso da força não foi nossa primeira escolha", completou.
Segundo o presidente americano, as ações do ditador líbio devem “ter consequências” já que “inocentes estão morrendo pelas mãos do próprio governo”.
Obama também afirmou que “nenhuma tropa ou solado americano” estará em terras líbias.
"Como disse ontem, nós não vamos colocar nenhuma tropa em solo líbio. Hoje estamos orgulhoso de agirmos como parte de uma coligação e estamos respondendo aos apelos de um povo ameaçado”.
Forças de cinco países -- Estados Unidos, França, Canadá, Itália e Reino Unido --começaram a atacar as forças fieis ao ditador líbio Muammar Gaddafi, dois dias após o aval da ONU para uma intervenção militar no país africano para conter a onda de violência do ditador contra os rebeldes.
Aviões franceses destruíram quatro veículos militares das forças de Gaddafi em Benghazi. Segundo as redes americanas “CNN” e “Fox News”, um navio de guerra dos Estados Unidos, alocado no mar Mediterrâneo, lançou mísseis de cruzeiro contra alvos da Líbia. Ainda não há informações de feridos ou dos alvos atingidos.
A agência de notícias Reuters, citando uma fonte militar americana, disse que os cinco países estão preparando um novo ataque ao longo da costa da Líbia.
Comentário: 
A intervenção americana, juntamente com com França, Canadá, Itália e Reino Unido, parece ser o que chamam de "solução" para a crise na Líbia. Mas os Estados Unidos tem um histórico cheio de invasões e bombardeamentos quando o assunto é Oriente Médio, e então surge a dúvida: estão mesmo as tropas americanas apenas dispostas a acalmar a situação povo x ditadura ou há segundos interesses? Querem os americanos tomarem o poder na Líbia, caso consigam derrubar o governo de Gaddafi? Há razões políticas ou econômicas para isso ou é simplesmente uma ação urgente, já que o presidente líbio "não deixou escolha"?

quinta-feira, 3 de março de 2011

Aviação de Kadhafi volta a bombardear áreas rebeldes




As forças leais a Kadhafi continuam a tentar reconquistar o território perdido para os rebeldes. Pelo segundo dia consecutivo a aviação líbia bombardeou a vila de Brega, a 800 quilômetros de Trípoli, onde se situa um importante terminal petrolífero. No terreno, as forças dos opositores do coronel parecem estar a levar a melhor e obrigaram as milícias do líder líbio a recuar.

Um dos filhos de Kadhafi, Saif al-Islam, garantiu aos jornalistas que o bombardeamento de Brega apenas teve como objetivo “assustar” os rebeldes que guardavam as instalações, para que as forças leais ao Governo pudessem recapturar o terminal petrolífero.
Testemunhas afirmam que aviões de Kadhafi lançaram também ataques contra a cidade próxima de Ajabadyia.

Já em terra, as forças governamentais que ainda ontem tentavam conquistar Brega foram obrigadas a recuar até Ras Lanuf, a 600 quilómetros de Tripoli onde existe outro importante terminal petrolífero.

Rebeldes fizeram prisioneiros

Os rebeldes dizem ter feito cerca de uma centena de prisioneiros, entre eles o que dizem ser oito mercenários chadianos que lutavam pelo coronel. Os jornalistas puderam ver alguns destes homens jovens, a serem rudemente interpelados pelos seus captores.

Nos combates de ontem terão morrido entre 12 a 14 pessoas, algumas das quais que foram hoje a sepultar em Benghazi por entre manifestações de raiva contra o regime.

Os rebeldes dizem opor-se a qualquer intervenção de tropas estrangeiras mas alguns deles apoiam o estabelecimento de uma eventual zona de interdição aérea, que impedisse Kadhafi de usar os seus aviões.

"Tragam Bush de Volta"

“Tragam Bush de volta! Façam uma zona de interdição aérea, bombardeiem os aviões” gritava Nasr Ali, um dos soldados líbios transformados em rebeldes, lembrando a zona de interdição aérea criada em 1991 sobre o Iraque pelo então presidente George Bush.

A Grã-Bretanha e os EUA estão a estudar a possibilidade e a França, que até agora se opunha à ideia, disse hoje que poderá vir a aceitá-la se se a força aérea líbia continuar a matar civis.

No entanto o Secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, avisou que tal ideia seria extremamente complexa de por em prática, e necessitaria de mais meios aéreos do que os que estão atualmente na região, para além de obrigar necessariamente a que fosse feito um bombardeamento inicial à Líbia, para eliminar as defesas antiaéreas. Um ato ofensivo de guerra que não parece entusiasmar muito a administração americana.

Para além dessas dificuldades, uma eventual zona de interdição aérea teria de ter um mandato do Conselho de Segurança da ONU e a Rússia, que dispõe de poder de veto, diz opor-se à ideia.

Comentário:
Pode-se perceber que uma guerra civil tem muito mais impacto no país do que uma guerra entre dois ou mais países. Isso pode ocorrer porque o presidente está dando autorização para que os seus civis, seu povo, seja bombardeado - e cabe aqui ressaltar que esses massacres levaram Kadhafi a estar sendo investigado por crimes contra a humanidade. A crise na Líbia atraiu a atenção de todo o mundo, e agora a ONU autorizou a interferência dos outros países, atitude que não é apoiada pelos rebeldes líbios. E isso é um fato curioso - por que eles não estão dispostos a aceitar ajuda? Será porque essa é a estratégia deles? Ou porque há desconfiança com relação aos Estados Unidos, país que se prontificou a enviar tropas imediatamente? Afinal de contas, de que lado os Estados Unidos realmente estão?
E apesar dos rebeldes não quererem interferência estrangeira, pedem para que Bush volte com suas aviações que bombardearam o Iraque em 1991 - porque alguns rebeldes apoiam uma zona de interdição aérea, e nada mais que isso - para que o bombardeamento ordenado por Kadhafi seja interrompido. Isso também ressalta o que foi citado no início - a gravidade de uma guerra civil. 
Até que ponto Kadhafi continuará pelo poder? Até quando terá posses - posses que já estão sendo apreendidas? Até que ponto continuará massacrando seu povo?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Descoberto texto inédito da escritora Enid Blyton


Mais de quarenta anos depois da morte da escritora inglesa Enid Blyton, foi descoberto um texto inédito alegadamente da criadora de "Os Cinco", revelou a imprensa britânica.
A história de 180 páginas, intitulada "Mr Tumpy's Caravan", foi descoberta entre um conjunto de manuscritos que foram vendidos em leilão em setembro pela filha mais velha de Enid Blyton.
O conjunto de documentos foi adquirido por 47 mil euros pela Seven Stories, uma organização britânica dedicada à literatura para a infância, e descoberto pela arquivista Hannan Green.
"Mr. Tumpy´s Caravan", documento dactilografado e com pequenas anotações manuscritas, conta a história de uma caravana com vida própria, que possui pés e cabeça.
Embora o documento não esteja datado, apresenta uma morada - de Buckinghamshire - onde Enid Blyton viveu até 1938.
De acordo com o jornal The Guardian, inicialmente pensava-se que o documento era uma versão do livro "Mr Tumpy and his Caravan", que apresenta banda desenhada, mas a filha mais nova de Enid Blyton, Imogen Smallwood, garantiu à BBC que esta é uma história nova.
Enid Blyton, que morreu em 1968 com 71 anos, é uma das mais amadas escritoras inglesas para o público infanto-juvenil.
Criadora, por exemplo, do Noddy e de “Os Cinco”, Enid Blyton publicou perto de 800 livros, traduzidos em mais de 40 línguas.
Em todo o mundo, estima-se que tenham sido vendidos mais de 500 milhões de exemplares das suas obras.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Saramago homenageado em Barcelona oito meses após morte





A homenagem a José Saramago que se realiza hoje e sexta feira em Barcelona pretende assinalar o oitavo mês após a morte do Nobel de Literatura português, ocorrida em 18 de junho.
Hoje, Pilar del Rio, viúva do escritor, tradutora e presidente da Fundação José Saramago, estará presente no ato "Barcelona homenageia José Saramago" que decorrerá às 19:00 locais (18:00 em Lisboa) na Biblioteca Jaume Fuster.
Um recital musical com Paco Ibañez, que cantará "Grândola Vila Morena", e a leitura de textos do escritor português integram a sessão organizada pela editora Alfaguara.
A sessão de sexta-feira, promovida pela Cátedra José Saramago do Instituto Camões na capital catalã, coordenada por Helena Tanqueiro, decorrerá na Faculdade de Tradução e interpretação da Universidade Autónoma de Barcelona.
Será exibido o documentário "José&Pilar", de Miguel Gonçalves Mendes, com a presença da viúva do escritor.
Pilar del Rio, juntamente com Miguel Gonçalves Mendes, irão debater com os alunos da Faculdade as traduções da obra do escritor.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Maria Alzira Seixo vence Prêmio Vergílio Ferreira 2011

A Universidade de Évora escolheu a escritora, de 69 anos, pelo sua vasta obra na literatura contemporânea. O galardão é entregue a 1 de Março, dia da morte de Vergílio Ferreira.

07.02.11 às 17h00min

Especialista do romance português contemporâneo e, em especial, da ficção de António Lobo Antunes, a escritora Maria Alzira Seixo venceu o Prêmio Vergílio Ferreira 2011, anunciou hoje a Universidade de Évora.
O galardão, atribuído pela academia alentejana, será entregue a 1 de Março, data da morte do escritor Vergílio Ferreira.
Com este galardão, a instituição pretende distinguir o conjunto da obra de escritores portugueses relevantes no âmbito da narrativa e do ensaio.
Sobre a escolha da laureada, de 69 anos, natural do Barreiro, a Universidade de Évora diz contribuiu "uma vasta bibliografia publicada" de Maria Alzira Seixo, como os títulos como "Para o Estudo da Expressão do Tempo no Romance Português Contemporâneo", publicado em 1968, ou "Discursos do texto" de 1977.