Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
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domingo, 12 de junho de 2011

Síria envia tropas para o norte, e testemunhas relatam bombardeio



A emissora estatal síria informou neste domingo (12) que o Exército tomou o controle total da cidade de Jisr al-Shoghur, no noroeste da Síria, onde os militares sírios realizam operações contra o que o regime qualifica de "grupos armados".
O governo sírio afirma que está tentando restaurar a ordem na cidade, depois que 120 militares teriam sido mortos na semana passada. Mas moradores dizem que as mortes foram causadas por um motim e um conflito dentro das próprias forças de segurança sírias.
De acordo com a rede de TV CNN, pelo menos três pessoas foram mortas. Uma rede de ativistas, os Comitês de Coordenação Local, informa que a cidade ficou sob pesado bombardeio de centenas de veículos militares. A TV estatal afirma que um soldado foi morto, quatro ficaram feridos e "muitas" pessoas foram presas.

O governo diz que o objetivo era limpar a cidade de grupos armados e desarmar explosivos em estradas e pontes. Segundo a CNN, as informações oficiais contrastam com os relatos dos moradores, que dizem que não há "bandos armados" em Jisr al-Shoghur.

O local é dos focos de resistência ao governo do presidente Bashar al-Assad. Há dois dias, um ataque militar em Jisr al-Shoghur fez com que cerca de 5.000 pessoas fugissem para a Turquia.
Os meios de comunicação do regime sírio também revelaram a descoberta de uma vala comum com dez cadáveres de policiais e soldados dos corpos de segurança, a maioria decapitados, com marcas de bala e membros amputados. A agência Sana noticiou que a vala comum foi descoberta perante cerca de vinte jornalistas árabes e estrangeiros e responsabilizou os mesmos "grupos armados" pelas atrocidades cometidas. Numa nota urgente, a televisão síria acrescentou que um alegado militante de um "grupo terrorista" confessou ter cometido a matança e enterrado os corpos.








Comentário: desde março, milhares de sírios pedem reformas políticas e a queda do regime, que por sua parte, acusa grupos armados e uma grande conspiração internacional de estarem por trás dos protestos. Pelo menos 1.289 civis e 336 soldados do Exército e da polícia morreram desde o início das revoltas populares similares às realizadas no Egito, Tunísia, Líbia e Iêmen.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Boca de urna aponta vitória da centro-direita nas eleições portuguesas

A boca de urna nas eleições portuguesas deste domingo indica vitória do PSD, partido de centro-direita em Portugal.


Pelas projeções feitas pela Universidade Católica, o PSD terá entre 37% e 42% dos votos. O Partido Socialista, que estava no poder desde 2005, deve ficar com uma fatia entre 26% e 30%.

Miguel Riopa/France Presse



Correligionários do PSD comemoram após resultados da boca de urna das eleições, que dão vantagem ao partido português

Se confirmados os números, o PSD terá que fazer alguma coalizão para obter maioria absoluta no Parlamento --o mais provável é que faça um acordo com o CDS, também de direita.

Foi uma grande derrota para a esquerda. Além do PS, perderam votos o Partido Comunista Português e o Bloco de Esquerda.

A abstenção pode ter atingido um recorde, segundo as projeções: 45%. A maior da história portuguesa já fora registrada nas últimas eleições legislativas, em 2009 (40,3%).

PARA QUÊ?

Os jornais e as TVs insistem em dizer que a eleição portuguesa é a mais acirrada dos últimos anos. Mas o que se vê nas ruas é apatia e desesperança com relação ao futuro.

Serão escolhidos os 230 deputados da Assembleia Nacional. O partido que obtiver mais cadeiras indica o novo primeiro-ministro, que irá administrar um país em recessão, com desemprego de 12,6% e dívida pública equivalente a 93% do PIB, cerca de 160 bilhões de euros (R$ 368 bi).

Nos bares, nas universidades, nos shoppings, o que se ouve é a mesma resposta quando o assunto é eleição.

'Para que votar? O país está ruim e continuará assim pelo menos nos próximos dois anos. Qualquer que seja o governo, irá apenas cumprir o acordo com o Fundo Monetário Internacional, que prevê mais austeridade. Só espero que não aconteça com a gente o mesmo que se passa na Grécia, em que as medidas do FMI só pioram a situação', afirma Henrique Simão, 28, que passou dois anos desempregado e hoje faz mestrado em economia e vive de bolsa de estudo.

Como ele, muitas pessoas não devem votar hoje.

"A insatisfação que os portugueses têm não gera participação, mas alienação", afirma Marina Costa Lobo, doutora em ciência política da Universidade de Lisboa.

O sociólogo Pedro Magalhães concorda. "O português se sente distante do poder. Isso explica a abstenção elevada e a apatia", diz.

A eleição de hoje é fruto de uma crise política gerada por problemas econômicos.

Portugal tem uma dívida crescente, e os mercados começaram a exigir juros cada vez mais altos para emprestar ao país.

Em março, o governo do socialista José Sócrates não conseguiu aprovar no Parlamento seu quarto pacote de austeridade.

Com isso, Sócrates renunciou e foram convocadas eleições antecipadas.

Ele espera uma vitória de seu partido para continuar no poder. Mas as últimas pesquisas colocam o PSD (Partido Social Democrata) à frente, com intenções de voto que variam de 34,4% a 38,5%. O PS aparece com, em média, 5 pontos percentuais a menos.

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, pregou o voto útil. Afirmou que Portugal precisa de um governo com maioria absoluta no Parlamento para conseguir implantar as medidas necessárias para enfrentar a crise.

São medidas acordadas com o FMI e a União Europeia em troca de um empréstimo de 78 bilhões de euros.

Entre elas estão cortes de gastos públicos e privatizações. Devem ser vendidas empresas como TAP (aérea), o Metrô de Lisboa e do Porto, o sistema ferroviário e a administradora dos aeroportos.

IRRITAÇÃO E BUZINAÇO

Apesar da aparente resignação, ao menos anteontem, último dia da campanha nas ruas, o lisboeta colocou para fora sua irritação.

O PS e o PSD fizeram arruadas (como os portugueses chamam as passeatas) em horários alternados pelo bairro do Chiado, o que complicou ainda mais o trânsito nas estreitas ruas da região.

Os militantes, aos gritos, tentavam sem sucesso se sobrepor às buzinas dos motoristas impacientes.

No mesmo dia, o país enfrentou mais uma das greves no sistema ferroviário.

Com pouco dinheiro e sem trens, tudo bem. Ficar parado sob um sol de quase 30ºC foi demais.

 
 
 
 
 
Comentário: Portugal está passando por uma grande crise econômica, com recessão, desemprego de 12,6% e dívida pública equivalente a 93% do PIB, cerca de 160 milhões de euros. A insatisfação da população se traduziu nas eleicões deste domingo que na boca de urna aponta vitória do partido PSD (Partido Social Democrático) sobre o Partido Socialista, no poder desde 2005. Espera-se que o novo governo implemente uma série de medidas de austeridade fiscal em troca de um impréstimo de 78 bilhões de euros fornecido pelo FMI e a União Européia. Medidas estas que incluem cortes de gastos públicos e privatizações.

domingo, 29 de maio de 2011

Após 4 anos, Egito reabre fronteira com a Faixa de Gaza

Passagem estava fechada desde que Hamas assumiu controle da área palestina
O Egito reabriu neste sábado a passagem fronteiriça com a Faixa de Gaza, de maneira permanente, pela primeira vez desde junho de 2007. O objetivo da medida é consolidar a reconciliação palestina, segundo informaram fontes do governo egípcio à agência de notícias EFE.
A passagem foi aberta às 9 horas do horário local (4 horas de Brasília) e assim permanecerá até as 18 horas todos os dias da semana, exceto às sextas-feiras e em dias festivos. Uma fonte oficial presente no lado egípcio da fronteira de Rafah assegurou à EFE que o ambiente era tranquilo, sem excesso de pessoas tentando atravessar a fronteira. O Egito atribui a tranquilidade às festividades de sexta-feira.
No último dia 25, o Egito decidiu abrir a passagem e aplicar o mesmo mecanismo vigente antes de 2007, que permitia a entrada dos cidadãos palestinos ao Egito através de todas suas passagens fronteiriças e aéreas.
A passagem de Rafah foi fechada em junho de 2007, depois que o grupo islamita palestino Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza, em uma série de enfrentamentos armados com a facção nacionalista Fatah.
Desde essa data, a passagem só era aberta de forma esporádica para permitir a saída de doentes e a entrada de ajuda humanitária. Após a revolução egípcia, que eclodiu em 25 de janeiro e resultou na renúncia de Hosni Mubarak, o novo governo egípcio se comprometeu a revisar a situação da passagem de Rafah a fim de aliviar o bloqueio israelense contra a faixa palestina.
A decisão adotada na última quarta-feira exime de visto prévio as mulheres palestinas de todas as idades, os homens menores de 18 anos e os maiores de 49 anos. Também não precisarão de visto os palestinos que estudam em universidades egípcias e aqueles que cruzarem Rafah para receber tratamento médico no Egito.
A medida beneficia também as famílias palestinas de Gaza que usam Rafah para viagem de retorno ou saída a um terceiro país, com a condição de mostrarem passaportes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e vistos dos países que visitarão.
Um dia após ser conhecida a decisão egípcia, o Conselho Europeu decidiu estender sua missão de assistência na passagem fronteiriça de Rafah entre Gaza e Egito (Eubam, na sigla em inglês) até 31 de dezembro.
Em 4 de maio, o Fatah e o Hamas puseram fim a quatro anos de divisão, em cerimônia no Cairo na qual anunciaram oficialmente a assinatura do acordo de reconciliação palestina e, duas semanas depois, retomaram as negociações para a formação de um governo de união nacional.



Comentario: O governo egípcio anunciou neste sábado que abriu a fronteira com a Faixa de Gaza, região controlada pelo grupo terrorista Hamas que é contrária a existência do estado judeu. Com isso terá fim o bloqueio decretado em 2007 pelo Egito à região após o grupo terrorista assumir o comando da Faixa de Gazaevitando que armas, matérias primas para foguetes e bombas pudessem passar pela fronteira. O presidente do Egito, Hosni Mubarck, deposto após as últimas revoltas, enxergava o estado judeu como um parceiro estratégico para evitar que o Irã e seus aliados radicais ganhassem poder na região. Com o fim do bloqueio, poderá estar surgindo um grande impasse para Israel, pois grupos contrários a sua existência poderão estar se fortalecendo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Obama alerta para recessão pior se limite de dívida não subir


Presidente critica pressão oposicionista que dificulta aprovação da medida

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou o Congresso que a não elevação do limite do endividamento do país poderia levar a uma crise financeira e a uma recessão econômica pior que a de 2008 e 2009. Em comentários gravados na semana passada e transmitidos pela CBS News no domingo, Obama repetiu a posição de que os republicanos não deveriam relacionar a decisão de aumento do limite do endividamento a cortes de gastos, como parte de medidas para redução do déficit.

"Se investidores ao redor do mundo pensarem que a confiança no crédito dos Estados Unidos não está sendo suportada, isso poderia desemaranhar todo o sistema financeiro", disse Obama. "Poderíamos ter uma recessão pior do que tivemos, uma crise financeira pior do que já tivemos." A Casa Branca e os republicanos no Congresso estão travados em um debate sobre o déficit e o limite da dívida do país.

Espera-se que o Departamento do Tesouro atinja seu limite de endividamento de 14,3 trilhões de dólares na segunda-feira, tornando o governo incapaz de emitir mais títulos de dívida. Apesar de dizerem concordar com a necessidade de aumento do limite da dívida, líderes republicanos afirma que não vão aprovar qualquer medida de elevação do endividamento sem que as autoridades definam passos para mantê-lo sob controle. Um acordo sobre o assunto é buscado há vários meses.


Nos EUA, o endividamento do país esta quase atingindo seu limite de 14,3 bilhões de dólares, impossibilatando por sua vez deste emitir mais títulos da dívida. Por isto está em pauta no congresso a necessidade de elevação do limite de endividamento, mas Obama pede para que este ato não seja seguido de controle de gastos devido ao risco de se levar a uma crise financeira e a uma recessão economica pior que a de 2008 e 2009.

domingo, 6 de março de 2011

Parlamentares preparam nova frente de batalha com Planalto

Já descontentes com a lipoaspiração do Orçamento de 2011, deputados e senadores preparam uma nova frente de batalha com o Palácio do Planalto, informa o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
O motivo é o cancelamento, marcado para 30 de abril, de convênios firmados em anos anteriores cujos contratos ainda não foram assinados.
A medida, fruto de decreto editado no apagar das luzes do governo Lula, atinge em cheio as emendas dos parlamentares.
Há forte pressão, inclusive do PT, para que Dilma Rousseff prorrogue esse prazo.
Prefeituras, em geral as maiores beneficiadas pelas emendas, prometem reforçar o lobby contra a tesoura.
Em 2006, Lula também tentou encurtar o prazo para a quitação dos chamados "restos a pagar", mas acabou recuando.




Comentário: com o déficit público aumentando cada vez mais, o governo precisa equilibrar as contas para cobrir o rombo de 40 bilhões de reais, ou seja, cortar despesas desnecessárias, como a diminução de investimentos de infra-estrutura e aumentar a arrecadação, para que a inflação não volte a subir em grande proporção.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Brasil atinge oitavo lugar em número de usuários de internet


Com 40 milhões de usuários de internet em 2010, o Brasil ficou em oitavo lugar em um ranking de 43 países divulgado nesta quarta-feira (9) pela consultoria comScore, que só considera acessos de maiores de 15 anos feitos em casa ou no trabalho.
De 2009 para 2010, o número de internautas brasileiros cresceu 20%, segundo o levantamento.
A China lidera a lista, com 291,5 milhões. Em seguida, vêm EUA (180,9 milhões), Japão (73 milhões), Alemanha (49,3 milhões), Rússia (46,1 milhões), França (41,9 milhões) e Índia (41,5 milhões).
Em 2010, o Brasil ultrapassou o Reino Unido, que fechou o ano com 38,2 milhões de usuários da rede.
Alex Banks, diretor administrativo da comScore no Brasil, estima que o Brasil deva superar a França em breve.
Em média, brasileiros passam 24,3 horas por mês na internet, superando em duas horas a média global.