Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
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sexta-feira, 26 de março de 2010

Mortalidade materna, aborto e imigração refletem desigualdades na Argentina

Buenos Aires, 23 mar (EFE).- A Argentina enfrenta "claras desigualdades" em sua população, com índices de mortalidade materna "evitáveis", 500 mil abortos ao ano, pacientes de aids cada vez mais pobres e imigrantes em situação marginal, segundo um relatório da ONU apresentado hoje em Buenos Aires.
Apesar do grande crescimento econômico do país desde a profunda crise de 2001, "as desigualdades entre províncias" e as "disparidades sociais e de gênero" são "os desafios a superar", aponta o estudo "Análise da Situação de População na Argentina" do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês).
Estas desigualdades prejudicam o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, assinados em 2000 por 189 países, com a intenção de alcançar em 2015 melhorias nas áreas de saúde, educação e pobreza frente aos níveis de 1990.
"O drama da mortalidade materna - quatro mães mortas a cada dez mil bebês nascidos vivos - ganha sua real dimensão quando se adverte que, em sua maior parte, é evitável", diz o relatório da ONU.
A taxa de mortalidade materna se mantém "relativamente elevada em relação aos serviços sanitários disponíveis no país", acrescenta o documento de mais de 200 páginas, que compila estatísticas oficiais e estudos de organismos internacionais.
Apresentado hoje no Centro de Informação da ONU em Buenos Aires, o relatório também mostra que as complicações após abortos se mantiveram nos últimos 15 anos como a principal causa de morte materna.
Porém, dado que o aborto induzido é ilegal na Argentina, "sua magnitude só pode ser estimada por meios indiretos", os quais alertam que as interrupções voluntárias de gravidez oscilam entre 372 mil e 522 mil por ano.
A população adolescente é uma das principais vítimas do problema. Sua fecundidade apresenta "muitas disparidades" entre as 23 províncias argentinas, principalmente na comparação entre o empobrecido norte argentino e os principais centros urbanos.
Os adolescentes representam um quarto da população da Argentina, estimada em quase 40 milhões de habitantes.
Parte desta faixa da população está excluída do sistema educacional - 12% dos adolescentes entre 13 e 17 anos e 53% dos jovens entre 18 a 22 anos.
Além disso, a taxa de desemprego entre os argentinos dessa idade é "grande" devido a uma oferta "limitada" de postos de trabalho, aponta o estudo.
A mortalidade infantil também é outro problema relevante na Argentina. Segundo os últimos números oficiais, a taxa de mortalidade infantil está em 13,3 mortes de crianças menores de um ano por cada mil nascidas vivas, indicador que está "estagnado" e "esconde grandes desigualdades", diz o relatório da ONU.
O documento também dedica uma parte aos pacientes de aids no país - 120 mil, segundo estimativas - e diz que a doença "está se tornando mais própria das camadas sócio-econômicas mais baixas".
Além disso, o documento aborda outros setores que enfrentam uma "situação social desvantajosa", como os 603 mil indígenas argentinos e os imigrantes procedentes de países sul-americanos, que "mantêm uma inserção relativamente marginal no mercado de trabalho", segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) recolhidos pela UNFPA.
"Após a etapa de imigração em massa (início do século XX), os fluxos migratórios para a Argentina foram mais modestos e provenientes fundamentalmente de países vizinhos. Hoje em dia, a Argentina continua sendo o epicentro da migração na América do Sul", afirma.
Por outro lado, o relatório mostra que o principal destino da emigração argentina é a Espanha, em um fluxo acentuado durante a crise local.
Entre 2001 e 2007, o número de argentinos que migraram para a Espanha cresceu 221,6%, chegando a 272.985.
A Argentina também não escapa do fenômeno de envelhecimento da população enfrentado principalmente pelos países europeus. Segundo projeções para 2050, haverá mais argentinos acima de 60 anos (24,8 %) do que com menos de 15 anos (17,8 %). EFE

COMENTARIO: A Desigualdade na Argentina continua a mesma coisa, apesar do grande crescimento economico do pais. Muitas jovens estao praticando o aborto, elas nao foram "educadas" e nao foram bem aconselhadas pelos pais, elas se relacionam com varios homens sem se previnir e acabam pegando doenças muito graves que podem causar a morte. Alem de pegaram doenças, elas ficam gravidas varias vezes, para nao atrapalharem a vida delas, elas abortam as crianças, que e totalmente ilegal. A Argentina tem que tomar medidas drasticas em relaçao a esses problemas do aborto, da mortalidade infantil, mortalidade materna e imigraçao.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Há solução para o problema das enchentes em São Paulo?

O desassoreamento dos rios, a ampliação dos sistemas de retenção de água, a melhoria do sistema de alerta de emergências e a criação de comissão específica são algumas das propostas de arquitetos e engenheiros para minimizar os estragos causados pelas enchentes em São Paulo.
Desde o fim de dezembro, as chuvas têm atingido a capital quase que diariamente. Em janeiro, os níveis de chuva bateram recorde e os alagamentos passaram a fazer parte do dia a dia do paulistano.

Os especialistas apontam que a impermeabilização do solo e a ocupação irregular são os principais causadores dos alagamentos que atingem a região metropolitana.

Segundo o engenheiro Mario Thadeu Leme de Barros, doutor em sistemas de recursos hídricos e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (SP), as obras de drenagem preveem o nível de chuvas e o grau de impermeabilização do solo. No entanto, o crescimento da cidade, faz com que, segundo ele, essas obras não funcionem com eficácia.

"As obras de drenagem trabalham com um determinado critério de segurança em relação ao nível de chuva. Se as chuvas forem mais críticas do que a previsão adotada no projeto, as obras não vão funcionar bem. (...) Também se projeta supondo um determinado nível de ocupação do solo da bacia. Se a cidade continuar crescendo, impermeabilizando o solo, aumentando a ocupação, a obras de drenagem vão se tornar cada vez mais insuficientes."

É necessária uma política de ocupação do solo que não agrave a questão da impermeabilização."
Para Barros, é preciso atenção para a política de uso do solo e reduzir a impermeabilização. "É necessária uma política de ocupação do solo que não agrave a questão da impermeabilização. Além disso, existem hoje diversas técnicas de intervenção de uso do solo para minimizar o impacto da impermeabilização."

O engenheiro aponta ainda que melhorar o sistema de alerta e monitoramento de cheias também ajuda a minimizar os impactos das chuvas.

"Além de todas as obras necessárias para o controle das cheias, é importante que em situações extremas, acima do que foi projetado, a gente possa ter um sistema de atendimento de situações emergenciais que possa entrar em funcionamento, com a Defesa Civil preparada, controle de trânsito, isolamento de áreas, empresas de distribuição de energia comunicadas. A CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência da Prefeitura de São Paulo) tem papel importante no sistema, mas isso pode ser aperfeiçoado."

Mario Thadeu Leme de Barros diz ainda que é preciso ser feito durante todo ano um trabalho de conscientização da população sobre o destino de lixo, que também favorece as enchentes. "Esse trabalho de informação sobre os resíduos sólidos deve ser contínuo, não se pode falar só durante a chuva. Tem que ser um processo obrigatório."

José Rodolfo Scarati Martins, especialista em drenagem urbana e ex-coordenador de projetos do Centro Tecnológico de Hidráulica do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do estado, afirma que uma das soluções para o problema é a construção de mais piscinões. "A engenharia trabalha com um leque de medidas que devem progressivamente ir tornando o problema administrável. (..) Uma das medidas é concluir o plano de piscinões", destaca.
Para Mônica Amaral Ferreira Porto, professora de Engenharia Hidráulica da USP), o aumento da retenção de água também é o melhor caminho.


"Com uma área urbana tão grande, em que todo o escoamento flui para um único canal que é o Tietê, sempre teremos problemas sérios. As conseqüências podem ser minimizadas com uma série de ações. O que pode ser feito é aumentar a volume de água retido nos piscinões, principalmente com a construção de novas estruturas, aumentar as áreas permeáveis com o uso de pavimentos permeáveis ou áreas ajardinadas, reter a água nos lotes ( por exemplo, armazenar a água da chuva para uso posterior ou infiltrar a água que escoa dos telhados)."


Ação integrada

Mônica Porto diz ainda que todas as prefeituras da região metropolitana devem coordenar suas ações, com programas de operação e manutenção de bocas-de-lobo e galerias, controle de ocupação da várzea e sistemas de alerta para aviso da população.


Impõe-se no caso da melhor gestão das inundações a existência de uma liderança coordenada e uma organização exemplar em termos legais, financeiros e técnicos."
"Todas as grandes regiões metropolitanas do mundo apresentam uma enorme fragmentação gerencial. Inúmeras prefeituras, inúmeras instituições, inúmeros atores políticos e sociais, em diferentes problemas locais, com decisões e atuações incoerentes, frequentemente duplicando esforços e recursos. Impõe-se no caso da melhor gestão das inundações a existência de uma liderança coordenada e uma organização exemplar em termos legais, financeiros e técnicos", sugere a engenheira.

O diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp) Gley Rosa também propõe a criação de um comitê com engenheiros, geólogos, meteorologistas, poder público e representantes da sociedade civil para discutir soluções para os alagamentos.

"Essa discussão deve ser feita no decorrer do ano. Senão amanhã, daqui a 15 dias, acaba o verão e o assunto cai no esquecimento. É melhor que isso se prolongue e que haja propostas concretas com políticas para evitar problemas", diz o diretor do Seesp.

Arquiteto, urbanista e ex-secretário municipal de Planejamento, Jorge Wilheim diz que o primeiro passo é desassorear os rios Tietê e Pinheiros, ou seja, retirar a terra que reduzir a vazão dos locais.

Outra solução é reter a água para que ela demore mais a chegar aos rios, diz Wilheim. Ele diz que há artigos previstos no Plano Diretor de Macrodrenagem que poderia ser regulamentados, que também podem ajudar. "O Plano Diretor prevê que os grandes pátios não deixem a água da chuva correr para a rua, que eles devem reter por uma hora. Outra questão é que os prédios usem a água da chuvas dentro do próprio sistema."

O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo, José Tadeu da Silva, informou que a entidade está atenta ao problema e que vai realizar em breve um seminário sobre áreas de risco convidando autoridades, especialistas, profissionais e estudantes para discutir soluções.