Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
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quarta-feira, 3 de março de 2010

Venezuela proíbe venda de games violentos e armas de brinquedo

Entrou em vigor nesta quarta-feira na Venezuela uma nova lei que proíbe a venda e a importação de videogames violentos, armas de brinquedo e outros artigos semelhantes que façam alusão a guerras ou qualquer outro ato de violência.

A medida é uma tentativa de diminuir o ambiente de criminalidade no país.

A legislação prevê que quem importar, fabricar, vender, alugar ou distribuir esse tipo de brinquedo no país pode ser preso e cumprir pena de três a cinco anos.

Além da detenção, ainda estão previstas multas para pessoas que promoverem a compra e uso dos jogos considerados bélicos. No caso da veiculação de publicidade, por exemplo, o responsável poderá ser multado em até US$ 60 mil (R$ 107 mil).

Educação O deputado da base governista Wilmer Iglesias, autor da lei, admite que a lei está longe de acabar com a violência no país, mas diz acreditar que é um primeiro passo para conscientizar a população em relação ao impacto dos jogos na formação dos cidadãos.

"A violência não é jogo e arma não é brinquedo", afirmou Iglesias à BBC Brasil. "Queremos acabar com o clima de violência na formação das nossas crianças e esse é um passo importante." No caso dos brinquedos, a lei proíbe a fabricação de qualquer arma que imite o armamento utilizado por membros das Forças Armadas e da Polícia, na Venezuela e no exterior.

Segundo o deputado, não serão extintos bonecos que representem soldados, por exemplo.

"O que nos preocupa é a conotação do jogo. Depende da mensagem que envia. Um exército não foi feito para destruir e matar e sim para proteger pessoas e seus territórios", explicou.

Por sua vez, a lei define como videogame agressivo aquele que mostre imagens que promovam ou incitem atos de violência, como agressão física, assassinatos e roubos.

Iglesias considera que os videogames e brinquedos que simulem ou estimulem violência estão cada vez mais sofisticados e tendem a levar as crianças a naturalizarem a violência, transferindo este tipo de comportamento para a vida adulta.

A falta de segurança está no topo da lista de preocupações dos venezuelanos.

De acordo com organizações de direitos humanos, a Venezuela é o terceiro país com maior número de homicídios por habitante na América Latina, em média 29,5 por cada cem mil, de acordo com dados do instituto Sangari e Ritla.

'Pouco efeito' Para Fernando Pereira, coordenador da ONG que promove os direitos da criança e adolescente, Cecodap, a iniciativa é positiva, mas surtirá pouco efeito se não vier acompanhada de um conjunto de políticas públicas que combatam a violência.

"Só a lei não basta. As crianças estão expostas diariamente a um ambiente violento, o que torna o uso da violência como mecanismo de solução de conflitos", afirmou Pereira à BBC Brasil.

De acordo com ele, entre outras medidas de combate à falta de segurança, o país necessita promover uma campanha de desarmamento.

"Não tem sentido proibir apenas os jogos violentos, se as crianças, muitas vezes têm acesso ou convivem com armas de verdade em suas casas", afirmou.

Atualmente, cerca de cinco milhões de armas de fogo ilegais estão distribuídas entre a população venezuelana, de acordo com dados da organização não-governamental de direitos humanos Provea.



retirado: BBC Brasil

Comentário: Está cada dia mais claro que muitas crianças preferem os jogos eletrônicos e os computadores às brincadeiras no quintal ou passeios no parque, apesar de ser uma clara influência para a vida sedentária os jogos eletrônicos divertem até adultos e jovens, que geralmente já tem objetivos, trabalham, estudam e utilizam esses jogos como uma hora de lazer, porém será que as crianças em fase de desenvolvimento enxergam esses jogos da mesma maneira que um adulto? Uma criança se desenvolvendo não sabe o que é matar alguém ou  roubar, mais sabe que pode ganhar muitos pontos fazendo isso e cresce pensando nisso, é muito óbvio que ela vai tentar fazer o mesmo com sua vida, pois se levou tantas vantagens durante um jogo que se parece cada vez mais com a realidade, na vida real também pode dar certo, e se  ..."só a lei não basta"... ou ..."não tem sentido"... devido à exposição diária com o crime, é que não são só os jogos mais também problemas que a impunidade e a justiça no país poderia resolver.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Assassino de João Hélio perde proteção e volta a semiaberto



Decisão atende a pedido do MP do Rio; solto na semana passada, jovem permanece recluso por dois anos
Pedro Dantas - O Estado de S. Paulo

Familiares de vítimas de violência protestam em frente à Assembleia Legislativa do Rio
Fábio Motta/AE
Familiares de vítimas de violência protestam em frente à Assembleia Legislativa do Rio
RIO - O juiz titular da 2ª Vara da Infância e da Juventude, Marcius da Costa Ferreira, determinou nesta quarta-feira, 24, que E., um dos assassinos do menino João Hélio, cumprirá a medida educativa em semi-liberdade por mais dois anos no Rio. A decisão atende ao pedido do Ministério Público. O jovem deverá apresentar-se diariamente em uma das unidades do Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (CRIAAD) do Estado.

Veja também:

Dessa forma, E. permanece fora do Programa de Proteção às Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM). No entanto, a medida será cumprida em uma unidade do CRIAAD fora da capital na tentativa de preservar a integridade de do jovem. Já a inclusão do rapaz do PPCAAM passou a ser matéria do 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, cujo desembargador Francisco José Asevedo anulou a integração dele ao programa de proteção na terça-feira.

E. era menor na época da morte de João Hélio, em fevereiro de 2007, quando o menino de 6 anos foi arrastado e morto pelas ruas da zona norte do Rio. O então adolescente cumpriu três anos de medida socioeducativa e obteve a progressão de regime.

Na audiência desta quarta, E. foi o primeiro a ser ouvido pelo juiz. Em seguida, como testemunha de juízo, o diretor da Escola João Luís Alves, Marcos Vinícius Pubel, falou sobre a conduta do rapaz no internato e dos incidentes em que ele se envolveu na instituição, como as duas tentativas de motim e a suposta tentativa de homicídio contra um agente.

Um psicólogo e uma assistente social apresentaram relatórios sobre o comportamento do jovem. Acompanhado pela mãe, E. foi assistido pela defensora pública Flávia Freitas. Três testemunhas de acusação indicadas pelo Ministério Público do Rio foram ouvidas.

A decisão causou preocupação no Comitê Gestor do PPCAAM. Na noite anterior, após nova análise sobre as denúncias de ameaça de morte contra E., o comitê voltou a recomendar a inclusão do rapaz no programa. A Organização de Direitos Humanos Projeto Legal informou que vai se pronunciar apenas após a notificação do TJ-RJ.

O advogado da família de João Hélio comemorou a decisão."A família está mais tranquila com a Justiça. A Lei foi obedecida e eu concordei com a ida dele para o interior, pois será mais tranquilo para toda a sociedade. Ele ganhou uma chance de se reintegrar e agora depende apenas dele", disse o advogado Gilberto da Fonseca.

De acordo com informações, familiares de E. alegam que ele foi ameaçado de morte dentro de uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), onde ele teria sido agredido e violentado por duas vezes. Na decisão desta quarta, o juiz afirmou que "o jovem era alvo de animosidades por parte dos demais internos toda a vez que o caso era reavivado pela mídia". E. deixou o juizado com a cabeça coberta e sob forte escolta policial

Bibliografia: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,assassino-de-joao-helio-perde-protecao-judicial-no-rio,515660,0.htm

 Comentário: 

  Na sociedade atual um jovem é levado a acreditar que por não ter idade para fazer algumas coisas, não tem idade para ser punido ou responder pelo o que faz, mais as leis do país não mostram que a visão dele está errada, pois como no caso acima é INACEITÁVEL que um assassino esteja em regime semi aberto e ainda tenha liberdade para andar nas ruas, se ele foi ameaçado de morte ou agredido ele deveria saber que o que ele fez foi bem pior do que ameaçar, ele matou uma criança indefesa que não tinha culpa se ele não teve educação ou inteligência o suficiente para saber que além de ser desonesto ele estava tirando a vida de alguém, nem a falta de liberdade desse assassino, nem a justiça consegue "pagar" por uma vida ou por uma família sofrendo, a justiça não deve ser feita com as próprias mãos para que não nos rebaixemos ao nível de um assassino, mas o Estado tem que garantir que ela seja feita.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Atraso na reforma do Palácio do Planalto preocupa Lula


 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva surpreendeu auxiliares nesta Quarta-feira de Cinzas e fez uma visita às obras de revitalização do Palácio do Planalto.
Na inspeção, que durou 15 minutos e não estava prevista na agenda oficial, o presidente demonstrou preocupação com a conclusão da reforma prevista para o dia 21 de abril --quando Brasília completa 50 anos.
"Como leigo, tenho impressão que as obras não vão terminar a tempo", disse o presidente a interlocutores.
 Auxiliares da Casa Civil e do Exército asseguraram que não haverá atraso nas obras.
As obras de reforma no Palácio do Planalto mudaram a rotina do presidente e de vários órgãos da Presidência que estão despachando no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). A reforma também interrompeu a visitação pública ao local nos finais de semana.
 As solenidades internacionais estão sendo realizadas no Palácio do Itamaraty, que é a sede do Ministério das Relações Exteriores. Para as cerimônias menores, a Presidência tem utilizados as instalações do CCBB.

Notícia retirada de: www1.folha.uol.com.br


Comentário: 
  
 Hoje em dia não é preciso muito esforço para ver que principalmente nesta época do ano muitas famílias passam necessidades devido à chuva no Brasil, que causa enchentes, mortes, e inúmeros desastres. Como cidadã brasileira gostaria de ver o mesmo empenho do Presidente em cobrar providências de prefeitos e governadores em relação às famílias vítimas das enchentes que perderam suas casas, estão em péssimas condições, e demonstram "preocupação" como o Presidente, porém em saber se no dia seguinte terão como reconstruir suas vidas.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Irã responde a anseios populares com "balas e prisão", diz Shirin Ebadi


Madri, 22 jan (EFE).- O povo do Irã "expressa seus anseios  
maneira pacífica, mas recebe balas e prisão" do Governo, 
afirmou hoje a vencedora do prêmio Nobel da Paz de 2003, 
a iraniana Shirin Ebadi, que pediu mais "solidariedade" 
do Ocidente em relação a seu país.

 A advogada e ativista de defesa dos direitos humanos fez 
uma palestra no Conselho Geral da Advocacia Espanhola, 
em Madri, na qual descreveu a situação da Justiça em seu 
país, asfixiada pelo poder islâmico.

 Apesar desta situação, o povo iraniano "está em 
movimento e já não tem medo do Governo", 
principalmente após os protestos de junho do ano 
passado, afirmou Ebadi em seu discurso.

 Segundo ela, "dentro de 20 dias", coincidindo 
com o aniversário da Revolução Islâmica de 1979, o
s iranianos que se opõem ao atual regime 
"aproveitarão as próprias manifestações convocadas 
pelo Governo" para sair às ruas.

 "O povo já está cansado, não tem nada a perder. 
Suas leis, sua história, seu dinheiro, foram todos tomados", 
afirmou Ebadi.

 Diante de autoridades judiciais e representantes dos 
principais colégios de advogados da Espanha, a ativista 
descreveu o sombrio panorama da Justiça do Irã.

 "Se uma pessoa assassina outra, o juiz pode ordenar 
sua libertação caso receba o perdão da família do 
assassinado. Mas se uma mulher comete adultério, 
será apedrejada", destacou.

 Para Ebadi, a legislação iraniana é discriminatória do 
ponto de vista de gênero. "O valor da vida de uma mulher 
é metade da de um homem", por exemplo, quando 
se recebe uma indenização em caso de acidente, diz.

 A discriminação legal também se estende ao terreno 
das crenças no Irã, de maioria xiita, onde há religiões
"reconhecidas" e toleradas, como o cristianismo e
o judaísmo, e outras totalmente perseguidas, como os baha'is.

 A comunidade desta religião conta com 300 mil membros 
no Irã e nenhum deles pôde ter acesso legal ao ensino 
universitário desde o triunfo da Revolução Islâmica.

 "É um autêntico genocídio cultural", expressou Ebadi.

Com a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud
Ahmadinejad, as coisas "estão piores", mas pelo
menos agora "a tecnologia veio em nosso socorro",
ressaltou a advogada.

 Todas estas dificuldades "só têm uma solução: 
democracia. Quando tivermos democracia, não teremos 
mais essas leis", afirmou Ebadi.

 "O protesto contra as violações dos direitos humanos 
em um país não é uma intervenção em sua política 
interna", concluiu a ativista. 



Bibliografia:www.globo.com
 Comentário:
 Será que as gloriosas histórias da antiga Pérsia, suas fabulosas construções, seu governo justo e seus eternos poetas, serão obscurecidos pelo fanatismo religioso, intolerância e injustiça?
  A revolução Islâmica foi o estopim para que as perseguições reiniciassem, quando o governo se transformou em um governo teocrático (governo baseado em uma religião) todas as minorias passaram a ser perseguidas de todas as maneiras, e por mais que todos pensem que tamanho absurdo não existe mais, podemos ver que está cada vez mais explícito que milhares pessoas ainda sofrem com esse "genocídio cultural". 

 Obs: amanhã (dia 11 de fevereiro) será o aniversário da Revolução Islâmica, será que existe algum motivo para se comemorar?