Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Líderes de metade da Câmara se dizem pró-voto aberto em cassações


Líderes partidários que representam metade dos deputados na Câmara se dizem favoráveis ao voto aberto em sessões que julgam cassações de mandato. O líder é o deputado que negocia os principais projetos em discussão na Câmara. Ele exerce influência sobre os colegas e orienta o voto da bancada, embora os deputados do partido não sejam obrigados a obedecer à orientação.
Nestas quarta (31) e quinta (1), o G1procurou os líderes dos 22 partidos com assento na Câmara. Nove (os líderes de PT, DEM, PDT, PPS, PR, PP, PRTB, PSOL e PHS) dizem defender o voto aberto em casos de processos de cassação. Esses líderes comandam bancadas que, juntas, somam 254 parlamentares, o equivalente a 50,3% dos 513 deputados.
O G1 também conversou com os líderes de PMDB (80 deputados), PSDB (53), PRB (10) e PSL (2). O líder tucano e o do PSL defendem o voto secreto. O do PMDB - segunda maior bancada depois da do PT (86 deputados) - e o do PRB disseram ainda não ter opinião formada. Os líderes dos outros nove partidos restantes (PTB, PSB, PSC, PCdoB, PHS, PRP, PTC, PMN e PTdoB) não responderam ou não foram localizados.
Na última terça (30), parlamentares que votaram pela cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) atribuíram o resultado da sessão - 265 votos pela absolvição, 166 pela cassação e 20 abstenções - ao voto secreto. De acordo com o processo de cassação ao qual a deputada respondia, ela quebrou o decoro parlamentar ao ter sido flagrada em um vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do chamado mensalão do DEM no Distrito Federal.
Os parlamentares votaram apertando um botão a partir da bancada que ocupam. O painel eletrônico da Câmara somente apresentou os totais da votação, sem identificar como votou cada um dos 451 deputados presentes à sessão.
O líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), defendeu o voto secreto, que, para ele, "preserva o direito do parlamentar de votar sobre um próprio par seu".
"No caso de cassação de mandato, você vai ter de tomar uma decisão que é suprimir o que há de mais importante para o parlamentar que é o mandato. No voto secreto, você preserva o direito do parlamentar de votar sobre um próprio par seu. Eu não defendo deixar voto aberto. Eu não fui convencido por isso", disse Nogueira.
Henrique Eduardo Alves (RN), lider do PMDB, segunda maior bancada na Câmara, com 80 deputados,disse que não tem opinião formada e que precisa "pensar melhor sobre o assunto".
"Existem prós e contras nos dois casos, no voto aberto e no voto secreto. No voto aberto, você pode ser direcionado, às vezes pela orientação do partido, ou pressionado mesmo. Vou pensar mais sobre isso. Voto secreto muitas vezes é direito de parlamentar se proteger", defendeu.
Para ACM Neto (BA), líder do DEM, há situações em que o voto secreto é "válido", mas, em processos de cassação, ele julga que não.
"No processo de cassação é diferente, porque o eleitor tem o direito de saber qual a posição do seu representante. A questão da cassação é questão interna, é julgamento político-jurídico. Então, entendo que, nesses casos, o voto pode ser aberto", afirmou.
O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), disse que a questão não está consolidada dentro da bancada, mas que, como líder, defende o voto aberto em processos que julgam perda de mandato. O também petista Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo na Câmara, por exemplo, se disse "radicalmente contra" o voto aberto em processos de cassação.
Teixeira afirmou que pretende apresentar um projeto a fim de transferir para a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento de processos de cassação como o de Jaqueline Roriz.
Líderes do PPS, Rubens Bueno (PR), do PR, Lincoln Portela (MG), e do PDT, Giovanni Queiroz defenderam o voto aberto como forma de garantir transparência para a Casa. Para Portela, o fim do sigilo expõe o parlamentar a pressões, mas o parlamentar deve prestar contas ao eleitor.
"Concordo que deixa o político mais vulnerável, mas é um risco que a gente corre. Somos representantes do povo e há apelo para que o voto seja aberto", afirmou Portela.
O líder do PP, Aguinaldo Ribeiro (PB), afirmou ser favorável ao voto aberto em processos de cassação, como o de Jaqueline Roriz, mas afirmou que a questão não foi discutida com a bancada.
O líder do PDT, Giovanni Queiroz (PA), disse ser contra o voto secreto. Segundo ele, "a opinião e o voto do deputado devem ser expostos. O eleitor tem o direito de saber como o seu representante vota".
O líder do PRB, Vitor Paulo (RJ), disse que o partido só terá posição definida sobre o voto secreto na próxima semana.
O representante da bancada do PSL, Dr. Grilo (MG), disse ser favorável ao voto secreto para que o parlamentar seja "protegido do julgamento popular".

Comentario: se realmente for votado a favor do voto aberto vai ser uma coisa muito boa para a politica brasileira, pois os eleitores realmente saberão se as pessoas que eles votaram estão votanto no que prometeram votar.... E isso diminuiria em grande porcentagem o numero de pessoas que votam em um e dizem que votaram em outro.

domingo, 14 de agosto de 2011

MP deve denunciar ao menos 15 por desvios no Turismo

Ao menos 15 pessoas presas pela Polícia Federal na Operação Voucher devem ser denunciadas à Justiça pelo Ministério Público Federal do Amapá por crimes como formação de quadrilha e peculato (crime praticado por funcionário público contra a administração). Elas são suspeitas de envolvimento em desvio de verbas do Ministério do Turismo para capacitação de profissionais no Amapá
Dos 16 que foram presos preventivamente (quando não há prazo para o fim da prisão) no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), em Macapá, o MPF só tem dúvidas sobre o indício de culpa na esfera criminal em relação ao ex-deputado federal Colbert Martins (PMDB-BA), atual secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo. No entanto, todos os 16, incluindo Colbert Martins, devem responder na esfera civil, por improbidade administrativa.
O ex-deputado é citado no inquérito da PF por ter assinado um dos quatro repasses de recursos do Ministério do Turismo para o Instituto de Desenvolvimento e Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).
De acordo com a PF, R$ 3 milhões dos R$ 4,4 milhões previstos no convênio com o Ibrasi para capacitação de trabalhadores do setor de turispo no Amapá foram desviados para empresas de fachada. O Ministério Público Federal analisa se Colbert foi omisso ao liberar os recursos sem confirmar a veracidade de um laudo que informava que o serviço estava sendo executado.
Nesta semana, 36 pessoas foram presas por envolvimento no suposto esquema, entre eles o secretário-executivo, Frederico da Silva Costa, segundo em importância no ministério. Costa é um dos que devem ser denunciados pelo MPF.
Os que foram presos temporariamente (quando a prisão dura cinco dias prorrogáveis por mais cinco dias) em São Paulo, Brasília e Macapá não devem ser denunciados por crimes. Eles foram detidos para esclarecimentos sobre o suposto esquema e ainda podem responder na área civill por improbidade administrativa.
Os últimos 16 detidos pela PF, inclusive o secretário-executivo do Ministério do Turismo e o ex-deputado Colbert Martins, foram liberados na madrugada deste sábado (13). O MPF-AP prevê que a denúncia seja apresentada à Justiça em cerca de 15 dias, já que a soltura de todos os presos tira o caráter de urgência da apresentação da denúncia.
De acordo com o MPF, a fase de investigação da Operação Voucher está concluída, mas o inquérito ainda precisa ser finalizado, com a elaboração do relatório pelo procurador da República Celso Leal, responsável pelo caso.
Antes da conclusão, ainda precisam ser periciados os documentos apreendidos pela PF nas entidades investigadas e no Ministério do Turismo. Além disso, o MPF trabalha na análise dos dados resultantes da quebra de sigilo fiscal dos acusados, para apurar se há indícios de enriquecimento ilícito.



COMENTARIO: noticia acima. mostra o qanto sao corruptos os politicos brasileiros. senadores, deputados e ministros. que acabam torrando o dinheiro nacional em impresas privadas. praticando crimes que sao inaceitaveis como a lavagem de dinheiro

terça-feira, 9 de agosto de 2011

PF estima que quase R$ 3 milhões tenham sido desviados do Turismo


Delegado diz que desvio é de cerca de dois terços de contrato no AP. Nesta terça, 36 pessoas foram presas em operação em SP, AP e DF.


O diretor-executivo da Polícia Federal, Paulo de Tarso Teixeira, afirmou nesta terça-feira (9) que estima que tenham sido desviados do Ministério do Turismo dois terços do valor do contrato entre a pasta e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). Isso equivale a quase R$ 3 milhões dos R$ 4,445 milhões do contrato destinado à qualificação de 1,9 mil profissionais de turismo no Amapá.
Nesta terça, 35 pessoas foram presas [eram 33 quando a primeira versão desta reportagem foi publicada] em São Paulo, Macapá e Brasília com base na Operação Voucher, deflagrada pela Polícia Federal em razão de irregularidades no Ministério do Turismo. Um dos presos é o secretário-executivo Frederico Costa da Silva, o segundo na hierarquia do ministério.
Em entrevista em Brasília, o delegado afirmou que os desvios eram feitos por empresários, funcionários do ministério, Ibrasi e empresas de fachada. Segundo ele, na busca realizada em São Paulo na casa do diretor-executivo do Ibrasi, que está preso, foram apreendidos R$ 610 mil em espécie.
Comentário: 
A política no Brasil está cada vez mais decadente, sempre vemos notícias sobre lavagem e desvio de dinheiro. Políticos sem caráter, corruptos que utilizam nosso dinheiro para benefício próprio, no lugar de investir em problemas sócio econômicos do Brasil. Um desses casos de corrupção esta sendo mostrado na noticia.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Acordo orçamentário é investimento no futuro dos EUA, diz Obama


Republicanos e democratas conseguiram pacto para não parar governo.
Ele inclui cortes de US$ 38,5 bilhões nos gastos no ano fiscal 2011-2012.


O presidente dos EUA, Barack Obama, elogiou neste sábado (9) o acordo alcançado pelos congressistas democratas e republicanos que evitou a paralisia dos serviços federais, destacando que o desfecho positivo do impasse da lei do orçamento deve ser visto como um investimento no futuro do país.
"Este é um acordo que investe no futuro de nosso país, ao mesmo tempo em que realiza o maior corte de gastos anual de nossa história", disse Obama, em seu programa semanal de rádio.
Os comentários do presidente foram ao ar apenas algumas horas após o fechamento do tão desejado acordo, nas últimas horas da sexta-feira. Foram semanas de duras negociações entre republicanos e democratas, que não conseguiam chegar a um consenso para aprovar o orçamento federal do ano fiscal 2011-2012.
Os líderes partidários fecharam o acordo, que inclui US$ 38,5 bilhões em cortes de gastos, depois de uma intensa disputa política e apenas uma hora antes que o governo Obama ficasse sem dinheiro para o funcionamento da administração federal.
O presidente disse que o compromisso exigiu de cada um, incluindo a ele mesmo, a realização de concessões em temas considerados de importância por ambas as partes.
"Alguns dos cortes que fizemos serão dolorosos, as pessoas que trabalham nestes programas confia em poder reduzi-los; alguns projetos necessários de infraestrutura serão adiados", estimou Obama.
Mas, ponderou, "começar a viver com nossos recursos é a única maneira de proteger esses investimentos, que ajudarão os Estados Unidos a competir por novos empregos, investir na educação de nossas crianças e em empréstimos para estudantes; em energias limpas e na pesquisa médica para salvar vidas".
Comentários:
Caso este acordo nao tivesse sido possivel, varias áreas do governo americano teriam parado de funcionar e os alguns funcionários não teriam recebido seus salários. Os dois principais partidos dos Estados Unidos precisavam entrar em um acordo sobre uma redução nos gastos do governo mas não conseguiam concordar qual o valor deveria ser cortado.
Este corte de gastos é necessário pois o país tem um déficit, que ocorre quando o país gasta mais do que recebe de impostos dos contribuintes.

FMI eleva projeção de inflação nos países emergentes em 2011

Segundo relatório do Fundo, estimativa de alta de preços no grupo subiu de 6,0% para 6,9%, influenciada pelo impulso dos preços dos alimentos e da energia


NOVA YORK - Enquanto nas economias avançadas as pressões inflacionárias parecem mais contidas, nas economias emergentes elas estão se ampliando, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI) no relatório "Perspectiva Econômica Mundial" de abril, que começou a ser divulgado nesta segunda-feira, 11. Segundo o documento, a inflação tem ganhado impulso com a alta dos preços de alimentos e energia.



O FMI elevou a projeção de inflação anual nos países emergentes, de 6% para 6,9% este ano e de 4,8% para 5,3% em 2012. Para as economias avançadas, a projeção subiu de 1,6% para 2,2% em 2011 e de 1,6% para 1,7% em 2012. As projeções anteriores são da revisão do relatório de outubro do ano passado, feita em janeiro deste ano. Para o Brasil, a previsão de inflação ao consumidor em 2011 caiu de 6,9% (feita no documento de outubro do ano passado) para 6,3%; para 2012, é de 4,8%. O último levantamento para Brasil foi em outubro de 2010.
Dentro desse contexto inflacionário, o FMI alerta para novos riscos surgindo, com o boom do mercado imobiliário nos países emergentes. Segundo o FMI, essas economias ainda podem surpreender com aquecimento no curto prazo por causa de políticas macroeconômicas relativamente frouxas. No médio prazo, porém, esses riscos diminuem. Nesse cenário de mais inflação nos emergentes, o relatório observa que juros mais altos, crescimento mais fraco da renda e o impacto dos ajustes fiscais devem corrigir os excessos que se formaram na fase de boom.

Comentários: 
Os países emergentes, que crescem mais, como Brasil, China, India consomem mais combustiveis e alimentos que são produtos que estão com preços muito altos no momento. Por este motivo o FMI alerta que a inflação nesses paises será maior do que se esperava anteriormente.
Os combustíveis estão mais caros por causa da crise no Oriente Médio e os alimentos por causa de variaçōes climáticas nos países produtores.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Dilma não tratará China como economia de mercado

Brasil não fará reconhecimento. Empresários estavam irritados com a possibilidade em todas as áreas do país


Brasília - Às vésperas da primeira visita da presidente Dilma Rousseff à China, as barreiras comerciais, as reclamações mútuas e os problemas entre os países ressurgem na pauta diplomática. Um dos pontos mais difíceis dessa relação, herança do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, já tem uma resposta brasileira - e não é a esperada pelos chineses. O Brasil, na viagem da presidente, de 11 a 15 de abril, não vai reconhecer o país como economia de mercado.


A promessa, feita em 2004 por Lula na primeira visita oficial do presidente chinês, Hu Jin Tao, ao Brasil, não está nem na pauta brasileira da viagem de Dilma nem na agenda imediata do governo. "Isso é um problema para o governo brasileiro, mas ninguém quer mexer agora. Não há nenhum clima no País hoje para levar isso adiante", disse um diplomata.
O Brasil foi o único país a falar no reconhecimento da China como economia de mercado até hoje, uma medida que irritou empresários de todas as áreas no País. No entanto, começou a morrer logo em seguida. O próprio ex-chanceler Celso Amorim, então patrocinador da medida, se disse "decepcionado" com os poucos avanços que o Brasil obteve em troca da declaração. A decisão de não levar adiante a regulamentação, no entanto, foi tomada pelo Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio.
Não fazer o reconhecimento esperado pela China, no entanto, não resolve a maior parte dos problemas que o País tem em sua relação comercial. Especialmente porque a maior parte deles está na conta do Brasil. Burocracia excessiva para exportações, carga tributária complicada e dificuldades com infraestrutura tornam difícil a competitividade do Brasil no mercado chinês. Mais que isso, a falta de tecnologia e inovação dos produtos brasileiros, comparado com o que se produz na China, torna quase impossível hoje um comércio que vá muito além das commodities. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários:

Existe uma Lei Americana que define o que é uma economia de mercado e como o país deve operar em relação a custo e preços no comércio internacional. Se o Brasil reconhecer a China como economia de mercado aceitará também seus preços de vendas como sendo justos e isso é bom para a relação dos dois países. No entanto, a matéria diz que mesmo que isso acontecesse, o Brasil ainda teria dificuldades para exportar seus produtos pois temos burocracia, altos impostos e outras dificuldades de estrutura.

domingo, 27 de março de 2011

Financial Times ironiza e sugere que Portugal vire colônia do Brasil


Coluna do jornal faz proposta provocativa para resolver a crise da dívida do país: o retorno da relação metrópole-colônia, mas com pólos invertidos


São Paulo - O jornal britânico Financial Times (FT) ironizou a situação da crise da dívida portuguesa e sugeriu que o país peça anexação à sua antiga colônia na América. A provocação foi feita na coluna “Lex”, publicada nesta sexta-feira (25).

Ocupando posições quase opostas economicamente – crescimento do lado brasileiro, fragilidade econômica crônica do lado de lá - os dois países já estariam vivendo uma inversão de papéis, e Portugal, combalido, poderia tirar vantagem de se anexar ao Brasil.
“A União Europeia considera Portugal problemático: sem governo, com alta resistência à austeridade e fraca performance econômica (o PIB estagnou na última década). As negociações são duras”, diz o articulista. “Aqui está uma ideia inovadora para lidar com a situação: a anexação pelo Brasil”, prossegue.
Segundo o jornal, ainda que o país europeu se ressinta da perda de status, não se pode dizer que ele tenha força para reclamar: representaria apenas 5% da população do Brasil e 10% do PIB. O veículo prossegue elencando as virtudes brasileiras: crescimento do PIB de em média 4% ao ano na última década e presença no seleto grupo dos BRICs, o centro emergente do poder mundial, "uma casa melhor do que a velha e cansada União Europeia".
Comentário:
A matéria faz uma sugestão irônica pois o Brasil já foi colônia de Portugal e hoje encontra-se em uma situação econômica muito melhor, além de ser independente. Mesmo assim seria impossível Portugal se anexar ao Brasil pois faz parte da União Européia e da zona do Euro. Na semana passada o Primeiro Ministro de Portugal renunciou pois não conseguiu aprovação para medidas de maior rigor fiscal e provavelmente este país também terá que pedir ajuda ao FMI.

domingo, 13 de março de 2011

Desastre pode tirar economia japonesa do caminho da recuperação, dizem Wall Street Journal e FT


Jornais destacam que catástrofe pode reduzir esforço para equilibrar as contas públicas

O terremoto que atingiu o Japão nesta sexta-feira pode comprometer a recuperação da economia japonesa após a crise e reduzir temporariamente o esforço do país em equilibrar as contas públicas, apontaram nesta sexta-feira o Wll Street Journal e o Financial Times. Segundo os dois periódicos, o desastre pode, por outro lado, impulsionar ações do setor industrial, energético e de matérias-primas por conta dos esforços de recuperação no país.

Em reportagem publicada em seu site nesta sexta, o Wall Street Journal aponta que o desastre natural poderia tirar a economia japonesa do caminho da recuperação após a crise e aumentar a dívida pública, que atualmente equivale a 200% do Produto Interno Bruto.

O periódico destaca, no entanto, que a reação no mercado financeiro americano foi mínima porque os investidores esperam que o tremor não afetará significativamente o crescimento econômico global.

Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal destacaram, inclusive, que o terremoto pode ajudar a impulsionar ações do setor industrial, energético e de matérias-primas, porque esses setores poderão se beneficiar da demanda expandida pelos esforços de reconstrução após o terremoto.

Para o Financial Times, o terremoto também impõe dúvidas sobre a recuperação econômica do país, uma vez que os economistas esperavam que a economia japonesa ganhasse fôlego justo neste primeiro trimestre de 2011. A economia japonesa cresceu 3,9% no ano passado, na melhor performance em duas décadas, mas o PIB encolheu 0,3% no último trimestre, comparado com o período anterior.

— Enquanto o terremoto definitivamente vai assegurar o comprometimento de governo e oposição sobre a legislação necessária para implementar o orçamento - reduzindo uma das fontes de incerteza - deve pelo menos atrasar ações para reequilibrar as contas públicas e assegurar a viabilidade fiscal da economia a longo prazo — aponta o FT em reportagem publicada no site do periódico.

O jornal destaca ainda que terremotos costumar ter impacto menor do que o inicialmente esperado nas grandes economias e que as áreas mais atingidas nesta sexta são menos significativas para a economia japonesa do que as zonas industriais de Kansai que sofreram paradas depois do terremoto de 1995.

Ainda de acordo com o FT, as companhias japonesas deverão estar melhor preparadas para interrupções nas cadeias produtivas do que estavam em 1995. Na época, o governo e as companhias de seguros encorajaram empresas a criar planos de continuidade de negócios detalhados para minimizar perdas e retomar operações rapidamente.

Comentários:
O Japão que já estava com uma economia fragilizada por causa da crise mundial , vai sofrer ainda mais com a necessidade de reconstrução do país, e vai também sofrer um desiquilibrio na balança comercial pois as fabricas terão dificuldades de produção diminuindo muito a exportação sendo obrigado a aumentar as importações para suprir o país gerando um deficit econômico.

terça-feira, 8 de março de 2011

Financial Times diz que Carnaval brasileiro é 'made in China'


Uma reportagem publicada neste domingo pelo jornal inglês 'Financial Times' mostra que 80% das fantasias de carnaval no Brasil são feitas com materiais importados, principalmente vindos da China. O texto, assinado pela repórter Samantha Pearson, diz que as importações chinesas baratas "inundaram o país latino-americano nos últimos anos, em parte como resultado da rápida valorização da moeda local".
A reportagem acrescenta que a invasão dos produtos chineses é um dos maiores dilemas políticos da presidente Dilma Rousseff. O presidente da Associação Brasileira dos Importadores Têxteis (Abitex), Jonatan Schmidt, um dos entrevistados pelo diário, diz que "há 15 anos era completamente diferente - todos os produtos eram brasileiros."
Uma lojista de São Paulo, ouvida pela reportagem, conta que importa mercadorias da China a preços 40% abaixo dos praticados por companhias brasileiras. Com o real valorizado, a loja, que em 2005 importava 30% do seu estoque, hoje importa 60%.
"Não é só a taxa de câmbio", afirma a comerciante. "Tem havido uma falta de novos equipamentos e investimento no setor têxtil ao longo dos anos. A demanda é tão forte agora e eles simplesmente não conseguem suprir".
A reportagem sugere que o Carnaval, se continua em espírito sendo uma festa brasileira, é em termos econômicos uma festa dos importados.
"Apesar dos esforços da estatal petroleira Petrobras para expandir a sua própria produção de poliéster no Nordeste, é improvável que o Carnaval seja made in Brazil no futuro próximo."
Comentário:
Como pudemos ver , 80% das fantasias de carnaval no Brasil são feitas com materiais importados da China, que está roubando todo esse mercado , e criando desemprego em vários lugares, e não somente no Brasil. O custo de produção na China é muito mais barato, e os salários são mais baixos, o que causa uma competição desleal, mesmo considerando que pessoas das favelas faziam esses tipos de adereços.




Cometá

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os medos da Europa com as revoltas no mundo árabe


Os acontecimentos no Norte da África e no Oriente Médio despertam dois medos na Europa: que aconteça uma onda migratória e que os novos governos a serem formados depois que a poeira assentar não sejam tão amigáveis, o que é um risco para um mundo tão dependente do petróleo da região.
O segundo medo é apenas balbuciado nos meios políticos. Não pegaria bem levantar senões a revoltas populares contra autocratas sanguinários.
Já bastam as muitas fotos com beijinhos e tapinhas nas costas do egípcio Hosni Mubarak e do líbio Muammar Gaddafi para constranger premiês e presidentes.
Nos meios econômicos, mais preocupados com dinheiro que com a imagem pública, o temor é escancarado, e os mercados jogam o preço do petróleo nas alturas.
A questão da imigração também é tratada bem mais às claras, uma vez que ganha pontos com parte do eleitorado defender uma Europa para os europeus.
Os imigrantes sempre se tornam o bode expiatório quando a Europa vive alguma crise econômica, como acontece agora.
Cerca de 10% da população economicamente ativa do continente (24 milhões de pessoas) está sem emprego. Em alguns casos, o índice de desemprego chega a escandalosos 40% (entre os jovens espanhóis, por exemplo).
Com esse cenário, é fácil culpar o imigrante que, como insistem os jornais sensacionalistas, "roubam os poucos postos disponíveis".
Há sempre o argumento de que eles fazem os serviços menos qualificados, que são rejeitados pelos europeus.
Mas com a política de cortes de gastos públicos adotada por todo o continente, os Estados querem dificultar a vida daqueles que preferem ficar em casa vivendo do seguro-desemprego.
Ou seja, talvez vá ter inglês, espanhol ou italiano branco brigando pela vaga da faxina.
O país mais exaltado por enquanto é a Itália, que geograficamente está mais perto de Tunísia e Líbia e se torna uma porta de entrada óbvia.
O ministro do Interior, Roberto Maroni, membro do nacionalista Partido da Liga Norte, afirma que mais de um milhão devem se aproveitar da turbulência no mundo árabe para fugir para a Europa.
Usa como argumento os cerca de 5.000 que fugiram da Tunísia no início do mês com destino a Lampedusa, ilhota no sul italiano que tem apenas 6.000 habitantes.
Fala em "catástrofe humanitária", "êxodo em proporções bíblicas" e pede socorro a seus parceiros europeus. Quer arrumar um jeito de conter o influxo de pessoas ou forçar os outros países a arcar com parte do contingente.
Seus vizinhos do norte nem querem ouvir falar nisso. A Áustria diz que recebeu mais migrantes que a Itália quando houve a queda dos regimes comunistas do Leste Europeu.
Como naquele final dos anos 80, quando ruiu a cortina de ferro, a Europa percebe mais uma vez que clamar por liberdade e democracia no mundo é bem mais fácil que lidar com as consequências imediatas dessas transformações.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Número de mortos em protestos na Líbia chega a 173, diz organização


Milhares de manifestantes protestam contra regime de Muammar Khadafi.
No poder há 42 anos, ele vem reprimindo a oposição com violência.



Pelo menos 173 pessoas já morreram em consequência da violência na Líbia desde o início dos protestos contra o governo, na quarta-feira, de acordo com número informado neste domingo (20) pela ONG internacional Human Rights Watch, que monitora o conflito por meio de fontes que tem no país.
Milhares de pessoas vêm protestando nos últimos dias na região leste contra o governo do coronel Muammar Khadafi, no poder há 42 anos.
De acordo com a agência Associated Press, neste domingo (20), atiradores voltaram a atacar pessoas que participavam do funeral de manifestantes mortos no sábado.
O controle do governo sobre as informações e sobre a internet dificulta a confirmação dos relatos das testemunhas em Benghazi, onde acontecem os distúrbios mais graves.
Um médico citado pela AP diz que já seriam mais de 200 os mortos na cidade.
A Líbia é um dos vários países árabes ou muçulmanos a enfrentar protestos pró-democracia desde os levantes populares que levaram à queda do presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, em janeiro.
Desde então, os protestos populares também forçaram a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, no dia 11 de fevereiro.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Deputados venezuelanos trocam socos no Parlamento

Briga entre membros do partido socialista de Hugo Chávez e seus rivais foi transmitida ao vivo e deixa evidente a polarização política existente no país

A polarização política da Venezuela se tornou ainda mais evidente na noite de quinta-feira, quando a sessão do Parlamento terminou em briga entre membros do partido socialista do presidente Hugo Chávez e seus opositores. A confusão começou depois que o deputado do partido socialista Henry Ventura tentou retirar o oposicionista Alfonso Marquina do pódio e os dois começaram a trocar socos e empurrões.

Logo em seguida, outros deputados se juntaram à pancadaria, mas ninguém ficou ferido. Não ficou claro quem começou a troca de agressões. "Viemos trabalhar em paz, como sempre fazemos, e esperamos que não sejamos sujeitos à agressão pelas palavras que dizemos, como aconteceu agora", disse o ministro de Relações Exteriores, Nicolas Maduro.

A sessão estava sendo mostrada ao vivo por toda a rede de televisão e rádio da Venezuela (confira no vídeo abaixo), através do sistema de transmissão obrigatória, usado frequentemente por Chávez para exibir seus longos discursos à nação. Porém, quando a briga começou, o sinal foi suspenso abruptamente para a maioria das emissoras.