Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
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terça-feira, 1 de março de 2011

Celular muda o comportamento das pessoas

A pesquisa feita com mil pessoas em nove regiões metropolitanas mostrou que 18% se consideram viciadas em celular.

Uma pesquisa em 70 cidades brasileiras comprovou cientificamente o que já se percebe nas ruas, no trabalho, em todo lugar: o celular mudou o comportamento das pessoas.

Hora do almoço, o celular divide atenção com o prato principal. O telefone móvel roubou uma fatia do tempo dos brasileiros. “Uso mais de 100 vezes por dia, trabalho com celular”, confessou o analista de suporte Hélio Mak.

“Para mim, é como uma peça de rouba que uso, não posso deixar de lado”, compara a promotora de vendas Jaciara Ribeiro.

A pesquisa feita com mil pessoas em nove regiões metropolitanas mostrou que 18% se consideram viciadas em celular. Já passam de 5% os que têm dois ou mais celulares. Além de falar, o aparelho é cada vez mais usado para mandar fotos e ouvir música.

“Escuto bastante jazz, samba-rock. É rápido e prático”, afirmou o vendedor Everton Rodrigues.

Mensagens de texto viraram uma febre. Foi dessa forma que 5% terminaram um namoro e 12% pediram desculpas a alguém.

“Em muitos casos, a gente percebe que o celular é a via principal de relacionamento mais do que contato pessoal”, declarou Luís Minoru, coordenador da pesquisa.

A dependência é tamanha que a maioria dos entrevistados disse que não consegue passar mais de um dia longe do aparelho. Mulheres e jovens são os que mais sentem falta do celular, que provoca até sensação de abandono quando fica algumas horas sem tocar.

“Quando ele não toca, fico imaginando que ninguém me ama. Fico carente”, confessa a promotora de eventos Gláucia Francato.

O celular também virou muleta: 23% admitiram ter usado o telefone para fugir de situações incômodas.

“Eu fingi que tocou para poder sair de fininho de um lugar que eu não queria ficar”, revelou a atendente Rosana Lin.

Mirela tem três celulares. Leva um junto ao corpo para não perder as ligações do marido. “Eu não posso ficar incomunicável, se meu marido não me achar, ele põe a polícia atrás de mim”.

COMENTARIO: Ha um tempo ja, percebemos que a vida das pessoas esta mudando radicalmente devido a tecnologia que vem avancando cada vez mais. O celular e conhecido para ser usado em emergencias, mas hoje a coisa mudou totalmente, pessoas adimitem que estao viciadas e nao conseguem ficar sem o celular nem mesmo algumas horas, elas tem a grande necessidade de mexer nele toda hora. As consequencias disso sao que pessoas nao se relacionam mais como antes, a base de tudo e o celular e todos querem saber ate onde isso vai, vai ficar pior ? o que as pessoas sao capazes de fazer se perderem ou ficarem sem mexer nos telefones celulares ? de que modo isso ira afetar a vida delas ?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Comportamento em redes sociais é parecido com o da vida real, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Harvard descobriram que o perfil dos internautas nas redes sociais é bastante parecido com o de suas vidas fora do ambiente virtual. Ou seja: se alguém é popular na universidade, é provável que essa pessoa também tenha muitos amigos no Facebook, MySpace ou Orkut. E se ela é tímida nas ruas, o mesmo comportamento será repetido nos sites de relacionamento.


As conclusões foram divulgadas recentemente pelo jornal espanhol “El País”, que teve acesso à primeira parte completa do estudo. Ainda em andamento, a pesquisa “Tastes, Ties and Time” -- restrita somente ao uso do Facebook -- teve início em 2006 e será realizada até o segundo semestre de 2009. Os quatro anos referem-se ao tempo do curso de graduação em uma instituição de ensino nos EUA, que não teve seu nome divulgado, onde 1.640 estudantes já participaram da pesquisa.

Em frente ao computador, acredito que as pessoas dizem muito mais a verdade do que mentem. Ainda que a gente coloque nosso melhor no perfil virtual, também é algo que fazemos na vida real, quando saímos para paquerar ou enviamos um currículo”, afirmou ao “El País” Marcos González, um dos pesquisadores do estudo de Harvard.

Afinidade

Ainda de acordo com ele, essa análise com 1.640 estudantes (1.446 com perfis públicos no Facebook, 152 com perfis privados e 42 sem perfis) indica que a raça pode ser um fator importante na hora de se relacionar socialmente no ambiente virtual.

Os negros têm mais contato com os negros, os orientais com os orientais e os brancos com brancos -- de acordo com o estudo, este último grupo é o que tem contatos racialmente menos diversificados. Os negros, ao contrário, tendem a se relacionar mais com outras raças. Um trecho do estudo ao qual o G1 teve acesso indica que, dos 1.640 voluntários analisados (97,4% com perfis no Facebook), havia 999 brancos, 343 asiáticos, 143 negros e 93 hispânicos, entre outros. Do total, 819 eram homens e 821, mulheres.

Outra curiosidade levantada pela primeira etapa do trabalho é o fato de as mulheres terem geralmente menos amigos virtuais que os homens. Além disso, os gostos culturais de um indivíduo pode ser determinante para a quantidade de contatos on-line que ele terá: os fãs de rock são mais populares do que os de música dodecafônica, por exemplo. “Isso sugere que o número de amigos depende da familiaridade que um usuário tem com a cultura daqueles que o rodeiam”, explicou González ao “El País”.

Comentario: Acredito que o perfil das pessoas na internet e na vida real e bem parecido, se ela e popular na vida real e tem bastante amigos, na internet e a mesma coisa, mas o comportamento em si nao e o mesmo, hoje os relacionamentos entre amigos e quem procura alguem para estar junto estao sendo a base da internet, ninguem conversa cara a cara mais, sempre e pelo facebook, twitter, orkut e etc.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Casar 'reduz comportamento agressivo em homens', diz estudo

'Bonzinhos' casam mais cedo ou casamento faz homens 'bonzinhos'?
Casar tende a reduzir o comportamento agressivo nos homens, indicou um estudo de pesquisadores da Michigan State University, nos Estados Unidos.
Por um lado, são os homens menos problemáticos que tendem a casar mais cedo, observou a pesquisa; por outro, quando casados, o seu nível de comportamento agressivo diminui ainda mais. O estudo acompanhou dados de 289 pares de gêmeos, que foram analisados à idade de 17 anos (quando nenhum participante era casado), 20, 24 e 29 anos (quando 60% estavam casados).
A abordagem por meio de pessoas identicamente genéticas foi adotada para descartar explicações genéticas para as mudanças de comportamento.
"Nossos resultados indicam que a redução da taxa de comportamento antissocial em homens casados é mais complicada que pensávamos", disse a coordenadora do estudo, S. Alexandra Burt, professora associada de psicologia e geneticista comportamental da universidade. "O casamento em geral é positivo para os homens, pelo menos em termos de reduzir o comportamento antissocial. Mas os dados também indicam que a definição de quem se compromete com o casamento não é aleatória."
Em um artigo publicado na revista especializada " Archives of General Psychiatry", os pesquisadores afirmam que homens com níveis mais baixos de comportamento antissocial aos 17 e 20 anos têm mais probabilidade de estarem casados à idade de 29 anos.
Pesquisadores se referem a este fenômeno pela denominação de "processo de seleção". Este processo tem se tornado mais evidente, segundo eles, na medida em que as taxas de matrimônio vêm decaindo desde os anos 1950. Alexandra Burt ressaltou que, comparados aos seus irmãos gêmeos solteiros, os gêmeos casados em geral se viram envolvidos em menos episódios de comportamento antissocial.
Para os pesquisadores, a explicação pode não estar diretamente no casamento, mas sim no fato de que o matrimônio incentiva os comportamentos sociais e reduz o tempo passado com colegas menos comportados. Nos casamentos mais fortes, o efeito matrimonial de reduzir os comportamentos antissociais são ainda mais claros, disseram os pesquisadores. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
comentario: Acredito que essa pesquisa vai servir para muitas pessoas que pensam em se casar. Vai ajudar muito quem tem problemas com brigas, discussoes frequentes no relacionamento, talvez antecipe a decisao de se casar, para evitar o comportamento agressivo do parceiro. Muito interessante pesquisarem e levantarem dados sobre um assunto como esse que nao e muito comum das pessoas discutirem ou comentarem entre si.


sábado, 1 de maio de 2010

Ipea destaca desigualdade social do DF nos 50 anos de Brasília


Peso na economia cresce, mas desigualdade segue 'vergonhosa', diz.
Para Pochmann, Brasília precisa de um projeto de longo prazo.


O Distrito Federal cresce em participação na economia brasileira, mas permanece com uma "vergonhosa desigualdade social", segundo estudo divulgado pelo Instituto de Planejamento Econômico Aplicado (IPEA) por conta do aniversário de 50 anos de Brasília, celebrado nesta quarta-feira (21). De acordo com o instituto, a desigualdade do DF está acima da média do restante do país.
A análise teve como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1978, 1988, 1998 e de 2008. Segundo o documento, o DF tem participação crescente no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, acima da evolução registrada na Região Centro-Oeste.
"O DF não está tão sujeito a sazonalidades que atingem o Centro-Oeste, mais voltado à agropecuária", informou o assessor técnico da Presidência do Ipea, Milko Matijascic. "Assim como em outras cidades, as transferências do governo, especialmente por meio da previdência, promovem importantes mudanças do ponto de vista de transferência de renda para determinadas parcelas da população", acrescentou ele.
Embora os níveis de pobreza na capital federal sejam menos relevantes que no Brasil como um todo, a desigualdade permanece, de acordo com o IPEA, "gritante". O coeficiente de Gini com as transferências governamentais continuou em 0,63 entre 1998 e 2008, contra 0,55 do restante do país. Quanto mais próximo o indicador ficar de 1, maior é a desigualdade.
Marcio Pochmann, presidente do instituto, ressaltou que, 50 anos depois, a capital concebida com o papel especial de pensar o futuro do país passa a ter problemas comuns a outras cidades. "Brasília carece de um projeto de longo prazo para reafirmar seu potencial em termos de apoio ao desenvolvimento nacional e do Centro-Oeste. O adensamento populacional da cidade foge à perspectiva original. Enfim, ela precisa de um projeto para os próximos 50 anos", disse ele.
COMENTÁRIO: O que adianta o DF contribuir com a economia do Brasil se a desigualdade socilal continua ruim e sem solucao? Nao adianta NADA, o Brasil tem acabar com essa desigualdade que é totalmente errada, porque os direitos de todos nao sao bem declarados, muita gente quer seus direitos garantidos, mas o DF parece ser o pior estado para resolver algo como desigualdade social.

sábado, 13 de março de 2010

Obama denuncia desigualdade no Dia Internacional da Mulher

O presidente americano, Barack Obama, advertiu nesta segunda-feira que as mulheres dos Estados Unidos ainda enfrentam muitas injustiças, e afirmou que lutará pela igualdade, em seu discurso por ocasião do Dia Internacional da Mulher.
"Não apresentei minha candidatura a presidente para que os sonhos de nossas filhas sejam adiados ou negados. Não apresentei minha candidatura para ver persistir a desigualdade e a injustiça", disse Obama durante cerimônia na Casa Branca.
Obama estava acompanhado por sua mulher, Michelle, pela ex-secretária de Estado Madeleine Albright, e pela atual chefe da diplomacia americana, Hillary Clinton.
"Apresentei minha candidatura a presidente para que nossas filhas e filhos tenham as mesmas oportunidades, direitos e sonhos".

COMENTÁRIO: A atitude do presidente Obama foi ótima em defender a desigualdade das mulheres, ele até diz que ele quer que seus filhos e filhas tenham as mesmas oportunidades, direitos e sonhos. Pelo menos ele é um dos primeiros presidentes que está disposto a lutar pela desigualdade, isso é muito bom para nós mulheres que merecemos muitas mais do que respeito e sim valorização e nossos direitos garantidos pra sempre e não só durante um tempo.

sábado, 6 de março de 2010

Mais mulheres entram no mercado de trabalho, mas desigualdades continuam

O percentual de mulheres que entram no mercado de trabalho aumentou sensivelmente nos últimos 30 anos, mas elas seguem ganhando menos que os homens, segundo um informe da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicado nesta sexta-feira, pouco antes do Dia Internacional da Mulher.
"Mais de uma década após a adoção por parte da 4ª Conferência Mundial sobre as Mulheres de Pequim de uma ambiciosa plataforma de ação, as desigualdades de gênero seguem fortes na sociedade e no mercado de trabalho", diz o informe. Assim, apesar de alguns avanços, "existem fortes disparidades em termos de possibilidades de emprego e de qualidade de emprego", acrescenta o documento intitulado "As mulheres no mercado de trabalho: medir os progressos e identificar os desafios".
Entre os progressos, a OIT assinala que a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou de 50,2% para 51,7% entre 1980 e 2008, com uma progressão mais sensível nos anos 1980 e no início dos anos 1990.
Enquanto isso, no mesmo período, a taxa de participação masculina diminuiu ligeiramente (de 82 para 77,7%) e o aumento da presença das mulheres no mercado de trabalho ocorreu "em todas as regiões, com exceção" da Europa Central e do Sudeste (fora da União Europeia), assim como da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e do Leste da Ásia.
Entretanto, as mulheres "ainda não gozam dos mesmos benefícios que os homens no mercado de trabalho", lamenta a principal autora do informe, Sara Elder, citada no comunicado da OIT.
"Os homens não enfrentam essas mesmas limitações" e "ainda encontramos mais mulheres do que homens em empregos precários ou com baixos salários".
A autora acredita que é necessário adaptar o mercado de trabalho e as políticas sociais aos "valores e limitações próprios das mulheres e dos homens".
Segundo a OIT, a taxa de desemprego mundial entre as mulheres aumentou de 6% para 7% em 2009, "ligeiramente" maior que a masculina.

COMENTARIO: A nossa sociedade mudou muito em comparação a antigamente, onde as mulheres "serviam" pra trabalhar em casa somente, servir ao seu marido. Hoje as coisas mudaram, mas a desigualdade continua, as mulheres tem muita capacidade mental e fisica tanto quanto os homens, tanto é que muitas mulheres hoje em dia ocupam empregos onde muitos homens poderiam estar, só que nós mulheres ainda somos deixadas de lado para algumas coisas. É uma conquista para nós a nossa taxa de participação no mercado de trabalho estar alta, isso mostra que as coisas podem mudar e fazer com que nós mulheres tenhamos uma aceitação melhor na sociedade para podermos fazer as mesmas coisas que os homens.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Mais de 2 milhões foram afetados por terremoto no Chile, diz presidente

O terremoto de magnitude 8,8 que sacudiu o Chile neste sábado (27) e causou 214 mortes, segundo os dados oficiais até este momento, afetou 2 milhões de pessoas, disse a presidente chilena, Michelle Bachelet.
“As forças da natureza golpearam duramente nossa pátria e mais uma vez põem à prova nossa capacidade de enfrentar adversidades e ficarmos de pé”, declarou a presidente em um pronunciamento transmitido em cadeia de rádio e TVs do país.
Segundo Bachelet, que sobrevoou de helicóptero as áreas atingidas neste sábado, o terremoto afetou 80% do país e há pelo menos 1 milhão de casas danificadas. A presidente mandou condolência e solidariedade às vítimas e pediu "força" aos cidadãos.
"Todas as autoridades do governo vão colocar toda energia para a volta à normalidade. Temos adiante uma árdua tarefa, não será fácil, requer muito tempo e recursos, mas sobretudo a generosidade e voluntarismo de todos nós", disse a presidente.
Além dos mortos durante o terremoto, o número de vítimas aumenta devido aos tremores secundários. Já foram mais de 50 com magnitude superior a 5 graus registrados desde o abalo de magnitude 8,8 que atingiu a costa do país durante a madrugada.

O terremoto, de cerca de um minuto de duração, ocorreu às 3h34 (horário local de verão, o mesmo de Brasília) e atingiu atingiu a região central do Chile, perto de Concepción, 400 km ao sul de Santiago. Na capital chilena, a 325 km de distância, o terremoto estremeceu diversos prédios e várias regiões da cidade ficaram sem energia. Com medo, muitos chilenos saíram às ruas.
Em entrevista coletiva, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, pediu união dos setores público e privado na reconstrução dos setores essenciais do país. Bachelet, que sobrevoou regiões afetadas de helicóptero, disse que a destruição provocada pelo tremor poderia ter causado um número ainda maior de mortos, o que mostra que muitas pessoas conseguiram deixar suas casas no momento da tragédia.

O tremor foi sentido nos países vizinhos, inclusive no Brasil. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de São Paulo informaram que receberam chamados para verificar pequenos tremores em vários bairros da capital paulista.
O terremoto atingiu a região central do Chile, perto de Concepción, 400 km ao sul de Santiago, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O epicentro do tremor foi localizado no mar, a 35 km de profundidade, em Maule, a 99 km da cidade de Talca.

COMENTÁRIO: Muitos países poderiam ajudar o Chile agora também com o acontecimento desse terremoto, porque o Chile é um país Subdesenvolvido e não tem tanto dinheiro para reconstruir grande parte do país. O bom de tudo é que muitas pessoas conseguiram deixar suas casas antes de desabarem. A reconstrução das cidades vai demorar bastante e requer muitos recursos, vamos ver se os países de outros continentes se sensibilizam e ajudam o Chile com doações de roupas, comida, produtos de higiene e etc.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Desrespeito à lei antifumo provoca duas autuações no Sambódromo de SP

Fiscais da Fundação Procon de São Paulo fizeram duas autuações por desrespeito à lei antifumo durante os desfiles das escolas de samba no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo. De acordo com o diretor-executivo do Procon, Roberto Pfeiffer, uma delas ocorreu no domingo (14), sob a arquibancada do setor B, e outra na madrugada de segunda-feira (15), em um dos camarotes.
Nos dois casos, a autuada foi a São Paulo Turismo (SPTuris), responsável pela organização do evento. No domingo (14), foliões foram flagrados fumando embaixo da arquibancada do setor B. “Após essa autuação, notou-se o reforço no local e posteriormente não houve ocorrências”, afirmou Pfeiffer. Na segunda-feira (15), o flagrante ocorreu dentro de um dos camarotes.


A SPTuris informou que repassará a autuação feita no camarote para a empresa que locou o espaço. A outra autuação será enviada aos responsáveis pela alimentação no Sambódromo porque, segundo a SPTuris, a pessoa flagrada fumando sob a arquibancada era funcionária da empresa contratada para o serviço. Apesar das duas autuações, a SPTuris considera o balanço positivo, pois 90 mil pessoas passaram pelo Sambódromo nos três dias de desfiles.
O diretor-executivo da Fundação Procon também considerou o número pequeno. “Meu balanço é muito positivo. Entendo que essas ocorrências são exceções, e não regras. De uma maneira geral, o pessoal conseguiu curtir o carnaval sem fumo. Acabou havendo esses episódios isolados e se espera que, no próximo carnaval, seja 100% [de adesão].”

Pfeiffer disse que 16 fiscais, entre agentes do Procon e da Vigilância Sanitária, percorreram o Sambódromo em turnos nos três dias de desfiles.


Lei antifumo


Com a lei antifumo, fica proibido fumar em ambientes fechados de uso coletivo em todo o estado. A legislação não permite cigarros, charutos e cigarrilhas no interior de bares, restaurantes, empresas, lanchonetes e boates.
Pela lei, os estabelecimentos autuados têm um prazo para recorrer. Caso seja mantida a autuação, o local recebe multa, que poderá variar entre R$ 792,50 e R$ 1.585. Na segunda irregularidade, a cobrança é dobrada e, na terceira autuação, o estabelecimento comercial poderá ser totalmente interditado por 48 horas. Caso volte a desrespeitar a lei, as outras interdições serão por 30 dias.


COMENTÁRIO: Lei é lei não tem o que discutir. Independentemente de quem for, juiz, garçom, gerente ou secretária as leis tem de ser cumpridas e seguidas por todos. Leis são criadas para termos uma sociedade justa e séria, mas muita gente leva isso na brincadeira ou acha que não terá problemas se desrespeitar alguma dessas leis. A Lei antifumo é muito boa pois muitas pessoas se sentem iconmodadas com a fumaça e o cheiro do cigarro em lugares públicos e fechados.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Há solução para o problema das enchentes em São Paulo?

O desassoreamento dos rios, a ampliação dos sistemas de retenção de água, a melhoria do sistema de alerta de emergências e a criação de comissão específica são algumas das propostas de arquitetos e engenheiros para minimizar os estragos causados pelas enchentes em São Paulo.
Desde o fim de dezembro, as chuvas têm atingido a capital quase que diariamente. Em janeiro, os níveis de chuva bateram recorde e os alagamentos passaram a fazer parte do dia a dia do paulistano.

Os especialistas apontam que a impermeabilização do solo e a ocupação irregular são os principais causadores dos alagamentos que atingem a região metropolitana.

Segundo o engenheiro Mario Thadeu Leme de Barros, doutor em sistemas de recursos hídricos e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (SP), as obras de drenagem preveem o nível de chuvas e o grau de impermeabilização do solo. No entanto, o crescimento da cidade, faz com que, segundo ele, essas obras não funcionem com eficácia.

"As obras de drenagem trabalham com um determinado critério de segurança em relação ao nível de chuva. Se as chuvas forem mais críticas do que a previsão adotada no projeto, as obras não vão funcionar bem. (...) Também se projeta supondo um determinado nível de ocupação do solo da bacia. Se a cidade continuar crescendo, impermeabilizando o solo, aumentando a ocupação, a obras de drenagem vão se tornar cada vez mais insuficientes."

É necessária uma política de ocupação do solo que não agrave a questão da impermeabilização."
Para Barros, é preciso atenção para a política de uso do solo e reduzir a impermeabilização. "É necessária uma política de ocupação do solo que não agrave a questão da impermeabilização. Além disso, existem hoje diversas técnicas de intervenção de uso do solo para minimizar o impacto da impermeabilização."

O engenheiro aponta ainda que melhorar o sistema de alerta e monitoramento de cheias também ajuda a minimizar os impactos das chuvas.

"Além de todas as obras necessárias para o controle das cheias, é importante que em situações extremas, acima do que foi projetado, a gente possa ter um sistema de atendimento de situações emergenciais que possa entrar em funcionamento, com a Defesa Civil preparada, controle de trânsito, isolamento de áreas, empresas de distribuição de energia comunicadas. A CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência da Prefeitura de São Paulo) tem papel importante no sistema, mas isso pode ser aperfeiçoado."

Mario Thadeu Leme de Barros diz ainda que é preciso ser feito durante todo ano um trabalho de conscientização da população sobre o destino de lixo, que também favorece as enchentes. "Esse trabalho de informação sobre os resíduos sólidos deve ser contínuo, não se pode falar só durante a chuva. Tem que ser um processo obrigatório."

José Rodolfo Scarati Martins, especialista em drenagem urbana e ex-coordenador de projetos do Centro Tecnológico de Hidráulica do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do estado, afirma que uma das soluções para o problema é a construção de mais piscinões. "A engenharia trabalha com um leque de medidas que devem progressivamente ir tornando o problema administrável. (..) Uma das medidas é concluir o plano de piscinões", destaca.
Para Mônica Amaral Ferreira Porto, professora de Engenharia Hidráulica da USP), o aumento da retenção de água também é o melhor caminho.


"Com uma área urbana tão grande, em que todo o escoamento flui para um único canal que é o Tietê, sempre teremos problemas sérios. As conseqüências podem ser minimizadas com uma série de ações. O que pode ser feito é aumentar a volume de água retido nos piscinões, principalmente com a construção de novas estruturas, aumentar as áreas permeáveis com o uso de pavimentos permeáveis ou áreas ajardinadas, reter a água nos lotes ( por exemplo, armazenar a água da chuva para uso posterior ou infiltrar a água que escoa dos telhados)."


Ação integrada

Mônica Porto diz ainda que todas as prefeituras da região metropolitana devem coordenar suas ações, com programas de operação e manutenção de bocas-de-lobo e galerias, controle de ocupação da várzea e sistemas de alerta para aviso da população.


Impõe-se no caso da melhor gestão das inundações a existência de uma liderança coordenada e uma organização exemplar em termos legais, financeiros e técnicos."
"Todas as grandes regiões metropolitanas do mundo apresentam uma enorme fragmentação gerencial. Inúmeras prefeituras, inúmeras instituições, inúmeros atores políticos e sociais, em diferentes problemas locais, com decisões e atuações incoerentes, frequentemente duplicando esforços e recursos. Impõe-se no caso da melhor gestão das inundações a existência de uma liderança coordenada e uma organização exemplar em termos legais, financeiros e técnicos", sugere a engenheira.

O diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp) Gley Rosa também propõe a criação de um comitê com engenheiros, geólogos, meteorologistas, poder público e representantes da sociedade civil para discutir soluções para os alagamentos.

"Essa discussão deve ser feita no decorrer do ano. Senão amanhã, daqui a 15 dias, acaba o verão e o assunto cai no esquecimento. É melhor que isso se prolongue e que haja propostas concretas com políticas para evitar problemas", diz o diretor do Seesp.

Arquiteto, urbanista e ex-secretário municipal de Planejamento, Jorge Wilheim diz que o primeiro passo é desassorear os rios Tietê e Pinheiros, ou seja, retirar a terra que reduzir a vazão dos locais.

Outra solução é reter a água para que ela demore mais a chegar aos rios, diz Wilheim. Ele diz que há artigos previstos no Plano Diretor de Macrodrenagem que poderia ser regulamentados, que também podem ajudar. "O Plano Diretor prevê que os grandes pátios não deixem a água da chuva correr para a rua, que eles devem reter por uma hora. Outra questão é que os prédios usem a água da chuvas dentro do próprio sistema."

O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo, José Tadeu da Silva, informou que a entidade está atenta ao problema e que vai realizar em breve um seminário sobre áreas de risco convidando autoridades, especialistas, profissionais e estudantes para discutir soluções.


COMENTÁRIO: Em SP, enchentes sempre foram um grande problema, mas mesmo assim o governo de São Paulo não tomam medidas necessarias para diminuir a chance de enchentes em SP. Muita gente já morreu e perdeu suas casas e não tem pra onde ir. O governo de São paulo ja fizeram e tentaram diversas soluções para as enchentes, tentaram diminuir o lixo nas ruas, mas tambem muita gente não ajuda e não dá a minima e continua jogando lixo na rua achando que não tem problema, só que se todo mundo parasse com isso já seria um modo de reduzir um pouco o risco de enchentes em SP, mas pelo jeito isso vai continuar por um bom tempo ainda, pois apesar das pessoas reclamarem, atitudes para tentar ajudar e mudar as situação elas não fazem nada.

Há solução para o problema das enchentes em São Paulo?

O desassoreamento dos rios, a ampliação dos sistemas de retenção de água, a melhoria do sistema de alerta de emergências e a criação de comissão específica são algumas das propostas de arquitetos e engenheiros para minimizar os estragos causados pelas enchentes em São Paulo.
Desde o fim de dezembro, as chuvas têm atingido a capital quase que diariamente. Em janeiro, os níveis de chuva bateram recorde e os alagamentos passaram a fazer parte do dia a dia do paulistano.

Os especialistas apontam que a impermeabilização do solo e a ocupação irregular são os principais causadores dos alagamentos que atingem a região metropolitana.

Segundo o engenheiro Mario Thadeu Leme de Barros, doutor em sistemas de recursos hídricos e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (SP), as obras de drenagem preveem o nível de chuvas e o grau de impermeabilização do solo. No entanto, o crescimento da cidade, faz com que, segundo ele, essas obras não funcionem com eficácia.

"As obras de drenagem trabalham com um determinado critério de segurança em relação ao nível de chuva. Se as chuvas forem mais críticas do que a previsão adotada no projeto, as obras não vão funcionar bem. (...) Também se projeta supondo um determinado nível de ocupação do solo da bacia. Se a cidade continuar crescendo, impermeabilizando o solo, aumentando a ocupação, a obras de drenagem vão se tornar cada vez mais insuficientes."



É necessária uma política de ocupação do solo que não agrave a questão da impermeabilização."
Para Barros, é preciso atenção para a política de uso do solo e reduzir a impermeabilização. "É necessária uma política de ocupação do solo que não agrave a questão da impermeabilização. Além disso, existem hoje diversas técnicas de intervenção de uso do solo para minimizar o impacto da impermeabilização."

O engenheiro aponta ainda que melhorar o sistema de alerta e monitoramento de cheias também ajuda a minimizar os impactos das chuvas.



"Além de todas as obras necessárias para o controle das cheias, é importante que em situações extremas, acima do que foi projetado, a gente possa ter um sistema de atendimento de situações emergenciais que possa entrar em funcionamento, com a Defesa Civil preparada, controle de trânsito, isolamento de áreas, empresas de distribuição de energia comunicadas. A CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência da Prefeitura de São Paulo) tem papel importante no sistema, mas isso pode ser aperfeiçoado."

Mario Thadeu Leme de Barros diz ainda que é preciso ser feito durante todo ano um trabalho de conscientização da população sobre o destino de lixo, que também favorece as enchentes. "Esse trabalho de informação sobre os resíduos sólidos deve ser contínuo, não se pode falar só durante a chuva. Tem que ser um processo obrigatório."

José Rodolfo Scarati Martins, especialista em drenagem urbana e ex-coordenador de projetos do Centro Tecnológico de Hidráulica do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do estado, afirma que uma das soluções para o problema é a construção de mais piscinões. "A engenharia trabalha com um leque de medidas que devem progressivamente ir tornando o problema administrável. (..) Uma das medidas é concluir o plano de piscinões", destaca.
Para Mônica Amaral Ferreira Porto, professora de Engenharia Hidráulica da USP), o aumento da retenção de água também é o melhor caminho.



"Com uma área urbana tão grande, em que todo o escoamento flui para um único canal que é o Tietê, sempre teremos problemas sérios. As conseqüências podem ser minimizadas com uma série de ações. O que pode ser feito é aumentar a volume de água retido nos piscinões, principalmente com a construção de novas estruturas, aumentar as áreas permeáveis com o uso de pavimentos permeáveis ou áreas ajardinadas, reter a água nos lotes ( por exemplo, armazenar a água da chuva para uso posterior ou infiltrar a água que escoa dos telhados)."



Ação integrada

Mônica Porto diz ainda que todas as prefeituras da região metropolitana devem coordenar suas ações, com programas de operação e manutenção de bocas-de-lobo e galerias, controle de ocupação da várzea e sistemas de alerta para aviso da população.



Impõe-se no caso da melhor gestão das inundações a existência de uma liderança coordenada e uma organização exemplar em termos legais, financeiros e técnicos."
"Todas as grandes regiões metropolitanas do mundo apresentam uma enorme fragmentação gerencial. Inúmeras prefeituras, inúmeras instituições, inúmeros atores políticos e sociais, em diferentes problemas locais, com decisões e atuações incoerentes, frequentemente duplicando esforços e recursos. Impõe-se no caso da melhor gestão das inundações a existência de uma liderança coordenada e uma organização exemplar em termos legais, financeiros e técnicos", sugere a engenheira.

O diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp) Gley Rosa também propõe a criação de um comitê com engenheiros, geólogos, meteorologistas, poder público e representantes da sociedade civil para discutir soluções para os alagamentos.

"Essa discussão deve ser feita no decorrer do ano. Senão amanhã, daqui a 15 dias, acaba o verão e o assunto cai no esquecimento. É melhor que isso se prolongue e que haja propostas concretas com políticas para evitar problemas", diz o diretor do Seesp.

Arquiteto, urbanista e ex-secretário municipal de Planejamento, Jorge Wilheim diz que o primeiro passo é desassorear os rios Tietê e Pinheiros, ou seja, retirar a terra que reduzir a vazão dos locais.

Outra solução é reter a água para que ela demore mais a chegar aos rios, diz Wilheim. Ele diz que há artigos previstos no Plano Diretor de Macrodrenagem que poderia ser regulamentados, que também podem ajudar. "O Plano Diretor prevê que os grandes pátios não deixem a água da chuva correr para a rua, que eles devem reter por uma hora. Outra questão é que os prédios usem a água da chuvas dentro do próprio sistema."

O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo, José Tadeu da Silva, informou que a entidade está atenta ao problema e que vai realizar em breve um seminário sobre áreas de risco convidando autoridades, especialistas, profissionais e estudantes para discutir soluções.