Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Radicais islâmicos atacam tribunal e igrejas na Indonésia


Por Olivia Rondonuwu
JACARTA (Reuters) - Centenas de radicais muçulmanos incendiaram duas igrejas e atacaram um tribunal nesta terça-feira na ilha de Java (Indonésia), exigindo punições rígidas a um cristão que está sendo julgado por blasfêmia, segundo a polícia.
Os ataques ocorreram dois dias depois do linchamento de três seguidores de uma seita islâmica minoritária que é considerada herege por outros muçulmanos, e no início da chamada 'semana interreligiosa', em que a Indonésia deveria celebrar seu pluralismo.
Nesta terça-feira, centenas de homens, muitos deles usando toucas ou lenços típicos dos muçulmanos, apedrejaram um tribunal em Temanggung, cerca de 400 quilômetros a leste de Jacarta, ao saberem que a promotoria havia pedido uma pena de 5 anos de prisão para um católico acusado de distribuir material blasfemo.
A multidão também atirou pedras e outros objetos na tropa de choque e em seguida atacou três igrejas, incendiando duas delas, segundo o porta-voz policial Djihartono (que, como muitos indonésios, usa um só nome).
Um padre de Temanggung viu sua igreja ser incendiada e os vitrais estilhaçados pela multidão, relatou Windyatmoko Bernardus, pároco de uma cidade vizinha, pertencente à mesma ordem. 'Meu amigo foi agredido pela multidão até ser resgatado e levado a um posto militar', disse Bernardus.
Também na terça-feira a polícia informou ter detido dois suspeitos de ligação com o linchamento dos seguidores do movimento Ahmadi. A agressão foi filmada por dezenas de câmeras e mostrada na imprensa local e em redes sociais. As imagens mostram as vítimas sendo mortas a pauladas, enquanto os policiais, em menor número que a multidão, assistiam passivamente.
Para ler a notícia na integra : Clique.

Comentário:
Intrigante, essa a é a palavra que melhor define essa situação.
Não falando 
especificamente da notícia, mas sim, da forma como ela é apresentada.
"
As imagens mostram as vítimas sendo mortas a pauladas, enquanto os policiais, em menor número que a multidão, assistiam passivamente."
Parece um roteiro de um filme de terror "hollywoodano", não é mesmo?
O estranho é que isso sempre acontece com as notícias que envolvem o islamismo, a informação é claramente manipulada para que os islâmicos sempre pareçam "os grandes vilões". O mais interessante é que quando se trata dos Estados Unidos, a forma como a notícia é publicada é COMPLETAMENTE diferente, por exemplo:
 "
Estados Unidos retiram tropas de combate do Iraque (18/08/2010) As últimas tropas de combate americanas deixaram o Iraque na noite desta quarta-feira (18). Mas 50 mil militares ainda ficarão no país até o final do ano que vem. " . 
Segundo o dicionário Aurélio de língua portuguesa, a palavra "ultima" significa: "Que está ou vem depois de todos os outros". Considerando a parte " A ultimas tropas foras retiradas" deveria significar que, não haveria nenhuma outra tropa americana no Iraque, mas não, 50MIL militares ainda permanecerão no país. O que são 50mil militares, não?
Onde está o roteiro de filme de terror agora?
Em meio disso tudo, a mídia nos coloca em dúvida.
Em quem devemos acreditar?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Cuidado com o racismo... No Líbano.


A New Reality in Iran
Tue, 15 June 2010 - DarAlHayat.com
Mostafa Zein
Certainly, Iran was not wagering on President Barack Obama and his call for openness to enemies and rivals, to guarantee that the country would not face harsh international sanctions. Obama as candidate, and then president, has changed considerably. He has retreated from the policy of openness he put forward at the beginning of his term. In Washington, they now compare his policies to those of George Bush. However, he is quite different than the recklessness of the cowboy. It is closer to the essence of the policy of “wise men” among neoconservative ranks, but smarter, especially with regard to Israel. Bush could have made threats using his nuclear arsenal and thousands of soldiers to halt the Freedom Flotilla headed toward Gaza. The Obama administration gave diplomatic cover to the Jewish state and used the opportunity to sell the Palestinians a small part of their right to live, and the visit by the secretary general of the Arab League, Amr Moussa. The visit neither fed nor enriched the hungry people of Gaza.
The American stance was expected, and the indicators were obvious. However, Iran was surprised by a dual slap from China and Russia, which it absorbed coolly. At first, there was nonchalance. Iran’s wagering on the struggle between Moscow and Washington belong to the 1970s and 1980s, when the Soviet Union was the second superpower, and had bases in the region, which it supported in order to strengthen its positions and spread its ideology. The Iranian wager, in this sense, was misguided, but was understood as part of its Middle Eastern policy, a region whose states are based on religion and sect (Israel strengthens this orientation).
Aware of this reality, Tehran added commercial and economic interests to its international policies. Russia, which under Vladimir Putin, has recovered its influence in its previous empire and helped build Iran’s nuclear reactors, and supplied it with weapons – Iran was betting that Russia would not abandon it, especially since Russia understands better than anyone else how long the nuclear program has been delayed, and how much Tehran relies on it to complete it, not to mention that the program is subject to the conditions of the International Atomic Energy Agency. Iran might have wagered on a wing in the Kremlin aspiring to recover the influence and role of the Soviet Union in a confrontation with the United States. There are many indications from Moscow in this direction. Russia opposed any American intervention in its Asian sphere. It opposed the missile shield in its European sphere. However, it appears that a pro-western wing won out and supported sanctions, preferring its interests with the US and Europe over a move toward a weak Asia, which can be easily dominated.
So much for the Russian slap; as for the Chinese slap, it was even louder. Beijing, which has tolerated the existence of Indian and Pakistani nuclear weapons, could have tolerated a nuclear program that Tehran says is for peaceful purposes. It could have used this as a card in its struggle to end the unipolar system, represented by the US. However, China preferred its interests with America and the west, after it was promises oil as compensation for Iranian oil, and voted with the sanctions on Iran. The China of Mao Zedong is no more. The market economy and capitalist development is more important than all ideologies for China. Its huge investment in US T-bills is matched by nothing else. Its relationship with the European Union provides it with a huge market for its products.
China and Russia chose economic interests over ideology. The world has changed. Everyone is confronting a new reality. It is a reality of capitalism being dominant, despite its defeats, and stumbling, and ills. The pressure on Iran is aimed at seeing it leave behind its old revolutionary situation and make the transition to a new one. However, leaving behind this situation will be at our expense. If it recovers its role in the west and reconciles with Israel, it will be able to possess the weapons it pleases, and regain the glory of the Shah, when it was the policeman of the Gulf.



Comentário: A notícia, publicada em um jornal islâmico, demonstra a visão dos fieis em relação ao modo de vida Americano e como seu excesso de preocupação com seu sistema capitalista acaba implicando por passar por cima de diversas nações, tomando o Irã como exemplo. Falando sobre a antiga união soviética e as bases nucleares instaladas no país pela URSS, o autor demonstra que a ideia de bases nucleares não é nova e também não tende a ser perigosa, mas pela predominância do capitalismo consumista dos EUA, o Irã é impedido de prosseguir com tais técnicas. Novamente, os EUA demonstram-se uma potência repressora contra outras nações, e a ONU nada realiza, o que nos põe em uma necessidade de urgência de reforma do conselho de segurança da organização.

Confiança do mundo islâmico em Obama está caindo, diz pesquisa

Confiança do mundo islâmico em Obama está caindo, diz pesquisa

Qui, 17 Jun, 04h28
WASHINGTON, 17 de junho - (Reuters) - Um ano depois de o presidente Barack Obama buscar um recomeço nas relações com o mundo islâmico, durante um pronunciamento no Egito, a confiança no líder americano caiu bruscamente em muitos países islâmicos, de acordo com resultados de pesquisas divulgados nesta quinta-feira.

O índice de aprovação dos Estados Unidos no Egito, Turquia e Paquistão, países aliados dos norte-americanos, se mantém em torno dos 17 por cento, enquanto que a confiança em Obama nos três países é de 33 por cento, 23 por cento e 8 por cento, respectivamente, de acordo com pesquisas do projeto Pew Global Attitudes.
As principais quedas ocorreram na Turquia e no Egito, onde a confiança em Obama caiu dez pontos percentuais e nove pontos percentuais, respectivamente. Em outros países pesquisados, a confiança nele caiu cinco pontos ou mais.
Os índices de aprovação dos EUA em outros países muçulmanos foram mais favoráveis: 59 por cento dos indonésios têm uma visão favorável dos EUA, assim como 52 por cento dos libaneses. Mas só 21 por cento dos jordanianos têm uma visão positiva dos EUA.
Comparativamente, a população do Egito e da Jordânia tem um nível de aceitação mais alta em relação à rede Al Qaeda do que aos Estados Unidos. Trinta e quatro por cento dos jordanianos têm uma visão positiva do grupo que atacou os EUA em 11 de setembro de 2001, enquanto que no Egito, essa porcentagem é de 19 por cento.
Os EUA e Obama se saíram melhor com os países não muçulmanos que participaram da pesquisa com 22 países. O índice de aceitação dos EUA na França foi de 73 por cento, de 65 por cento na Grã Bretanha, de 63 por cento na Alemanha, de 66 por cento no Japão e na Índia e de 58 por cento na China, de acordo com as pesquisas da Pews.
No geral, os índices de Obama estão mais baixos do que no ano passado.
As pesquisas foram feitas entre abril e maio, em 22 países. Os pesquisadores entrevistaram entre 700 e 3.262 pessoas em cada país. A margem de erro varia entre 2,5 e 5 pontos percentuais.
(Reportagem de David Alexander)

Comentário: Premiado com o Nobel da Paz, Barack Obama, a promessa da reforma das relações islâmico-americanas, tem seus índices de aprovação cada vez menores.
Marcado por não ter realizado algumas de suas promessas de candidatura à presidência e por não ter mostrado-se merecedor do prêmio que recebeu junto de algumas milhares de coroas suecas, o Presidente teve sua imagem ruim no mundo islâmico reforçada pelos recentes episódios em Gaza envolvendo Israel (à quem os EUA dão apoio) e pelas sanções ao Irã, pelas quais tanto lutou. Até quando teremos uma ONU comandada por um país? Até quando um país poderá continuar exercendo este tipo de neo-neocolonialismo?

Barcelona proíbe uso de véu islâmico em prédios públicos


Reuters
14/06/2010 15h56 - Atualizado em 14/06/2010 21h07

Barcelona proíbe uso de véu islâmico em prédios públicos

Decreto da prefeitura inclui locais como mercados e bibliotecas.
Cerca de 3% da população da cidade catalã é composta por muçulmanos.

Reuters
Barcelona se torna nesta segunda-feira (14) a primeira grande cidade da Espanha a proibir o uso de véus islâmicos que cobrem todo o rosto em prédios públicos. Estes véus já são proibidos em todos os espaços públicos das cidades de Lerida e El Vendrell que, como Barcelona, pertencem à região da Catalunha, no nordeste do país. A proibição se dará em forma de decreto municipal.

"Barcelona irá proibir o uso da burca, do niqab ou de qualquer outro item que impeça a identificação pessoal em qualquer uma das instalações públicas da cidade", disse um comunicado do governo municipal de Barcelona.

A nova regulamentação afetará mercados, centros cívicos, bibliotecas, jardins de infância ou centros de serviço social, que terão de modificar suas regras de funcionamento internas próprias.

O governo francês aprovou um projeto de lei no mês passado que proíbe o uso de burcas e outros véus em público e a Câmara da Bélgica votou a favor da proibição do véu completo, o que provocou fortes reações e debate em toda a Europa.

O prefeito de Barcelona, Jordi Hereu, resistiu ao pedido para que proibisse o uso de véus completos em todos os espaços públicos na segunda maior cidade espanhola pois, segundo ele, a questão está fora da jurisdição de um governo municipal.

Hereu reiterou que a nova instrução servirá para "regular e homogenizar o uso e o acesso dos equipamentos municipais", a partir "de um princípio básico que é a identificação das pessoas".

"O uso da burca e do niqab enfraquece a dignidade e a liberdade das mulheres", disse Alberto Fernández, conselheiro municipal do conservador Partido Popular, em seu site na Internet.

A proibição em Barcelona deve entrar em vigor depois do verão no Hemisfério Norte, que acaba em setembro.

A Espanha, país de maioria católica, tinha cerca de 1,4 milhões de muçulmanos em 2009 --cerca de três por cento da população-- segundo a Comissão Islâmica da Espanha.

Em uma polêmica recente, uma jovem mulher em Madri mudou de escola após se recusar em remover seu véu islâmico quando a instituição onde estudava reforçou sua regra contra o uso do véu.


Comentário: A notícia demonstra um ato preconceituoso tomado sem aparente motivo perante à justificativa de facilitar o controle e identificação de pessoas. É um argumento falho, pois a partir do momento em que a regra não aplica-se à outros costumes que poderiam prejudicar a identificação de qualquer pessoa, tal como o uso de chapéus ou sobretudos, podemos dizer que é um ato tomado exclusivamente contra o Islãmismo. A sociedade ocidental vem apresentando-se preconceituosa para com os países da religião, e tal lei só reforça isso. Até que ponto isto é realmente necessário? Uma burca algum dia feriu alguém? 

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Miss EUA é acusada de ligação com fundamentalistas islâmicos



Los Angeles (EUA), 18 mai (EFE).- A ganhadora do concurso Miss Estados Unidos, Rima Fakih, foi acusada em diferentes páginas na internet conservadoras dos EUA de ter vínculos com fundamentalistas islâmicos devido à sua origem árabe libanesa.
Rima, de 24 anos, foi proclamada na madrugada desta segunda-feira, em Las Vegas, a nova rainha da beleza dos EUA na 59ª edição do concurso, que voltou a ser marcado pela polêmica.
Nascida no Líbano no seio de uma família árabe, sua vitória suscitou críticas de um grupo de internautas americanos. A advogada e comentarista política Debbie Schlussel chegou inclusive a afirmar que a própria miss era uma defensora das atividades do grupo armado.
"Fontes de inteligência confirmam que pelo menos três parentes de Fakih são atualmente dirigentes do Hisbolá, e que pelo menos oito membros de sua família foram terroristas do Hisbolá mortos por Israel nas últimas guerras entre Israel e Líbano", assinalou Schlussel em seu site.
O portal "Jewish Internet Defense Force" (JIDF) afirmou que "era um dia obscuro para os EUA" por conta do triunfo de Rima, que foi acusada pelo grupo de apoiar o fundamentalismo.
Comentário:
Uma salva de palmas à hipocrisia, por favor.
Alguém que cresce em um país onde não nasceu, que vive  e paga impostos como qualquer cidadão, não pode ser considerado um cidadão? não! Ele discriminado e impedido de realizar seus sonhos por motivos inventados e preconceituosos, como é o caso dessa moça. Qual é o sentido de "um criminoso" se expor dessa maneira? Por que alguém que tem "cara suja" se inscreve para um concurso de beleza NACIONAL? Só se essa pessoa sofresse de algum tipo de RETARDO MENTAL. (perdoe minhas más palavras)
Chega de tapar o sol com a peneira, o preconceito está ai exposto para quem quiser ver, enquanto a cabeça das pessoas não mudarem, viveremos em uma "guerra fria" entre etnias.
No final, a moça não levou o premio para casa e ainda foi acusada de apoiar o fundamentalismo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010


17/05/2010 


Declaração do Irã não é 'balde de água 


fria' no acordo, afirma Amorim

Funcionário iraniano afirmou que país seguiria enriquecendo urânio.
Para chanceler brasileiro, fala seria uma maneira de 'acalmar' radicais.


O chanceler do Brasil, Celso Amorim, negou nesta segunda-feira (17) que o acordo nuclear firmado pelo Irã com a mediação de Brasil e Turquia para troca de combustível nuclear tenha ficado "comprometido" pelo fato de Teerã ter manifestado a intenção de seguir enriquecendo urânio a 20%.
Segundo Amorim, a declaração, feita depois da assinatura do acordo, "não foi um balde de água fria", e poderia ter como objetivo acalmar setores mais "linha dura" dentro do Irã.
"Em verdade, cada um tem seu público interno", disse o ministro em uma teleconferência em Madri. "Se criarmos confiança, haverá condições de discutir o assunto."
Ele também acrescentou que o Irá, até agora, não conseguiu enriquecer uma "quantidade significativa" de urânio a 20%.
Amorim afirmou que ele e o presidente Lula passaram o dia explicando o acordo a líderes de todas as partes do mundo.
Lula está em Madri para participar nesta terça-feira de uma reunião de cúpula entre América Latina e Europa.

Comentário:
Segundo o texto do acordo anunciado nesta segunda, o Irã enviará 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento para a Turquia, que devolverá o material enriquecido até um ano depois para o Irã. Esses são quase os mesmos termos de um acordo esboçado em outubro passado e apoiado por EUA, Rússia e França. O Brasil está insistindo em um ponto que já foi discutido. O Irã tem um histórico de não cumprir acordos, e podemos ver isso hoje, já que eles continuarão enriquecendo urânio a 20%. O Irã é um país com ideologias diferentes das ideias brasileiras, quem nos garante que o Irã vai cumprir com o acordo?

domingo, 9 de maio de 2010

Ahmadinejad diz que aceita mediação do Brasil para troca de combustível nuclear

Ahmadinejad diz que aceita mediação do Brasil para troca de combustível nuclear



O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, aceitou “em princípio” a mediação do Brasil para ressuscitar um acordo apoiado pela ONU para a troca de combustível nuclear com potências mundiais, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars nesta quarta-feira (5/5).

A página da presidência iraniana na internet afirmou que a notícia foi dada durante uma conversa telefônica entre Ahmadinejad e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

O acordo prevê que o Irã envie seu urânio à França e Rússia, para que esses países se encarreguem de enriquecê-lo e posteriormente, utilizaria o combustível processado nos reatores iranianos. O objetivo, segundo as potências, seria o de evitar que o material se destine à fabricação de armas. O Irã nega a intenção de produzir armamento nuclear e diz que o enriquecimento de urânio tem fins pacíficos.

"Durante a conversa, Ahmadinejad anunciou que aceitava a proposta do presidente Lula e pediu para continuar em Teerã as conversas sobre aspectos técnicos", acrescentou a agência iraniana. A Fars não expôs, no entanto, os detalhes da suposta proposta de Lula, embora fontes do Brasil tenham apontado que para reduzir a desconfiança mútua, a troca nuclear poderia ocorrer em outro país, como na Turquia.

Leia também:
Entenda o processo de enriquecimento do urânio
Quem tem direito à soberania nuclear?, por Breno Altman
Lula: Não pode haver "países armados até os dentes e outros desarmados"

A ideia do acordo surgiu em negociações conduzidas em outubro do ano passado pelo órgão regulador de energia nuclear da ONU, que pedia que o Irã enviasse 1.200 quilos de seu urânio de baixo enriquecimento – o suficiente para a fabricação de uma bomba se enriquecido no patamar necessário – para França e Rússia, onde seria convertido em combustível para um reator de pesquisas em Teerã, que fabrica isótopos para o tratamento do câncer. As potências se recusaram a reescrever o acordo para atender as exigências iranianas.

Posição dos EUA
Os Estados Unidos pressionam o Conselho de Segurança da ONU para apoiar uma quarta rodada de sanções internacionais contra o Irã nas próximas semanas. O objetivo é levar o Irã a reduzir suas atividades de enriquecimento de urânio.

Alguns membros não-permanentes do Conselho de Segurança, como Brasil e Turquia, têm buscado ressuscitar o acordo de troca de combustível na tentativa de evitar a imposição de novas sanções à República Islâmica e pedem a reconstrução de um caminho de diálogo.

O Brasil afirma ser favorável a ressuscitar o compromisso pelo qual o Irã exportaria seu urânio para outro país em troca do combustível nuclear que o país afirma ser necessário para manter seu reator em Teerã funcionando.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz uma visita a Teerã a partir do dia 15 de maio.




Comentário:

O Brasil vem apresentando uma relação amistosa com o Irã. Defendendo os interesses políticos de ambos os países, o presidente Lula vem causando impasses na política mundial ao desafiar ideias defendidas pelos EUA, que é a grande potência mundial dos dias de hoje.
Parte destas ideias tem como objetivo impedir que os demais países obtenham formas de geração de energia alternativas à do petróleo, que é um de seus grandes focos, e, mais do que isso, impedir progresso em países da região do próprio Irã, tendo em vista, novamente, a exploração do petróleo.
Apesar da pressão feita por parte dos EUA, os dois países não cedem. O Brasil vem apresentando atuação cada vez mais rígida no cenário mundial, estando agora, muito próximo de adquirir um assento vitalício no conselho de segurança da ONU.
Estaria mesmo o Irã produzindo a bomba atômica ou seriam apenas mentiras para tentar formar opiniões?

quarta-feira, 5 de maio de 2010


EUA retiram cartazes anti-islâmicos de ônibus públicos

Da EFE

Miami, 16 abr (EFE).- As autoridades do condado de Miami-Dade, nos Estados Unidos, retiraram dos ônibus públicos uma série de cartazes que faziam referência à "fatwa" (lei religiosa) islâmica e ofereciam informação aos muçulmanos que quisessem abandonar sua fé.

Um funcionário da Miami-Dade Transit, organização responsável pelo transporte público no condado, confirmou hoje à Agência Efe que todos os cartazes foram retirados dos ônibus.

A organização Stop the Islamization of America (SIOA) foi a responsável pelos cartazes, que uma associação islâmico-americana pediu que fossem retirados por promover a "intolerância e alimentar a discriminação contra os muçulmanos da Flórida".

A parte do Conselho de Relações Islâmico-americano (Cair, na sigla em inglês) radicada no sul da Flórida aplaudiu a decisão da Miami-Dade Transit de retirar os cartazes e argumentou que eles +proporcionavam o ódio contra o Islã.

"Acreditamos que a Miami-Dade Transit fez o correto eliminando essa campanha de ódio e intolerância", assinalou o diretor do Cair, Muhammed Malik, em comunicado.

Os cartazes podem resultar em ofensas aos muçulmanos e, por isso, a organização decidiu retirá-los totalmente do transporte público.

Os anúncios estavam desde terça-feira passada em ônibus públicos de dez condados da Flórida.

A SIOA, com sede em Nova York, explicou que sua campanha busca conter o efeito dos anúncios colocados no transporte público dos EUA que promovem o Islã. EFE


Comentário:

O preconceito contra o Islamismo na América ainda é muito grande, por conta dos ataques terroristas, como o 11 de setembro de 2001.
Existem instituições como o SIOM (Stop Islamizaton of America) que ajudam e incentivam muçulmanos a abandonarem sua fé. Essa organização é legal e apesar de promover um preconceito explicito não é banida e muito menos censurada. A promoção dessa instituição espalhou  mais de 160 cartazes em ônibus, bondes e carros com os mais "primitivos" textos já vistos. A grande potência mundial e "pais das maravilhas" só não respeita o direito de escolha religiosa dos habitantes como também critica e satiriza essa escolha.
Os cartazes só foram retirados por que uma associação islâmico-americana protestou e debateu conta a SIOM durante alguns meses até conseguir que essa "vergonha" fosse retirada do país. As pessoas ainda acreditam em American way of life e eu continuo a acreditar em papai noel.

Pra que tiver interesse, achei um video muito legal que apoia o SIOM
SIOM (Click aqui)