Introdução

Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010

Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mubarak diz querer deixar o poder, mas teme caos no Egito

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, afirmou nesta quinta-feira que quer deixar o poder, mas teme o caos no país caso o faça. A declaração foi dada em entrevista exclusiva à emissora ABC. Mubarak disse estar chocado com a violência dos protestos e confrontos na praça Tahrir, no centro do Cairo, mas eximiu seu governo de culpa pelos mortos e feridos. Segundo ele, a culpa é do grupo de oposição ao governo Irmandade Muçulmana.

Questionado sobre o ataque de grupos pró-governo aos manifestantes que pedem sua saída na praça Tahrir, que começou ontem (2) e segue durante esta quinta-feira (3), o presidente disse estar "muito triste" e que "não quer ver os egípcios lutando uns contra os outros". Mubarak permanece no palácio presidencial com a família, fortemente protegido por tropas e tanques

Sobre o presidente americano Barak Obama, Mubarak disse que alertou o colega de que ele "não entende a cultura egípcia e o que poderia acontecer caso renunciasse".
Mais cedo, o grupo de oposição egípcio Irmandade Muçulmana disse que "rejeita categoricamente" a oferta de diálogo com o governo. A negativa foi uma resposta a uma entrevista concedida pelo vice-presidente Omar Suleiman à TV estatal do Egito. Suleiman insistiu em um diálogo que começou nas últimas horas, com a ausência dos principais grupos de oposição.

Comentário:

O Presidente Hosni Mubarak, diz ter medo do que pode acontecer com o Egito caso ele deixe o poder, é difícil entender essa preocupação com o que pode acontecer, já que nas últimas semanas o povo tem apedrejado a praça de Tahrir, queimado carros e prejudicado parte do patrimônio histórico mundial de Tutankamon. Não há como imaginar um Egito pior.

Quanto a proposta dos EUA, já era esperado que ela seria recusada assim como era esperado que eles iriam oferecer ajuda ao país, porém a resposta do Ditador foi surpreendente, ele diz que Barack Obama não conhece a cultura egípcia e que teme caso fosse governar seu país. Mas será que Hosni Mubarack conhece tanto seu povo, como alega, a ponto de entender que as manifestações são para que ele saia do governo agora e não daqui à seis anos?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dilma firma série de acordos na primeira visita à Argentina

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, assinou nesta segunda-feira 14 acordos e outros documentos conjuntos com sua colega argentina, Cristina Fernández, entre os quais destacam convênios de integração em matéria energética e fronteiriça.
Em sua primeira visita à Argentina, Dilma chegou a um acordo com Cristina para criar uma comissão bilateral de cooperação e desenvolvimento fronteiriço, além de acertar a construção de uma ponte entre a cidade argentina de San Pedro e a brasileira de Paraíso sobre o rio Iguaçu.
Além disso, ambas as governantes rubricaram um acordo de cooperação entre a Comissão Nacional de Energia Atômica (CNEA) da Argentina e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) do Brasil para destinar os reatores de pesquisa dos dois países às mesmas aplicações com fins pacíficos.
Em uma extensa declaração conjunta que repassa a relação bilateral, Dilma e Cristina lembraram que a cooperação nuclear "constitui um patrimônio comum irrenunciável da associação estratégica entre Argentina e Brasil".
As chefes de Estado também comemoram os avanços no projeto para construir a usina hidrelétrica binacional Garabi, obras cuja licitação foi iniciada neste mês.
Argentina e Brasil renovaram nesta segunda um memorando de entendimento sobre troca de energia elétrica e assinaram outro para promover a produção e o uso da bioenergia e os biocombustíveis.
Além disso, as presidentes assinaram outros dois memorandos, um de entendimento para a promoção comercial conjunta e outro de cooperação em planejamento urbano e casas, além de um plano de ação conjunta até 2015 para avançar na cooperação bilateral na área de massificação do acesso a internet de banda larga.
Além disso, foi assinado um convênio para a troca de experiências entre o Ministério do Planejamento argentino e a Caixa Econômica Federal e um memorando de entendimento entre os Ministérios de Ciência e Tecnologia para a cooperação no desenvolvimento de "luz de síncrotron".
Por fim, Dilma e Cristina acertaram a criação de uma farmacopeia em nível regional, uma declaração conjunta sobre a promoção da igualdade de gênero e a proteção dos direitos das mulheres e outra sobre a exploração dos recursos hídricos compartilhados no rio Uruguai e seu afluente Pepirí Guazú.
 http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4921888-EI294,00-Dilma+firma+serie+de+acordos+na+primeira+visita+a+Argentina.html


Comentário:
 Apesar da rivalidade no esporte, a recente nomeada presidente, Dilma Roussef, acertou na escolha do destino de sua primeira visita internacional: Argentina. Há grande importância econômica em um encontro como esse, pois os negócios entre os dois países são intensos: ao todo, têm US$ 33 bilhões de comércio. As presidentes combinaram a construção de uma hidrelétrica conjunta, a Garabi, e também um acordo nuclear para construção de um reator pacífico.
Ambas as propostas são interessantes visto que este será o primeiro gerador de energia dos dois países. A visita beneficiou também por outro lado a intensificação, cada vez maior, das relações e parceria entre esses países pertencentes ao bloco econômico Mercosul. Esse tipo de ocorrido acaba tendo importância também para o mundo afora por conta da crescente participação do Brasil e da Argentina no cenário mundial. Nada mal para o início do mandato!

Isabela Blanco



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Governo estuda produtos importados que podem ter imposto maior

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, afirmou nesta sexta-feira que o governo está analisando todos os 12 mil itens da balança comercial brasileira para definir sobre quais produtos deve elevar a alíquota de importação. A data para divulgação dessas medidas ainda não foi definida, já que o processo de análise é demorado, segundo o ministro.
O governo quer aumentar essas taxas para proteger o país do aumento das importações, que têm afetado vários setores, a exemplo dos segmentos de calçados, de eletroeletrônicos e de produtos têxteis.
De acordo com Pimentel, a elevação da alíquotas do Imposto de Importação não será feita num setor inteiro, e sim pelos itens mais afetados.
"Não vamos fazer tratamento por atacado. Vamos olhar item por item e, naqueles em que claramente está havendo prática de preços fora da média da competição internacional, nós vamos aplicar as taxas de importação permitidas pela OMC [Organização Mundial do Comércio]", declarou.
A atual legislação da OMC diz que os países podem ter uma taxa de importação de até 35% para itens de sua pauta de comércio exterior.
O ministro defendeu que a prática não significa que o país vai aderir ao "protecionismo". "Nós teremos uma prática de defesa comercial, como todos os países civilizados fazem, que é defender a indústria de seu país", afirmou, após reunião em São Paulo com empresários para discutir inovação.
O Ministério do Desenvolvimento está à frente do plano "de defesa comercial", mas segundo o ministro, a palavra final sobre a alta das alíquotas será da Camex (Câmara de Comércio Exterior).
Em janeiro, Pimentel já havia anunciado que o governo prepara medidas de desoneração do setor produtivo para aumentar a competitividade da indústria do país, incluindo redução de tributos sobre a folha de pagamento.

Comentário:

 Será que é realmente necessário aumentar os impostos cobrados sobre produtos importados, enquanto não existe um apoio considerável do governo para melhorar a indústria nacional?
 Para grande parte da população, imposto é sinônimo de assalto e abuso, uma vez que o dinheiro público raramente aparece em educação, saúde, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Temos consciência de que precisamos de diversos produtos, que pelo fato de serem importados de lugares favoráveis a sua produção, trazem maior qualidade e durabilidade, mas também temos consciência de que muitos produtos importados poderiam ser substituídos por produtos nacionais, que ainda não estão em um "nível" suficientemente elevado para competir com os produtos importados.
 O maior apoio por parte do governo as indústrias nacionais, seria um meio eficiente para diminuir a quantidade de importações, além de inserir produtos com qualidade elevada o suficiente para competir no mercado externo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Cuidado com o racismo... No Líbano.


A New Reality in Iran
Tue, 15 June 2010 - DarAlHayat.com
Mostafa Zein
Certainly, Iran was not wagering on President Barack Obama and his call for openness to enemies and rivals, to guarantee that the country would not face harsh international sanctions. Obama as candidate, and then president, has changed considerably. He has retreated from the policy of openness he put forward at the beginning of his term. In Washington, they now compare his policies to those of George Bush. However, he is quite different than the recklessness of the cowboy. It is closer to the essence of the policy of “wise men” among neoconservative ranks, but smarter, especially with regard to Israel. Bush could have made threats using his nuclear arsenal and thousands of soldiers to halt the Freedom Flotilla headed toward Gaza. The Obama administration gave diplomatic cover to the Jewish state and used the opportunity to sell the Palestinians a small part of their right to live, and the visit by the secretary general of the Arab League, Amr Moussa. The visit neither fed nor enriched the hungry people of Gaza.
The American stance was expected, and the indicators were obvious. However, Iran was surprised by a dual slap from China and Russia, which it absorbed coolly. At first, there was nonchalance. Iran’s wagering on the struggle between Moscow and Washington belong to the 1970s and 1980s, when the Soviet Union was the second superpower, and had bases in the region, which it supported in order to strengthen its positions and spread its ideology. The Iranian wager, in this sense, was misguided, but was understood as part of its Middle Eastern policy, a region whose states are based on religion and sect (Israel strengthens this orientation).
Aware of this reality, Tehran added commercial and economic interests to its international policies. Russia, which under Vladimir Putin, has recovered its influence in its previous empire and helped build Iran’s nuclear reactors, and supplied it with weapons – Iran was betting that Russia would not abandon it, especially since Russia understands better than anyone else how long the nuclear program has been delayed, and how much Tehran relies on it to complete it, not to mention that the program is subject to the conditions of the International Atomic Energy Agency. Iran might have wagered on a wing in the Kremlin aspiring to recover the influence and role of the Soviet Union in a confrontation with the United States. There are many indications from Moscow in this direction. Russia opposed any American intervention in its Asian sphere. It opposed the missile shield in its European sphere. However, it appears that a pro-western wing won out and supported sanctions, preferring its interests with the US and Europe over a move toward a weak Asia, which can be easily dominated.
So much for the Russian slap; as for the Chinese slap, it was even louder. Beijing, which has tolerated the existence of Indian and Pakistani nuclear weapons, could have tolerated a nuclear program that Tehran says is for peaceful purposes. It could have used this as a card in its struggle to end the unipolar system, represented by the US. However, China preferred its interests with America and the west, after it was promises oil as compensation for Iranian oil, and voted with the sanctions on Iran. The China of Mao Zedong is no more. The market economy and capitalist development is more important than all ideologies for China. Its huge investment in US T-bills is matched by nothing else. Its relationship with the European Union provides it with a huge market for its products.
China and Russia chose economic interests over ideology. The world has changed. Everyone is confronting a new reality. It is a reality of capitalism being dominant, despite its defeats, and stumbling, and ills. The pressure on Iran is aimed at seeing it leave behind its old revolutionary situation and make the transition to a new one. However, leaving behind this situation will be at our expense. If it recovers its role in the west and reconciles with Israel, it will be able to possess the weapons it pleases, and regain the glory of the Shah, when it was the policeman of the Gulf.



Comentário: A notícia, publicada em um jornal islâmico, demonstra a visão dos fieis em relação ao modo de vida Americano e como seu excesso de preocupação com seu sistema capitalista acaba implicando por passar por cima de diversas nações, tomando o Irã como exemplo. Falando sobre a antiga união soviética e as bases nucleares instaladas no país pela URSS, o autor demonstra que a ideia de bases nucleares não é nova e também não tende a ser perigosa, mas pela predominância do capitalismo consumista dos EUA, o Irã é impedido de prosseguir com tais técnicas. Novamente, os EUA demonstram-se uma potência repressora contra outras nações, e a ONU nada realiza, o que nos põe em uma necessidade de urgência de reforma do conselho de segurança da organização.

Confiança do mundo islâmico em Obama está caindo, diz pesquisa

Confiança do mundo islâmico em Obama está caindo, diz pesquisa

Qui, 17 Jun, 04h28
WASHINGTON, 17 de junho - (Reuters) - Um ano depois de o presidente Barack Obama buscar um recomeço nas relações com o mundo islâmico, durante um pronunciamento no Egito, a confiança no líder americano caiu bruscamente em muitos países islâmicos, de acordo com resultados de pesquisas divulgados nesta quinta-feira.

O índice de aprovação dos Estados Unidos no Egito, Turquia e Paquistão, países aliados dos norte-americanos, se mantém em torno dos 17 por cento, enquanto que a confiança em Obama nos três países é de 33 por cento, 23 por cento e 8 por cento, respectivamente, de acordo com pesquisas do projeto Pew Global Attitudes.
As principais quedas ocorreram na Turquia e no Egito, onde a confiança em Obama caiu dez pontos percentuais e nove pontos percentuais, respectivamente. Em outros países pesquisados, a confiança nele caiu cinco pontos ou mais.
Os índices de aprovação dos EUA em outros países muçulmanos foram mais favoráveis: 59 por cento dos indonésios têm uma visão favorável dos EUA, assim como 52 por cento dos libaneses. Mas só 21 por cento dos jordanianos têm uma visão positiva dos EUA.
Comparativamente, a população do Egito e da Jordânia tem um nível de aceitação mais alta em relação à rede Al Qaeda do que aos Estados Unidos. Trinta e quatro por cento dos jordanianos têm uma visão positiva do grupo que atacou os EUA em 11 de setembro de 2001, enquanto que no Egito, essa porcentagem é de 19 por cento.
Os EUA e Obama se saíram melhor com os países não muçulmanos que participaram da pesquisa com 22 países. O índice de aceitação dos EUA na França foi de 73 por cento, de 65 por cento na Grã Bretanha, de 63 por cento na Alemanha, de 66 por cento no Japão e na Índia e de 58 por cento na China, de acordo com as pesquisas da Pews.
No geral, os índices de Obama estão mais baixos do que no ano passado.
As pesquisas foram feitas entre abril e maio, em 22 países. Os pesquisadores entrevistaram entre 700 e 3.262 pessoas em cada país. A margem de erro varia entre 2,5 e 5 pontos percentuais.
(Reportagem de David Alexander)

Comentário: Premiado com o Nobel da Paz, Barack Obama, a promessa da reforma das relações islâmico-americanas, tem seus índices de aprovação cada vez menores.
Marcado por não ter realizado algumas de suas promessas de candidatura à presidência e por não ter mostrado-se merecedor do prêmio que recebeu junto de algumas milhares de coroas suecas, o Presidente teve sua imagem ruim no mundo islâmico reforçada pelos recentes episódios em Gaza envolvendo Israel (à quem os EUA dão apoio) e pelas sanções ao Irã, pelas quais tanto lutou. Até quando teremos uma ONU comandada por um país? Até quando um país poderá continuar exercendo este tipo de neo-neocolonialismo?