Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
Mostrando postagens com marcador 1A- Lohanna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1A- Lohanna. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Reconhecimento do Estado palestino será votado no Conselho de Segurança da ONU


São Paulo – A proposta de reconhecimento do Estado palestino será levada esta semana ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O ingresso do 194ª Estado na ONU, compouco mais de seis mil quilômetros quadrados, precisa do aval de nove dos 15 integrantes do Conselho. A causa tem o apoio declarado de Rússia e China, dois dos integrantes permanentes, mas os Estados Unidos já adiantaram que irão vetar a iniciativa.
Com isso, a alternativa passa a ser a Assembleia Geral da ONU, composta por todas as nações-membro e na qual todos os votos têm o mesmo peso. A 66ª Sessão, cujos debates foram iniciados na semana passada, será aberta oficialmente na quarta-feira (21) pela presidenta Dilma Rousseff, que entrará para a história como a primeira mulher a realizar o início dos trabalhos. Com isso, a votação do reconhecimento palestino será realizada entre o fim deste mês e as primeiras semanas de outubro. 
Neste caso, no entanto, não se trataria de um reconhecimento como membro pleno da ONU, o que impede, por exemplo, a participação em organismos decisórios e dá apenas o direito à observação da Assembleia Geral. “O Estado da Palestina, existindo formalmente, pode fazer convênios entre países, ajudas internacionais em condições que hoje são impensáveis”, avalia Leujene Mirhan, um dos organizadores do coletivo Palestina Já, integrado por movimentos sociais e partidos. “É uma luta para garantir a soberania, o valor desse povo, evitar mais humilhações do que vivem no dia a dia.”
Atualmente, os povos árabes na Faixa de Gaza e na Cisjordânia estão sob comando da Autoridade Nacional Palestina, que deveria haver funcionado como um governo de transição até 1999, quando as negociações com Israel estariam concluídas. "Vamos às Nações Unidas para solicitar uma adesão plena para a Palestina a fim de proteger os direitos do nosso povo palestino e o conceito de uma solução com dois Estados (Palestina e Israel)", avisou recentemente o porta-voz palestino, Nabil Abu Rdainah. Até hoje segue sem implementação a metade do acordo firmado no âmbito da ONU em 1947, que criou o Estado de Israel e previu a criação do Estado árabe.
“O Estado é uma garantia de ter uma vida digna e ter a paz. Para obter a paz precisa de instrumentos. Esse é um dos instrumentos imprescindíveis: um Estado que veja os interesses de sua população, sua segurança, em todos os sentidos”, protestou Ibrahim Alzeben, embaixador da Palestina no Brasil, em entrevista ao jornal Brasil de Fato.

Oposição

Ao vetar a resolução no Conselho de Segurança, os Estados Unidos vão atender ao apelo de um de seus principais parceiros bélicos e políticos. Israel não aceita a criação do Estado palestino e já avisou que vai promover novas represálias caso o rival obtenha êxito na Assembleia Geral. Na última semana, o vice-ministro das Relações Exteriores israelense, Danny Ayalon, lançou vídeos na internet nos quais garante contar “a verdade sobre o processo de paz”. Para Ayalon, os palestinos querem a extinção do Estado judeu, e não aceitam a “soberania judia”. Ele garante que Israel apoiou várias vezes nas últimas décadas o reconhecimento do Estado árabe, mas sempre recebeu um “não” como resposta. 
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu considera que a ida dos palestinos à ONU significa uma interrupção indevida e precipitada do diálogo bilateral, feito com mediação dos Estados Unidos. Não é desta maneira que enxerga a ONU. A Coordenação Especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio entende que as instituições palestinas estão preparadas para assumir as responsabilidades de um Estado. Mais que isso, não fazê-lo agora significa colocar em risco todo o processo conduzido até agora pela Autoridade Palestina. “Se trata de um objetivo que deve ser reconhecido e deve manter-se e seguir-se construindo sobre ele”, indicou um relatório emitido pelo organismo, que pontuou ainda que só não se avança mais porque se trata de um território ocupado e de uma região dividida ao meio pelos bloqueios promovidos por Israel.
1,4 milhão de pessoas que vivem na Faixa de Gaza sofrem com más condições de vida por conta das restrições impostas à circulação de pessoas e de mercadorias na região. Israel mantém desde junho de 2010 um bloqueio naval ininterrupto que aumenta as exposições à fome e a problemas de saúde. Relatores Especiais entregaram recentemente às Nações Unidas um relatório que aponta que a atuação israelense é ilegal e provoca “grandes impactos” na vida de civis. “Medidas decisivas devem ser tomadas para defender a dignidade e o bem-estar da população civil de Gaza, da qual mais da metade são crianças”, anotam os peritos.
A Autoridade Palestina queixa-se, além disso, que Israel estimula a construção de assentamentos judeus em territórios que futuramente caberiam ao Estado dos povos árabes. No começo do mês, representantes dos Estados Unidos foram ao Oriente Médio tentar dissuadir os representantes palestinos de apresentar o pedido de reconhecimento na ONU. "(O presidente Mahmoud Abbas) repetiu que a posição dos palestinos e dos árabes é ir às Nações Unidas, dado que o lado israelense ainda se recusa a reconhecer termos claros de referência e está construindo assentamentos", explicou à ocasião o porta-voz Nabil Abu Rdainah.
Como retaliação, o Congresso norte-americano ameaça acabar com a ajuda anual de 500 milhões de dólares enviada aos palestinos. A medida é rejeitada mesmo por alguns grupos pró-Israel, que veem a possibilidade de enfraquecimento do trabalho de segurança na Cisjordânia. "Tal medida prejudicaria os interesses de Israel ao minar a liderança moderada palestina e tirar o financiamento de uma cooperação produtiva em segurança”, anotou uma dessas organizações, a J. Street, em um comunicado. 
O embaixador da Palestina no Brasil evoca o sentimento humanitário do vizinho e a tolerância. “Faz dois anos e meio que Gaza aguarda pela reconstrução, ainda tem mais de 60% morando em condições infra-humanas, a raiz daquele genocídio cometido por Israel. Mas já que não existe essa vontade política por parte de Israel, não temos outra. Vamos à ONU.”
Movimentos sociais esperam fazer de 20 de setembro, véspera do início da Assembleia Geral, o Dia Mundial de Mobilização pelo Estado da Palestina. Em São Paulo, o protesto está marcado para a Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Teatro Municipal, às cinco da tarde

Comentário: Cientes do veto dos EUA à iniciativa, representantes apostam no apelo à Assembleia Geral; São Paulo terá manifestação pró-Palestina.Enquanto a violência se espalha novamente e as tensões sobem no Oriente Médio, uma nova proposta de independência da Palestina ganha fôlego em todo o planeta.Enquanto a maioria dos palestinos e israelenses querem uma solução para o conflito baseada em dois Estados, o governo extremista de Israel continua aprovando a construção de assentamentos em áreas contestadas, alimentando ódio e massacres.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

EUA ainda pagam o preço do 11 de Setembro

WASHINGTON, EUA, 16 Ago 2011 (AFP) -Osama bin Laden morreu sem ter realizado o objetivo de sangrar a America economicamente até à "quebra", mas dez anos após os atentados de 11 de Setembro, os Estados Unidos ainda pagam o preço desses ataques.
O Afeganistão, em outubro de 2001, depois o Iraque, em março de 2003: em nome da guerra contra o terrorismo, o presidente George W. Bush lançou o exército americano em dois teatros de operações que se revelariam duráveis, inchando consideravelmente o orçamento do Pentágono.
Em alguns anos, a parte do ministério da Defesa nos gastos federais passou de 16% a 20% do total das despesas. As missões caras que Bush aprovou foram prorrogadas por seu sucessor, Barack Obama.
Não houve senão o Afeganistão e o Iraque. A ameaça terrorista permitiu ao Pentágono manter programas de segurança herdados da Guerra fria e lançar vários outros, com resultados mais ou menos visíveis.
"Os orçamentos propostos pelo executivo foram muito elevados, e o Congresso ainda efetuou reajustes neles", lembra à AFP William Hartung, especialista em defesa da New America Foundation.
Guerras sem financiamento acompanhadas de reduções de impostos: no governo Bush, este coquetel intoxicou a dívida pública americana antes mesmo de que medidas colocadas em prática após 2007, para lutar contre a crise econômica e financeira e para relançar a atividade, viessem a agravar ainda mais a situação do orçamento.
Num vídeo divulgado em março de 2004, o líder da rede Al-Qaeda disse que aplicava, em relação aos Estados Unidos, os mesmos métodos usados pelos mudjahedines - então financiados por Washington - contra os soviéticos, durante a guerra do Afeganistão.
"Daremos prosseguimento a esta estratégia sangrando a América até o ponto de quebra", declarou ele.
No curto prazo, o custo do atentado contra as torres gêmeas em Nova York elevou-se a cerca de 100 bilhões de dólares, segundo o ''Institute for the Analysis of Global Security'', que compilou empregos perdidos, receitas fiscais evaporadas, destruições, além dos trabalhos de desobstrução e limpeza...
Segundo este centro, o custo da reconstrução dos locais onde ficavam o World Trade Center é estimado em entre 3 e 4,5 bilhões de dólares, e a reparação dos danos causados ao prédio do Pentágono chegou a 1 bilhão de dólares.
Para os Estados Unidos, o custo financeiro da resposta aos atentados foi, assim, muito mais elevado que os ataques em si.
O Instituto de Pesquisas das Relações Internacionais da Brown University situa o preço das guerras no Iraque e no Afeganistão entre 3 trilhões e 200 bilhões de dólares e 4 trilhões de dólares para o Estado federal.
Isso representa entre 40 e 49% de aumento da dívida pública, que passou de cerca de 6 trilhões e 800 bilhões de dólares, em 11 de setembro de 2001, a mais de 14 trilhões de dólares, hoje.
O economista Ryan Edwards, estimou num estudo publicado em junho que sem guerras, a relação da dívida pública com o Produto Interno Bruto (o conjunto de todos os bens e riquezas produzidas pelo país) estaria entre 9 ou 10 pontos menor. Hoje, se aproxima dos 100%.
Os economistas Linda Bilmes e Joseph Stiglitz vão mais longe, afirmando que o pânico financeiro de 2008, no rastro da crise dos créditos imobiliários de risco americanos, foi "devido, pelo menos em parte, à guerra".
Num artigo publicado em 2010, os dois consideram que a guerra e suas consequências, principalmente o aumento dos preços do petróleo, drenaram para fora dos Estados Unidos somas colossais que poderiam ter sido gastas para apoiar um desenvolvimento harmonioso do país, principalmente através da educação.
Em vez disso, "a soma dispensada para comprar armamentos conheceu uma enorme alta nos últimos dez anos. É verdade que a indústria se beneficiou", destacou Loren Thompson, diretor geral do gabinete de consultores dos industriais da defesa, Sources Associates.
Não o orçamento do Estado federal. Próximo do equilíbrio, no momento dos ataques da Al-Qaeda, está hoje no vermelho e de forma durável.
O paradoxo fez com que o militar de mais alta patente do exército americano, o Almirante Michael Mullen, qualificasse a dívida pública de "mais importante ameaça à segurança nacional".




"A guerra no Iraque representou um preço enorme para o país que queria se desembaraçar de um ditador. Enquanto que num passado os Estados Unidos financiavam as guerras em parte com o reajuste de impostos, esta foi lançada junto com reduções de tributos', destacou Hartung.


Comentário: Os atentados terroristas levados a cabo pela organização terrorista islâmica Al-Qaeda em Nova Iorque e em Washington DC merecem bem este rótulo: além de um acto simbólico, estes atentados vieram pôr à "vista desarmada" as fragilidades do mundo ocidental, e dos Estados Unidos da América em particular, perante um novo inimigo, inimigo esse completamente diferente daqueles a que o mundo ocidental estava habituado.

domingo, 5 de junho de 2011

Grandes bancos apostam no empréstimo na folha de pagamento


Em 2007, os bancos de pequeno e médio portes tinham três quartos do mercado de crédito consignado. Hoje, essa participação é de 50%. No mesmo intervalo, as grandes instituições de varejo elevaram sua fatia de 25% para 50%. Segundo especialistas, a tendência é de que esse movimento se aprofunde nos próximos meses e anos, o que traz mais um desafio na já complicada vida dos menores.

Essa mudança de perfil do negócio é explicada por dois movimentos. De um lado, os grandes bancos acordaram para o segmento. De outro, os pequenos e médios vêm enfrentando uma série de dificuldades, que os levaram a botar o pé no freio na concessão de empréstimos em geral, o que atingiu também o consignado.

"O que aconteceu nesse segmento é o óbvio: só quem tem escala consegue fazer essa operação ser rentável", afirmou um banqueiro que desistiu do consignado há cerca de dois anos. Um alto executivo de uma instituição de varejo confirma: "O modelo de negócios que os bancos pequenos imaginaram lá atrás para o consignado não funciona mais.

O analista de instituições financeiras da Austin Rating, Luís Miguel Santacreu, explica a que se refere o executivo. Em primeiro lugar, a margem de lucro dos bancos com o consignado é menor que a de outras operações de crédito às pessoas físicas. Ou seja, para ganhar dinheiro com o negócio, é preciso volume. Em outras palavras, ter escala.

O segundo ponto é que essa margem já reduzida ficou ainda menor com os obstáculos à captação de recursos que os bancos pequenos e médios passaram a encontrar depois do estouro da crise global. Na prática, isso significa dinheiro mais caro.

"Entre 2002 e 2008, vivemos um período de extrema bonança. Havia funding para tudo e para todos", lembra o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Oliva. A entidade representa justamente as instituições financeiras de menor porte. "A partir da crise, o foco dos bancos pequenos e médios passou a ser o funding. Antes, era o produto de crédito", afirmou.

Comentário: Instituições pequenas e médias passaram a ter dificuldades e abriram a brecha. Caixa vai facilitar empréstimos com desconto em folha para 5 milhões de trabalhadores. Acordo com a UGT agilizará empréstimos para trabalhadores filiados e aposentados. A UGT é um grupo formado por 886 entidades sindicais, entre centrais de trabalhadores e outras unidades de classe independentes. Empregados, aposentados e pensionistas de empresas privadas e servidores da União, Estados, Distrito Federal e municípios poderão pedir o consignado.

domingo, 22 de maio de 2011

Mapa do Brasil pode pular de 26 para 33 Estados

Congresso discute propostas de mudança e a mais avançada é que divide o Pará em três

Neste mês, a Câmara dos Deputados aprovou a realização de um plebiscito para a população do Pará decidir se concorda com a criação de dois novos Estados: o do Carajás e o do Tapajós. Mas a mudança no mapa do Brasil não para por aí. O Congresso tem propostas para criar 11 unidades da federação, entre Estados e territórios. E, se forem aprovadas, o país passará de 26 para 33 Estados e criará quatro territórios.




A região Norte sofreria a maior mudança em sua geografia porque, além do desmembramento do Pará, abrigaria os quatro territórios: Rio Negro, Solimões, Juruá e Oiapoque. No Nordeste, são três ideias: o Estado do Maranhão do Sul, o da Gurgueia (desmembramento do Piauí) e o do Rio São Francisco (separação de parte da Bahia). Já no Centro-Oeste, o movimento se concentra no Estado do Mato Grosso, onde podem surgir duas novas divisões: Mato Grosso do Norte e Araguaia.



Os movimentos de separação já têm mais de 20 anos, explica o geógrafo Gilberto Rocha, da UFPA (Universidade Federal do Pará). Durante as discussões para elaboração da Constituição de 1988, regiões manifestaram interesse em se tornarem independentes. Uma delas é o atual Tocantins, que pertencia à Goiás.



- Naquele contexto, emergiram várias propostas de divisão do território nacional. Praticamente em todas as regiões surgiram movimentos com essa perspectiva. Isso, em parte, pode ser explicado em função de que a matéria foi colocada em segundo plano durante todo o regime militar.



O pesquisador lembra que houve algumas modificações durante a ditadura, como a criação do Estado do Mato Grosso do Sul e a unificação do Rio de Janeiro, mas elas não foram tratadas em nível nacional.



Segundo Rocha, durante o regime militar houve uma modificação substancial no povoamento e nas formas de uso do território brasileiro, com o processo de modernização do país. Surgiram novas fronteiras de povoamento, novas cidades e também novos pólos de poder. Muitas dessas fronteiras, principalmente na região Norte, foram estimuladas pelo governo. O geógrafo diz que, só no Pará, surgiram mais de 70 cidades naquele período.



- Na parte oeste da Amazônia Ocidental, onde os processos [de povoamento] não foram intensos, há propostas de criação de novas estruturas político-administrativas, os territórios, que vêm de cima para baixo e não de reivindicações locais.



Os territórios federais deixam de fazer parte de um único Estado para integrar a União. De acordo com a Constituição, as contas passam a ser submetidas ao Congresso Nacional e, caso o território tenha mais de 100 mil habitantes, um governador pode ser nomeado (sem realização de eleições). Segundo o geógrafo, a criação dos territórios está muito relacionada à proteção de fronteiras.



O deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), autor do projeto sobre o Território Federal do Oiapoque, diz que, na época em que ele foi apresentado, em 2001, a região vivia uma “situação de abandono” e precisava de mais investimentos para desenvolvimento e proteção da fronteiras do país. O deputado admite, no entanto, que a proposta está parada e perdeu a força, porque a região passou a receber mais recursos, inclusive do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).



- O governo [federal] não tem a intenção de criar novos territórios. Não é um assunto que esteja na pauta da Câmara ou do governo.



Novos Estados



O geógrafo Gilberto Rocha explica que os movimentos de criação de novos Estados estão ligados a grupos emergentes, que reivindicam o controle desses territórios.



Para Ribamar Alves (PSB-MA), que defende a criação do Maranhão do Sul, a distância da capital a determinadas regiões do Estado dificulta a gestão.

- São Luís fica em uma ilha isolada, muito distante do sul. As ações públicas têm dificuldade de chegar na outra ponta.



O deputado federal também diz que o novo Estado não sairia caro para a União. Para ele, os altos custos são “exagero da imprensa”.



Para o professor Gilberto Rocha, o tamanho em si de um Estado não é uma justificativa para desmembrá-lo. Em geral, há carência de infraestrutura para permitir melhor comunicação e integração regional. Com essas melhorias, segundo ele, seria possível pensar uma gestão descentralizada, que desse mais autonomia a diversas regiões.



- O mundo caminha para a integração e não necessariamente para o afastamento.



- No Pará, há mobilização de poderes locais que emergiram nos últimos 30 anos. São populações que emigraram do Brasil inteiro.



Ele ressalta que não é possível dizer que os movimentos sejam apenas da elite e que não haja interesse da população e o desejo de autodeterminação.



O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), um dos principais articuladores para criação do Estado do Carajás, afirma que há mais de 20 anos, a região “sonha com o desenvolvimento”. Segundo ele, apesar dos investimentos do setor privado ali, o Estado é ausente.



- Não há bom governador que dê conta de um Estado desse tamanho. [...] O Pará não tem capacidade de gestão daquela região. Há a ausência absoluta de Estado.



Para ele, o atual crescimento do Tocantins, que era conhecido como um “corredor de miséria”, estimula a população de parte do Pará a pedir a emancipação.



- A classe política é uma classe, aqui no Brasil e no mundo todo, muito desacreditada. Há esse preconceito, quando você fala em criar um novo Estado, que é oportunismo e forma de fazer farra com o dinheiro público. Mas há gente decente na classe política.



Segundo o deputado, o novo Estado não vai precisar de “nenhum centavo da União”, porque os recursos que já vão para o Pará seriam repartidos e, além disso, arrecadação do Carajás seria suficiente para mantê-lo. A mineradora Vale é citada como uma das grandes investidoras na região.

Comentário: O estado do Pará é o mais populoso da região norte, contando com uma população de 7.321.493 habitantes.É o segundo maior estado do país em superfície, mais de 16% do território nacional (o maior é o estado do Amazonas), o que representa mais de duas vezes o território da França.Provavelmente  a divisão trará muitos efeitos negativos, em especial para a Região Metropolitana de Belém, que conta com uma população grande, e para o Marajó, que registra diversos problemas sociais. O Pará terá menor arrecadação e, por consequência, receberá menos investimentos

terça-feira, 17 de maio de 2011

Brasil e Suécia querem ampliar parceria em biocombustíveis

Após se reunir na manhã de hoje (16) com o primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o Brasil deseja que os conflitos no Oriente Médio e no Norte da África sejam resolvidos por meio do diálogo e da negociação. Os conflitos foram um dos temas da conversa entre os dois chefes de governo.




“O Brasil espera que a comunidade internacional ajude os países da região por meio do diálogo, da negociação, com estrito respeito à soberania nacional, às liberdades civis e aos direitos humanos, sendo necessário respeitar estritamente o mandato da Organização das Nações Unidas [ONU]”, disse Dilma, em declaração à imprensa.



Dilma também afirmou que Brasil e Suécia defendem a eliminação do arsenal atômico mundial. “Brasil e Suécia defendem que o desarmamento passa não apenas pela redução dos arsenais, mas, também, por uma revisão abrangente do papel das armas nucleares e conduzindo a uma eliminação dos armamentos atômicos”, disse.



O meio ambiente foi um tema comum citado pelos mandatários na declaração à imprensa. O primeiro-ministro da Suécia falou sobre a parceria com o Brasil na área de biocombustíveis e lembrou que a Suécia é o maior importador de etanol brasileiro na União Europeia. A presidenta Dilma Rousseff informou que, em breve, os dois países devem iniciar um projeto piloto de produção de etanol na Tanzânia (África).



Fredrik Reinfeldt disse ainda que conversou com Dilma sobre os preparativos para a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, marcada para 2012, no Brasil.



Na área de negócios, Dilma apresentou ao líder sueco as oportunidades de investimento que se abrem no Brasil com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. A presidenta também manifestou interesse em ampliar a exportação de bens de maior valor agregado para a Suécia.



Após a reunião, Dilma e o primeiro-ministro sueco almoçam no Itamaraty, acompanhados de ministros e empresários dos dois países.

Cometário: O Brasil possui atualmente uma economia forte e sólida. O país é um grande produtor e exportador de mercadorias de diversos tipos, principalmente commodities minerais, agrícolas e manufaturados. As áreas de agricultura, indústria e serviços são bem desenvolvidas e encontram-se, atualmente, em bom momento de expansão. Considerado um país emergente, o Brasil ocupa o 10º lugar no ranking das maiores economias do mundo (dados de 2007). O Brasil possui uma economia aberta e inserida no processo de globalização.

domingo, 8 de maio de 2011

Justiça Eleitoral cancela quase 1,4 milhão de títulos de eleitores

Balanço divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 1.395.334 eleitores tiveram seus títulos cancelados por não terem votado nem justificado a ausência nas três últimas eleições. O prazo para o recadastramento dos eleitores encerrou no dia 14 de abril. Durante o prazo do recadastramento, que começou em 14 de janeiro, pouco mais de 72 mil eleitores regularizam a situação eleitoral.




Para reativar o título que foi cancelado, o eleitor deve procurar a um cartório eleitoral e apresentar um documento de identificação, um comprovante de residência e preencher o requerimento de alistamento eitoral, disponível nos cartórios Deverá também pagar eventuais multas devido à ausência em eleições passadas.



Tiveram o título cancelado o eleitor que deixou de votar no primeiro e no segundo turno de uma mesma eleição. Além disso, podem ser contadas faltas às eleições municipais, eleições suplementares, plebiscitos e referendos. Não são computadas as eleições anuladas por determinação da Justiça Eleitoral.



O número de títulos cancelados neste ano foi o dobro do registrado em 2009, quando 551.456 eleitores perderam os títulos. Quem teve o título cancelado poderá ser impedido de retirar passaporte ou carteira de identidade, receber salários de função ou emprego público e obter certos tipos de empréstimos e inscrição. Também fica proibida a nomeação em concurso público. As informações são do G1.


Comentário: De acordo com a reportagem o prazo para o recadastramento encerrou no dia 14 de abril, em algumas cidades como Curitiba serão convocados neste ano para fazerem o recadastramento do título de eleitor pelo sistema biométrico, o qual irá identificar o eleitor através das suas impressões digitais já nas próximas eleições.












domingo, 10 de abril de 2011

Caixa inaugura três novos centros culturais até o final de 2012

BRASÍLIA (Agência Brasil) - A Caixa Econômica Federal planeja inaugurar dois novos centros culturais na Região Nordeste do país até o final deste ano. A instituição também já deu início às obras de um terceiro, em Porto Alegre (RS), que deve estar pronto até o final de 2012. No total, o banco irá investir cerca de R$ 40 milhões na reforma, adequação e no aparelhamento dos espaços. O investimento é direto, sem qualquer estímulo da Lei Rouanet.


As futuras unidades culturais de Fortaleza (CE), Recife (PE) e da capital gaúcha vão se somar às cinco que já funcionam em Brasília (DF), Curitiba (PR), Salvador (BA), São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ). Juntos, os cinco espaços atraíram um público de cerca de 1,3 milhão de pessoas em 2010. A unidade mais visitada foi a da capital paulista que recebeu 622 mil visitantes ao longo do ano passado.

Segundo o gerente de Marketing Cultural da Caixa, Gustavo Pacheco, a expansão das instalações faz parte da política cultural do banco, aprovada no final de 2004. “Em princípio nós achávamos que os espaços existentes à época davam conta das necessidades e do volume de dinheiro que podíamos investir. Depois, verificamos que nessas outras três capitais existiam boas oportunidades de revitalizarmos prédios, colaborando com a mudança do perfil das regiões onde eles estão. E por que então não transformarmos esses prédios em espaços culturais da própria instituição?”, explicou Pacheco.

Os centros são a face mais visível da política cultural do banco que investe para oferecer à população a possibilidade de assistir a filmes, peças teatrais, shows, exposições e oficinas com entrada gratuita ou a preços populares. Os centros culturais servem para tentar democratizar o acesso do público à produção artística brasileira e também para estimular os artistas e criadores oferecendo espaços para exibição de trabalhos.

De acordo com Pacheco, a Caixa não planeja construir outros centros culturais além dos três novos. “O orçamento é finito e temos que fazer a conta: quanto mais espaços físicos tivermos, maiores serão nossos gastos com manutenção. O que vai tirar parte dos recursos que investiríamos nos eventos e nas ações culturais que realizamos em cidades de todo o país onde não temos um centro cultural”, declarou o gerente, citando iniciativas da Caixa como os editais de fomento, o patrocínio à Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque, de Recife e a exposição itinerante Galeria Caixa Brasil, que, em novembro de 2010, levou mais de 600 obras de arte às 27 capitais.

A Caixa Cultural Fortaleza funcionará no prédio da antiga Alfândega, um edifício construído no final do século 19 e tombado como patrimônio histórico, próximo à Praia de Iracema e ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A área de 3.508 metros quadrados irá abrigar um teatro, galerias de arte, salas para cursos e oficinas, um café e uma livraria.

Já os 2.650 metros quadrados do prédio da antiga sede da Bolsa de Valores de Pernambuco e Paraíba que vai sediar a Caixa Cultural Recife contarão com um cine-teatro, galerias de arte, museu, salas de ensaios e oficinas e multimídia, um sítio arqueológico, livraria e área de convivência. Também tombado como patrimônio histórico, o edifício da antiga Bolsa de Valores está passando por uma ampla reforma, mas a instituição promete preservar as características históricas da construção.

A unidade cultural de Porto Alegre irá funcionar no Edifício Imperial, em frente à Praça da Alfândega, no centro da capital gaúcha. No prédio, um exemplar da arquitetura art déco no Brasil, funcionaram os cinemas Imperial e Guarani. Um acordo com a prefeitura de Porto Alegre, proprietária do imóvel, prevê que a Caixa recupere a parte interna do edifício em troca de utilizar parte dele por 30 anos. A unidade será dotada de cine-teatro com 650 lugares, galerias de arte, museu, sala multimídia, café e livraria.

Comentário: Um centro cultural é um espaço arquitetônico contemporâneo destinado a apresentação de manifestações culturais das mais diversas modalidades.Acaba sendo um ótimo lugar para entreterimento pois oferece ao público atividades de lazer como teatro, aulas de esporte, desenho, pintura, danças e outros, que podem ser realizadas acompanhadas com a família ou não.










domingo, 3 de abril de 2011

Herança estrangeira faz parte da música brasileira


Antes de ser o que conhecemos hoje, a música popular brasileira e suas muitas variantes passaram por uma longa transformação. Na maioria das vezes, como no caso do forró e de outros ritmos nordestinos, a inspiração veio de fora.



Os sons que embalavam as noites nos salões europeus atravessaram o oceano. Do outro lado do Atlântico, estava um ainda em formação, mas bastante festeiro. E que transformou danças da nobreza em grandes manifestações da cultura popular.



Nordeste



Compreender a música feita no nordeste hoje em dia é mergulhar nas origens do povo desta parte do país. O centro de Recife, por exemplo, está cheio de referências históricas. Um passado que criou a identidade nordestina e deu forma a uma cultura rica em ritmos e sons.



O estilo se formou a partir de ritmos e danças populares do norte e do nordeste do Brasil. Xote, baião, xaxado, por sua vez, surgiram da mistura de sons africanos e europeus.



Hoje o forró está modernizado: sanfona, zabumba e triângulo ganharam a companhia de baixo, teclado, guitarra e bateria. Bem diferente do estilo que Luiz Gonzaga popularizou no século passado. O som do rei do baião, como era conhecido, ajudou a dar forma à festa de São João.



O grupo pernambucano Raio de Sol é especialista na dança, resultado da coreografia perfeita e do bom desempenho do marcador. A quadrilha teve inspiração nos bailes da nobreza europeia, que eram dançados em pares, nos séculos 18 e 19.



A tradição na cultura nordestina é contar a história de um casamento caipira, matuto. Apesar de ter sempre alguém tentando atrapalhar a cerimônia, o final todo mundo já conhece.



Rio Grande do Sul



Para além das fronteiras dos pampas estava o tango, e ainda está lá. O ritmo que os argentinos souberam criar sob a influência do flamenco espanhol e algumas batidas cubanas.



Claro que os gaúchos não deixaram passar. Da saudade de outros tempos, dedilharam a milonga brasileira. Uma mistura de tango e melancolia.



O clima de cidade antiga ajudou Vitor Ramil na busca de uma linguagem do sul do Brasil. O cantor voltou para Pelotas, no interior gaúcho, onde nasceu e encontrou inspiração para sua música.



A milonga é hoje o ritmo nacional da Argentina, do Uruguai e do Rio Grande do Sul. Com ela, Vitor quer levar um pouquinho do Estado para o resto do Brasil.

Comentário:A música do Brasil formou-se, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores portugueses e por escravos.Certamente com o crescente intercâmbio cultural com outros países além da metrópole portuguesa, elementos musicais típicos de outros países se tornariam importantes, com isso a música popular começa a adquirir uma sonoridade caracteristicamente brasileira




domingo, 27 de março de 2011

Ceará respira teatro






Em comemoração ao Dia Mundial de Teatro, equipamentos e espa- ços culturais do Estado promovem festivais e temporadas de espetáculos. Theatro José de Alencar, Sesc Senac, e Livraria Cultura são destaques



Durante toda a semana que antecedeu o Dia Mundial do Teatro e o Dia Nacional do Circo, comemorados hoje, muitos segmentos ligados às artes cênicas se organizaram para realizar comemorações em forma de festivais, debates, oficinas e apresentações.



Coroando mais uma turma da tarde do Curso Princípios Básicos do Theatro José de Alencar, o grupo de 18 alunos realiza a encenação de "Olhe para os lados", uma produção de oito meses, dirigida por João Andrade Joca. O espetáculo conta a história de três mulheres, sofrendo da falta de amor, acompanhada de boas doses de individualidade e egoísmo. O espetáculo, que esteve em cartaz desde o dia 24 de março encerra sua segunda temporada hoje, na Sala de Teatro Nadir Papi Sabóia, no anexo do TJA.



Deixando a capital rumo ao sul do Estado, neste domingo, em Juazeiro do Norte, também ocorre o encerramento do Festival BNB de Artes Cênicas, cuja abertura ocorreu em 16 de março e seguiu por todo o mês com programações nos centros culturais de Fortaleza, Cariri e Sousa. Às 17h, um cortejo artístico sai da praça Padre Cícero em direção ao Largo do Memorial Padre Cícero (Juazeiro do Norte-CE). O evento contará com a participação dos reisados Discípulos do Mestre Pedro e Guerreiro Santa Madalena. No palco do CCBNB-Cariri, se apresenta "O Auto da Índia", último espetáculo do festival, do grupo Marionetas de Sergipe.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=953860

Comentário:
  O teatro é de extrema impotância para a cultura brasileira, surgindo há muita tempo atrás, teve sua origem na Grécia.Em seu desenvolvimente, o teatro passa a representar lendas referentes á deuses e heróis.
  A palavra teatro significa uma deteriminada arte.O teatro, mais do que ser um local público onde se vê, é o lugar condensado das ambiguidades e paradoxos, onde as coisas são tomadas em mais de um sentido.





domingo, 20 de março de 2011

Obama visitará o Cristo Redentor após evento no Theatro Municipal


Rio - A visita que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, iria fazer ao Cristo Redentor, na manhã deste domingo, foi, inicialmente, adiada para esta tarde, devido à nebulosidade. Segundo informações do consulado norte-americano, a visita ao monumento deve acontecer após o discurso de Obama, que será realizado no Theatro Municipal, na Cinelândia, Centro do Rio.



Protesto na Praia de Copacabana



Familiares de vítimas do acidente entre o Boeing da Gol e o Jato Legacy - que ocorreu em 29 de setembro de 2006 e deixou 154 pessoas mortas - protestam neste domingo em frente ao hotel em que a família Obama está hospedada em Copacabana, Zona Sul. Os parentes pedem a condenação dos pilotos envolvidos no acidente, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que foram absolvidos em 2009.



Munidos de cartazes em inglês e em português, os familiares clamavam por justiça. "Viemos protestar contra a impunidade dos pilotos. Eles estava voando na rota errada e com o transponder - dispositivo de comunicação de segurança - desligado. É o mesmo que trafegar na contramão", disse o engenheiro Carlos Rogério da Mota Mendes, pai de uma das vítimas fatais, Marina Mendes, de 24 anos.



Os cartazes continham mensagens como: "Obama, demissão já para Lepore e Paladino" e "154 pessoas morreram no maior acidente aéreo do Brasil. 154 vítimas da irresponsabilidade de dois pilotos norte-americanos".



Nos dias 30 e 31 deste mês, ocorrerá uma vídeconferência com os acusados presentes à Embaixada brasileira em Washington e o juiz federal de Sinop (Mato Grosso), Murilo Mendes, que vai ouvi-los novamente. No caso de condenação, eles podem receber a pena de cinco anos de prisão e perder o direito de pilotar aviões.



Este mesmo juiz decidiu, em 2009, pela absolvição dos pilotos. O Ministério Público recorreu da decisão e o Tribunal Regional Federal da 1º Região anulou a absolvição de negligência dos pilotos. Na nova denúncia apresentada, o MPF individualizou a conduta dos pilotos. "A caixa preta do avião mostra que eles (os pilotos) debocharam do manual do transponder", revoltou-se Carlos Rogério.



O acidente entre as aeronaves ocorreu quando o avião da empresa área Gol fazia o voo 1907, cujo itinerário iria de Manaus (AM) até Brasília (DF), e foi atingido pelo jato executivo Legacy, que seguia de São José dos Campos (SP) para Manaus. A ponta da asa esquerda do Legacy tocou o boeing a 37 mil pés de altura, desestabilizando a aeronave, que levava 154 pessoas, e resultando na queda do avião e na morte de todos ocupantes. Os pilotos do jato saíram ilesos.


http://odia.terra.com.br/portal/rio/obamanorio/html/2011/3/obama_visitara_o_cristo_redentor_apos_evento_no_theatro_municipal_151965.html


Comentário:                                                                                                                                               A primeira visita de Barack Obama no Brasil está sendo muito importante, com foco na economia.Obama chega ao país no sábado, dia 19,  acompanhado da mulher, Michelle Obama, e das duas filhas, Malia e Sasha. Ele fará uma visita de cinco dias pela América Latina, onde visitará, além do Brasil, Chile e El Salvador.Obama tentou mostrar aos empresários brasileiros que o fortalecimento das relações entre os dois países será vantajoso para as empresas dos dois lados e defendeu, além do setor de energia, esforços nas áreas de comércio, educação e infraestrutura.Para o presidente o Brasil deve ser coomparado a China e a Rússia.




domingo, 13 de março de 2011

Feira internacional reúne artesãos de todo o mundo em Florianópolis



Evento começa nesta sexta-feira no Floripa Shopping

Começa nesta sexta-feira a Feira Internacional de Artesanato (Feiarte), no Floripa Shopping, em Florianópolis. Até 20 de março, artesãos de vinte países e 12 estados brasileiros se reúnem em um espaço multicultural, onde a arte retrata costumes e características de diversas parte do mundo.



Mais de 10 mil produtos, entre artigos de decoração, esculturas, bijuterias e semijoias, representam a cultura de diversos cantos do mundo. São artesanatos da Índia, Indonésia, Paquistão, China, Áustria, Portugal, Síria, Turquia, Gana e de outros onze países.



O destaque internacional este ano é a participação de um artesão da África do Sul, que traz colares e outras bijuterias. Há também artistas do Sul ao Norte do Brasil. Criadores de Florianópolis e Brusque colocam à venda doces portugueses, cerâmicas, bolsas, tapetes, acessórios em prata e semijoias em pedras naturais.



A Feiarte é realizada anualmente em Curitiba e Porto Alegre, somando 24 edições. O objetivo é incentivar o intercâmbio cultural e comercial entre artesãos e consumidores. Cerca de 50 mil visitantes devem passar pelos estandes da feira, no piso G1 do estacionamento do Floripa Shopping.



domingo, 6 de março de 2011

Países ricos investem 71% a mais no ensino fundamental que o Brasil

Embora venha aumentando o investimento, o Brasil ainda gasta pouco em Educação se comparado a países desenvolvidos. Relatório divulgado ontem pela Unesco (braço da ONU para Educação) mostra que o Estado brasileiro investe US$ 1.598 (R$ 2.659) por ano em cada estudante dos quatro primeiros anos do ensino fundamental. É menos de um terço (28,76%) dos US$ 5.557 (R$ 9.246) investidos por países desenvolvidos.





Os dados são de 2007, e a comparação considera o poder de compra das moedas. Em reais, números do Inep (instituto ligado ao Ministério da Educação) mostram que o investimento público por aluno nessa etapa de ensino foi de R$ 2.761 em 2008.




Apesar de baixo se comparado ao mundo desenvolvido, o valor cresceu nos últimos anos e está 102% maior do que em 2000. Em números gerais, o Brasil gasta um montante similar aos países ricos em Educação: 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com o relatório. Mas, como muitas vezes tem o PIB menor ou mais estudantes, o gasto por aluno acaba ficando pequeno.




88º

O documento mostra também que o Brasil continua no 88º lugar no ranking de desenvolvimento educacional, atrás de países mais pobres, como Bolívia e Equador.




Nas primeiras colocações, estão Japão, Reino Unido e Noruega. A lista leva em conta quatro pontos: matrículas no ensino primário, taxa de analfabetismo, igualdade de gênero naEducação e percentual de alunos que chegam ao 5º ano (no caso do Brasil, foi considerado o quarto ano).





Caso só os três primeiros fossem considerados, o país estaria na lista de alto desenvolvimento educacional, mas cai posições devido ao último O relatório não diz qual é o percentual de alunos que chegam ao 5º ano. Cita que o índice é o mesmo do documento de 2010 (0,756), que correspondia a 75,6%. O dado, porém, se referia a 2004.


NÚMEROS DEFASADOS

O ministro Fernando Haddad (Educação) disse que irá estudar o documento da Unesco, mas afirmou que é preciso fazer a ressalva de que relatórios internacionais muitas vezes utilizam dados defasados.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Refugiados da Líbia chegam a quase 100 mil, diz Acnur






Brasileiro que saiu da Líbia segura bandeira ao desembarcar na Grécia


Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur, em inglês) estimou neste domingo em quase 100 mil o número de pessoas que fugiram da Líbia nos últimos dias para escapar da repressão do regime político de Muammar Kadafi contra a mobilização popular.



O Acnur estabeleceu equipes de emergência nas fronteiras da Líbia com Tunísia e Egito para ajudar as autoridades locais e ONGs presentes no local a lidarem com a catástrofe humanitária.



O governo da Tunísia informou ao Acnur que, desde o último dia 20, 40 mil pessoas atravessaram sua fronteira provenientes da Líbia. Deles, 18 mil eram tunisianos, 15 mil egípcios, 2,5 mil líbios e 2 mil chineses.



Já as autoridades egípcias informaram ao órgão que cerca de 55 mil pessoas haviam cruzado sua fronteira desde o dia 19. Desses, 46 mil eram egípcios, 2,1 mil líbios e 6,9 mil de nacionalidades diversas, especialmente asiáticos.



"Estamos comprometidos a ajudar qualquer pessoa que fuja da Líbia. Fazemos um apelo à comunidade internacional para que responda rápido e com generosidade para ajudar esses Governos a enfrentarem a emergência humanitária", afirmou o alto comissário do Acnur, António Guterres, citado em comunicado.



O Acnur também está auxiliando pessoas sem passaportes válidos em terras sem controle entre Líbia e Egito.



Mundo árabe em convulsão

A onda de protestos que desbancou em poucas semanas os longevos governos da Tunísia e do Egito segue se irradiando por diversos Estados do mundo árabe. Depois da queda do tunisiano Ben Ali e do egípcio Hosni Mubarak, os protestos mantêm-se quase que diariamente e começam a delinear um momento histórico para a região. Há elementos comuns em todos os conflitos: em maior ou menor medida, a insatisfação com a situação político-econômica e o clamor por liberdade e democracia; no entanto, a onda contestatória vai, aos poucos, ganhando contornos próprios em cada país e ressaltando suas diferenças políticas, culturais e sociais.



No norte da África, a Argélia vive - desde o começo do ano - protestos contra o presidente Abdelaziz Bouteflika, que ocupa o cargo desde que venceu as eleições, pela primeira vez, em 1999; mais recentemente, a população do Marrocos também aderiu aos protestos, questionando o reinado de Mohammed VI. A onda também chegou à península arábica: na Jordânia, foi rápida a erupção de protestos contra o rei Abdullah, no posto desde 1999; já ao sul da península, massas têm saído às ruas para pedir mudanças no Iêmen, presidido por Ali Abdullah Saleh desde 1978, bem como em Omã, no qual o sultão Al Said reina desde 1970.



Além destes, os protestos vêm sendo particularmente intensos em dois países. Na Líbia, país fortemente controlado pelo revolucionário líder Muammar Kadafi, a população vem entrando em sangrento confronto com as forças de segurança, já deixando um saldo de centenas de mortos. Em meio ao crescimento dos protestos na capital Trípoli e nas cidades de Benghazi e Tobruk, Kadafi foi à TV estatal no dia 22 de feveiro para xingar e ameaçar de morte os opositores que desafiam seu governo. Na península arábica, o pequeno reino do Bahrein - estratégico aliado dos Estados Unidos - vem sendo contestado pela população, que quer mudanças no governo do rei Hamad Bin Isa Al Khalifa, no poder desde 1999.



Além destes países árabes, um foco latente de tensão é a república islâmica do Irã. O país persa (não árabe, embora falante desta língua) é o protagonista contemporâneo da tensão entre Islã/Ocidente e também tem registrado protestos populares que contestam a presidência de Mahmoud Ahmadinejad, no cargo desde 2005. Enquanto isso, a Tunísia e o Egito vivem os lento e trabalhoso processo pós-revolucionário, no qual novos governos vão sendo formados para tentar dar resposta aos anseios da população

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Polícia impede a manifestação de centenas de pessoas na Argélia

Um intenso desdobramento policial impediu neste sábado novamente pela força que centenas de pessoas se manifestassem no centro de Argel convocados pela Coordenadoria Nacional pela Democracia e a Mudança (CNDC), que exige a democratização do regime argelino, como constatou a Agência EFE.


Centenas de agentes policiais tomaram desde o começo da manhã a praça Primeiro de Maio no centro da capital, de onde a manifestação sairia, e se desdobraram em cordões pelas ruas adjacentes reprimindo qualquer tentativa de se formar uma concentração.



A presença e o controle policial foi neste sábado mais intenso e efetivo que no sábado passado, quando cerca de três mil pessoas conseguiram se concentrar durante horas em uma rua próxima à praça, o que significou o primeiro grande protesto na capital em anos.



Os agentes policiais empurraram e usaram cassetetes contra os manifestantes cada vez que estes permaneciam durante alguns minutos parados em alguma área, os dividindo em grupos cada vez menores até que conseguiram dissolver os protestos.



Os manifestantes, em sua maioria jovens e estudantes, mas também trabalhadores de diferentes setores, advogados e militantes de direitos humanos, gritaram palavras de ordem como "estamos fartos deste poder", "abaixo a opressão" e outras como "poder assassino" quando a Polícia empregava a violência contra eles.



Os cordões policiais impediram que outros cidadãos se juntassem aos grupos de manifestantes isolados, mas apenas observaram alguns adolescentes que tentaram provocar os congregados gritando palavras de ordem a favor do presidente do país, Abdelaziz Bouteflika.



Entre todos, firme aos seus 91 anos, a figura mais apreciada e popular da CNDC: o presidente de honra da Liga Argelina para a Defesa dos Direitos Humanos (LADDH), Ali Yahia Abdenur.



Este incansável advogado e combatente dos direitos civis se transformou no símbolo e na voz mais respeitada da contestação na Argélia, onde os líderes dos partidos opositores estão consideravelmente desprestigiados.



"Milhares de policiais que impediram os jovens dos bairros de Argel de chegar à praça, em todas as cidades do país deixaram as pessoas partirem de carro em direção à capital, mas anotaram suas placas e os detiveram a 40 quilômetros de Argel", afirmou Abdenur em declarações à EFE.



Assediado pelos adolescentes partidários do regime, Abdenur considerou que a "mobilização do povo, e sobretudo da juventude, será impressionante quando os argelinos puderem se manifestar pacificamente sem serem espancados e sem medo".



"Seguiremos nossos protestos até que este estado de sítio acabe e os jovens desçam às ruas, a juventude será o futuro do país ou será a explosão cega que virá", advertiu.



Ressaltou que o povo argelino "precisa de canais para se expressar" porque é um povo "desgraçado, que não tem liberdade, nem trabalho, que está menosprezado e esmagado".



Segundo fontes da CNCD, pelo menos dez pessoas foram feridas pelos policiais, entre elas duas com gravidade: um cidadão e o deputado do Reagrupamento pela Cultura e a Democracia (RCD), Tahar Besbes.



"Um agente policial lhe deu um golpe no estômago que o fez cair ao chão e perder os sentidos após levar golpes na cabeça", afirmou à EFE o porta-voz do RCD, Mohcen Belabés, que assegurou que os policiais impediram durante vários minutos que Besbes pudesse ser socorrido e levado ao hospital Mustafá Bacha.



Outro deputado desta formação ficou ferido além de uma mulher representante de uma organização da sociedade civil, assinalou Belabés.



O porta-voz do RCD assegurou que "a presença policial foi dobrada neste sábado com relação ao já impressionante dispositivo do sábado passado" e denunciou que "dezenas de jovens pagos pelas autoridades tentaram provocar distúrbios violentos entre os manifestantes".



O presidente do sindicato autônomo da administração pública SNAPAP, Rachid Malauí, também ficou ferido, segundo fontes da CNCD, que asseguraram que as autoridades interromperam os trens que iam em direção a Argel e o transporte público de ônibus para impedir o acesso ao protesto.



Um dos porta-vozes da Coordenadoria, Fodil Bumala, disse que 40 mil policiais se desdobraram na capital, mas considerou, no entanto, que o protesto deste sábado registrou "15% a mais de participação" que o do sábado passado.



Dezenas de mães e familiares de desaparecidos durante a década de 1990 se juntaram aos protestos em torno da praça Primeiro de Maio levando grandes fotos de seus filhos e irmãos, e reivindicando informação sobre eles.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Atentados deixam ao menos 8 mortos e 68 feridos no Iraque



Bombeiros apagam incêndio provocado pela explosão de bomba em Kirkuk, 240 km ao norte de Bagdá



Foto: Reuters



ReduzirNormalAumentarImprimirPelo menos oito pessoas morreram e 68 ficaram feridas nesta quarta-feira em ataques com carros-bomba em Kirkuk, 240 km ao norte de Bagdá.



"Dois hospitais da cidade receberam oito mortos e 68 feridos", afirmou o diretor do Departamento de Saúde, Sadiq Omar Rasuló.



O primeiro carro explodiu perto de um escritório do Partido Democrático do Curdistão. Um minuto depois um segundo veículo explodiu perto de um escritório da frente turcomana, que fica a um quilômetro de distância. Pouco depois um terceiro carro-bomba explodiu ao lado de uma loja do mesmo bairro.



Kirkuk é uma província multiétnica disputada por curdos, árabes e turcomanos