Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
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domingo, 10 de abril de 2011

Ouattara pede intervenção a França e ONU na Costa do Marfim

ABIDJAN, 10 Abr 2011 (AFP) -Os disparos com armas pesadas voltaram a cortar o silêncio neste domingo no bairro do Palácio Presidencial de Abidjan, depois do apelo lançado por advogados de Alassane Ouattara, presidente reconhecido pela comunidade internacional, pedindo que França e ONU "neutralizem" as forças de Laurent Gbagbo na Costa do Marfim.

Os disparos "começaram por volta das 12H30 GMT em nossa área e recomeçaram às 14H00 GMT. Escutamos fortes detonações de armas pesadas e armas automáticas, não sabemos o que está acontecendo", disse à AFP um morador do centro da cidade.

"Houve tiros esporádicos nos últimos dias, mas desta vez é muito mais forte", relatou outro morador.

Os disparos, de origem desconhecida, foram ouvidos no bairro de Cocody, no norte de Abidjan, onde fica a residência de Laurent Gbagbo.

Neste domingo, os advogados franceses de Alassane Ouattara pediram às Nações Unidas e à França que "neutralizem os milicianos pagos (pelo presidente Laurent) Gbagbo e entreguem à justiça o candidato derrotado".

"Pedimos às forças imparciais da ONUCI (força da ONU) com o apoio da Licorne (força militar francesa que apoia a ONUCI) que eliminem imediatamente as armas pesadas, que neutralizem os mercenários de Gbagbo - que constituem uma força de ocupação ilegal - e que entreguem à justiça o candidato derrotado", afirmaram Jean-Paul Benoit e Jean-Pierre Mignard, advogados de Ouattara e da República da Costa do Marfim, em um texto divulgado em Paris.

"É o espírito e a letra da resolução 1975 do Conselho de Segurança" da ONU, adotada no dia 25 de março, que exige fundamentalmente que "todas as medidas necessárias" sejam tomadas para proteger os civis e impedir a utilização de armas pesadas contra as populações civis, argumentam os advogados.

A situação continua instável em Abidjan neste domingo, onde os defensores do atual presidente Laurent Gbagbo - cuja recusa a deixar o poder após a derrota nas eleições de novembro foi o estopim da crise - convocaram os marfinenses à "resistência" contra "o exército francês", acusado de apoiar Ouattara, cuja vitória eleitoral é reconhecida pela comunidade internacional.

Uma moradora que vive ao lado do Hotel Golf, onde Ouattara mantém seu quartel-general, atacado no sábado pelas forças de Gbagbo, disse por telefone à AFP ter visto "entre 200 e 300 pessoas que fugiam do bairro" quando saiu para comprar pão.

"Era terrível, se você tivesse ouvido isso não poderia ficar aqui", explicou outra habitante de Abidjan, referindo-se aos violentos confrontos do sábado. "Quando terminou, todos começaram a fazer as malas e partir com seus pertences".

"De manhã (domingo), vimos veículos que transportavam homens armados, que começaram a se espalhar pelo bairro", relatou, sem indicar a que grupo pertenciam os homens.

Um funcionário do Hotel Golf, por sua vez, estimou que "a noite foi muito tranquila".

"Os funcionários que haviam sido levados para um local seguro retomaram o trabalho depois das 18H00, e esta manhã não aconteceu nada de especial", afirmou.



Comentário:

Parece que a Costa do Marfim se tornou um caso extremo de fingimento de uma “democracia”. Pois ao invés do povo reivindicar a ascensão de um candidato ao poder, um outro candidato o faz. Ouattara, que foi reconhecido internacionalmente como novo presidente da Costa do Marfim, e Laurent Gbagbo, que não se conformou com a derrota nas eleições e se recusa a sair da presidência, disputam o poder sobre o país como se fosse algo a ser conquistado e não um consentimento dos cidadãos do país. Mas, diante disso, como está o povo marfiniense? O que eles acham disso? Eles estão tão pacíficos a ponto de deixarem disputar o seu país como se sua vontade não fizesse diferença?

sábado, 26 de março de 2011

Obama pediu e o Brasil votou contra o Irã na ONU

A votação desta quinta-feira que marcou um rompimento do governo Dilma Rousseff com a postura de paciência do governo Lula em relação ao Irã atendeu a um apelo do presidente americano, Barack Obama, segundo um alto funcionário do executivo brasileiro.


De acordo com a fonte, durante sua visita ao Brasil, Obama pediu pessoalmente a Dilma que o Brasil fosse coautor da resolução que foi aprovada em Genebra , abrindo caminho para o Conselho de Direitos Humanos da ONU investigar as numerosas denúncias de violações imputadas ao governo de Mahmoud Ahmadinejad.

Proposta por Washington, a resolução foi aprovada por 22 votos a favor – entre eles o brasileiro – contra 7. Dilma não teria respondido ao pedido do presidente americano durante o encontro dos dois em Brasília. Fez mistério até o momento da votação, quando o Brasil sinalizou que, se havia uma política entre brasileiros e iranianos, esta foi fortemente abalada.

O voto contrasta com a decisão do Brasil de optar, em novembro passado, pela abstenção na votação de uma resolução num comitê da Assembleia Geral condenando o desrespeito aos direitos humanos no Irã. A medida pedia o fim dos apedrejamentos, as perseguições a minorias étnicas e os ataques a jornalistas.


Comentário crítico:


Diferente do que era esperado, por conta da sua enorme Campanha Eleitoral, Dilma Rousseff quebra as expectativas de ser uma cópia do Lula na presidência. Ou ela fez isso por opinião própria, ou simplesmente para quebrar essa expectativa.Mas, tendo essa decisão, ela intensificou o medo, já existente há muito tempo por parte da maioria dos brasileiros, do Brasil se tornar uma marionete nas mãos do “grande império capitalista”: EUA. Um medo que o Lula tentou extinguir e que, se Dilma seguisse, talvez iria conseguir. Ou seja, o preço de Dilma para quebrar a expectativa de ser uma cópia do Lula foi ressuscitar um terrível medo brasileiro.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ONU diz que epidemia de cólera no Haiti está diminuindo


Dados, divulgados nesta sexta-feira, sugerem que o índice de mortalidade baixou 2%; doença já matou mais de 4,5 mil pessoas. Mais de 230 mil casos Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

O Escritório de Assistência Humanitária das Nações Unidas, Ocha, informou que os níveis de infecção do cólera no Haiti estão diminuindo.

Desde o surgimento do surto, em outubro passado, a doença já matou 4549 pessoas no país. Dados divulgados nesta sexta-feira sugerem que o índice de mortalidade foi reduzido em 2%.

COMENTÁRIO

Obviamente epidemia é sempre uma coisa a se preocupar, mas novamente a ONU deixou passar problemas passados, como por exemplo, o terremoto de Janeiro de 2010, foi um grande acontecimento.Então, em um ano o país ainda não está totalmente estabilizado depois da catastrofe.Sendo assim, ONU tem que se preocupar não só com problemas atuais, e colocar na manchete coisas como essa, que a epidemia foi reduzida em 2%,pois se for para se pensar, 2% é uma porcentagem relativamente baixa.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Patriota comanda debate no Conselho de Segurança da ONU

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, preside amanhã (11) debate no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova York, sobre a interdependência entre segurança e desenvolvimento no tratamento das situações de conflito e pós-conflito. Até o fim deste mês, o Brasil está na presidência rotativa do órgão. O comando brasileiro começou no último dia 1º. Em março, será a vez de a China assumir a presidência do órgão.


Ainda hoje (10) Patriota se reúne com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e o presidente da Assembleia Geral, Joseph Deiss. Há ainda reuniões ministeriais com integrantes do G4 – que é formado pelo Brasil, Japão, pela Alemanha e Índia – e do Ibas – cujos membros são a Índia, o Brasil e a África do Sul.

O objetivo é coordenar as prioridades dos países que formam o G4 e o Ibas na agenda de debates das Nações Unidas. Em 2011, todos os membros do Ibas terão assento no Conselho de Segurança como membros não permanentes.

Ao presidir o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil reforça a defesa de que a instituição seja ampliada. O cargo de comando é rotativo e sempre ocupado por um dos 15 membros do órgão.

Na ONU, o Brasil é representado pela embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em sessão das Nações Unidas no ano passado, em nome do governo brasileiro, o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu a reforma urgente da atual estrutura do Conselho de Segurança.

Criado em 1945, depois da 2ª Guerra Mundial, o formato do órgão estabelece que cinco países tenham assento permanente e dez ocupem provisoriamente, por dois anos, as vagas. Uma das propostas em discussão é que, entre os seus integrantes permanentes, sejam incluídos mais dois países da Ásia, um da América Latina, outro do Leste Europeu e um da África.

Integram atualmente o conselho como membros permanentes os Estados Unidos, a Rússia, China, França e Inglaterra. Já o Brasil, a Turquia, Bósnia Herzegovina, o Gabão, a Nigéria, Áustria, o Japão, México, Líbano e Uganda são membros rotativos no órgão, com mandato de dois anos.

É o Conselho de Segurança das Nações Unidas que autoriza a intervenção militar em um dos 192 países-membros da organização e também que estabelece sanções – como ocorreu ao Irã, em junho. Os conflitos e crises políticas são analisados pelo conselho, que define sobre o envio e a permanência de militares das missões de paz.

Comentário Crítico:

Na notícia o autor diz que o objetivo principal do Brasil em presidiar a ONU "é coordenar as prioridades dos países que formam o G4 e o Ibas na agenda de debates das Nações Unidas". Isto é, o G4 e o Ibas são organizações em que os países componentes são emergentes e, portanto, desejam mostrar suas opiniões e ter ações no mundo. Uma forma de tentar realizar tais desejos, é possuindo um participante em comum com o G4 e o Ibas em uma das maiores organizações mundiais atualmente: a Organização das Nações Unidas(ONU); ou seja, o Brasil. Além disso, é possível perceber que em suas tentativas de reformas e discussões, o Brasil e outros países emergentes procuram diluir o uso da ONU pelos EUA como um fantoche.