A economia dos Estados Unidos continuou a crescer no primeiro bimestre de 2010, mas as nevascas que o país sofreu no começo de fevereiro atuaram como freios da atividade.
A conclusão é do Livro Bege de março, compêndio de dados econômicos coletados pelas 12 unidades regionais do Federal Reserve (Fed, banco central americano). O informe servirá de referência à reunião do Comitê de Política Monetária do Fed, prevista para o dia 16 de março.
Dos 12 distritos, nove reportaram melhora na atividade econômica, embora o aumento tenha sido modesto na maioria dos casos. Dos três restantes, Atlanta e St. Louis identificaram dados divergentes e Richmond informou enfraquecimento ou estabilidade na maioria dos setores, principalmente por causa das tempestades de neve na região.
Consumo e comércio
O inverno rigoroso prejudicou especialmente o consumo, mas não atingiu a atividade do turismo, com certa melhora na taxa de ocupação dos hotéis. O frio e a neve afetaram também a agricultura e o mercado imobiliário.
Segundo o Livro Bege, o segmento residencial melhorou, mas alguns distritos reportaram prejuízos a essa atividade causados pelas baixas temperaturas. No segmento comercial e no de construção, porém, a maioria das regiões detectou atividade fraca ou em desaceleração, com sinais de melhora em apenas alguns distritos.
Na parte de produção, a atividade da indústria de transformação se fortaleceu na maior parte das regiões, com destaque para equipamentos de tecnologia, indústria automotiva e metal-mecânica. A geração de energia também cresceu, puxada pela extração de gás natural.
Preços
O levantamento do Fed não encontrou repasse de pressões de alta aos preços no varejo no primeiro bimestre, apesar de alguns aumentos nos custos das matérias-primas. Também não houve pressões por reajustes salariais, uma vez que o mercado de trabalho se manteve fraco.
Mercado de trabalho
No que se refere ao mercado de trabalho, para o qual o presidente do Fed, Ben Bernanke, traçou perspectivas sombrias no Congresso, o documento afirma que "o ritmo de demissões se desacelerou na maioria das regiões", mas que os planos de contratação das empresas se mantêm "cautelosos, em geral".
Comentário: Que Federal Reserve divulgou relatório do Livro Bege nesta quarta-feira (3).
Inverno rigoroso prejudicou especialmente o consumo, segundo relatório.
Páginas
Introdução
Esse é um site criado pelo professor Leandro Villela de Azevedo, para seus alunos da escola Villare, o objetivo é realizar um cliping de notícias, segundo temas de interesse, com comentários, realizados pelos alunos do 1o médio, no ano de 2010
Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
Para acessar o site completo dos projetos entre em:
www.professor-leandro.webnode.com.br
Mostrando postagens com marcador Lucas Vinícius. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lucas Vinícius. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 27 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
EUA: Candidatos divergem sobre política externa.
Na quarta reportagem da série sobre os desafios que o próximo presidente dos Estados Unidos terá que enfrentar, os correspondentes Rodrigo Alvarez e Sérgio Telles mostram os conflitos armados.
Continência para o novo comandante. Se for John McCain, vem mais dinheiro para as Forças Armadas? E com Barack Obama, os conflitos terminam?
Em Fort Hood, a maior base americana, no Texas, 50 mil guerreiros. Tem soldado que é Obama, querendo terra firme. Mas, para quase 70% deles, é McCain na cabeça.
O major Randolph Campbell acredita na guerra ao terrorismo e vai para a terceira temporada. "Não dá para curtir os filhos antes de fazermos o que precisa ser feito", ele responde.
McCain já previu até cem anos no Iraque. Agora, fala em apenas mais cinco anos. Obama promete a retirada em 16 meses e ganha o voto da mãe de Ken Ballard, um soldado morto no Iraque. "É muito difícil de aceitar, principalmente quando você nunca apoiou a guerra", lamenta Karen.
Questões militares, no começo da campanha, pareciam uma catapulta para a candidatura do veterano de guerra John McCain. Barack Obama disse aquilo que a maioria dos americanos gostaria de ouvir: prometeu sair logo do Iraque. Mas a economia acabou praticamente monopolizando a discussão, a política externa ficou meio de lado e o mundo cheio de interrogações.
Afinal, o próximo presidente dos Estados Unidos enfrentará os inimigos com diálogo ou com disparo? O democrata Obama defende diálogo até com o Irã e quer transformar o inimigo em aliado.
Já o republicano McCain sugeriu que o melhor seria, talvez, atacar o Irã, mas agora fala em pressão diplomática.
Para caçar terroristas, o presidente Obama invadiria o Paquistão. O presidente McCain buscaria apoio do governo local. Não existe candidato diplomacia e nem candidato 100% falcão. Mas, normalmente, quem vota no republicano entende e apóia as guerras de George Bush. E o eleitor democrata chora pela paz.
Cometário: Questões militares pareciam uma catapulta para o veterano de guerra McCain. Obama prometeu retirar os soldados do Iraque, mas a economia monopolizou a discussão e a política externa ficou de lado.
Continência para o novo comandante. Se for John McCain, vem mais dinheiro para as Forças Armadas? E com Barack Obama, os conflitos terminam?
Em Fort Hood, a maior base americana, no Texas, 50 mil guerreiros. Tem soldado que é Obama, querendo terra firme. Mas, para quase 70% deles, é McCain na cabeça.
O major Randolph Campbell acredita na guerra ao terrorismo e vai para a terceira temporada. "Não dá para curtir os filhos antes de fazermos o que precisa ser feito", ele responde.
McCain já previu até cem anos no Iraque. Agora, fala em apenas mais cinco anos. Obama promete a retirada em 16 meses e ganha o voto da mãe de Ken Ballard, um soldado morto no Iraque. "É muito difícil de aceitar, principalmente quando você nunca apoiou a guerra", lamenta Karen.
Questões militares, no começo da campanha, pareciam uma catapulta para a candidatura do veterano de guerra John McCain. Barack Obama disse aquilo que a maioria dos americanos gostaria de ouvir: prometeu sair logo do Iraque. Mas a economia acabou praticamente monopolizando a discussão, a política externa ficou meio de lado e o mundo cheio de interrogações.
Afinal, o próximo presidente dos Estados Unidos enfrentará os inimigos com diálogo ou com disparo? O democrata Obama defende diálogo até com o Irã e quer transformar o inimigo em aliado.
Já o republicano McCain sugeriu que o melhor seria, talvez, atacar o Irã, mas agora fala em pressão diplomática.
Para caçar terroristas, o presidente Obama invadiria o Paquistão. O presidente McCain buscaria apoio do governo local. Não existe candidato diplomacia e nem candidato 100% falcão. Mas, normalmente, quem vota no republicano entende e apóia as guerras de George Bush. E o eleitor democrata chora pela paz.
Cometário: Questões militares pareciam uma catapulta para o veterano de guerra McCain. Obama prometeu retirar os soldados do Iraque, mas a economia monopolizou a discussão e a política externa ficou de lado.
Marcadores:
Lucas Vinícius,
politica ou economia de EUA
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Obama está pessimista com economia dos EUA.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, fez uma previsão pessimista para a economia americana e anunciou várias medidas que pretende tomar assim que assumir o cargo. A reportagem é do correspondente Luiz Fernando Silva Pinto.
Nunca um presidente americano apresentou a política econômica antes da posse. "O país caminha para uma crise que pode afetar o bem-estar de uma geração inteira, os jovens de hoje. Ainda há tempo de mudar, mas serão necessárias medidas drásticas", disse Obama, numa universidade do estado da Virginia.
Barack Obama quer investir quase US$ 800 bilhões para aquecer a economia americana, mas também precisa cortar gastos, porque o déficit do governo está fora de controle. Antes mesmo de chegar à Casa Branca, ele está numa corda bamba econômica.
Ele pretende criar três milhões de empregos e investir pesadamente em energia, educação, informática. Obama quer que os novos empregos sejam permanentes. "O setor privado não consegue solucionar a crise, porque ela cresceu demais", ele disse.
Obama advertiu que os mercados financeiros passarão por um controle muito maior. O presidente eleito prometeu uma redução de impostos no valor de US$ 1 mil para 95% das famílias americanas e fez um apelo ao Congresso pela aprovação do plano logo depois da posse, dia 20 de janeiro.
"Aja com a maior rapidez possível, em benefício do povo americano. Nosso país pode afundar ainda mais e isso pode não ter volta", afirmou Obama.
Comentário: O presidente eleito quer investir quase US$ 800 bilhões para aquecer a economia, mas também precisa cortar gastos, porque o déficit do governo está fora de controle.
Nunca um presidente americano apresentou a política econômica antes da posse. "O país caminha para uma crise que pode afetar o bem-estar de uma geração inteira, os jovens de hoje. Ainda há tempo de mudar, mas serão necessárias medidas drásticas", disse Obama, numa universidade do estado da Virginia.
Barack Obama quer investir quase US$ 800 bilhões para aquecer a economia americana, mas também precisa cortar gastos, porque o déficit do governo está fora de controle. Antes mesmo de chegar à Casa Branca, ele está numa corda bamba econômica.
Ele pretende criar três milhões de empregos e investir pesadamente em energia, educação, informática. Obama quer que os novos empregos sejam permanentes. "O setor privado não consegue solucionar a crise, porque ela cresceu demais", ele disse.
Obama advertiu que os mercados financeiros passarão por um controle muito maior. O presidente eleito prometeu uma redução de impostos no valor de US$ 1 mil para 95% das famílias americanas e fez um apelo ao Congresso pela aprovação do plano logo depois da posse, dia 20 de janeiro.
"Aja com a maior rapidez possível, em benefício do povo americano. Nosso país pode afundar ainda mais e isso pode não ter volta", afirmou Obama.
Comentário: O presidente eleito quer investir quase US$ 800 bilhões para aquecer a economia, mas também precisa cortar gastos, porque o déficit do governo está fora de controle.
Marcadores:
Lucas Vinícius,
politica ou economia de EUA
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Nove milhões de eleitores vão às urnas para eleger o novo presidente do Equador .
Mais de nove milhões de eleitores vão às urnas, neste domingo, para eleger o novo presidente do Equador. Um candidato da esquerda lidera as pesquisas de intenção de voto. A reportagem é do correspondente em Buenos Aires, Alberto Gaspar.
O Equador teve sete presidentes nos últimos nove anos. O último eleito, Lúcio Gutierrez, derrubado em 2005, chegou a se refugiar no Brasil.
A instabilidade política passa por denúncias de corrupção, por promessas não cumpridas de combate à desigualdade social. Há dois terços da população indígena. E o mesmo percentual de pobres - dois de cada três habitantes.
O líder das pesquisas é o esquerdista Rafael Correa, ex-ministro da Economia do atual governo, 43 anos, carismático. Ele defende uma revisão da dívida externa do país. É um declarado amigo do presidente venezuelano Hugo Chavez.
Corrêa tem até 37% das intenções de voto. Com 40% e vantagem de dez pontos sobre o segundo colocado, seria eleito já neste domingo, sem segundo turno.
Álvaro Noboa, candidato em 1998 e 2002, é um conservador e populista. Milionário exportador de bananas, financia mutirões de saúde com direito à doação de cadeira de rodas.
León Roldós, de 64 anos, já foi vice-presidente. É um social-democrata moderado. Liderava as pesquisas há dois meses e agora aparece em terceiro lugar.
Temas como o tratado de livre comércio com os EUA ou convocação de assembléia constituinte dividem os candidatos.
Comentário: Que ninguém teve coragem de propor nos palanques foi o fim da dolarização. Há seis anos, no Equador, a moeda nacional foi abolida e substituída pelo dólar americano o que, segundo analistas, é uma bomba-relógio para a economia do país.
O Equador teve sete presidentes nos últimos nove anos. O último eleito, Lúcio Gutierrez, derrubado em 2005, chegou a se refugiar no Brasil.
A instabilidade política passa por denúncias de corrupção, por promessas não cumpridas de combate à desigualdade social. Há dois terços da população indígena. E o mesmo percentual de pobres - dois de cada três habitantes.
O líder das pesquisas é o esquerdista Rafael Correa, ex-ministro da Economia do atual governo, 43 anos, carismático. Ele defende uma revisão da dívida externa do país. É um declarado amigo do presidente venezuelano Hugo Chavez.
Corrêa tem até 37% das intenções de voto. Com 40% e vantagem de dez pontos sobre o segundo colocado, seria eleito já neste domingo, sem segundo turno.
Álvaro Noboa, candidato em 1998 e 2002, é um conservador e populista. Milionário exportador de bananas, financia mutirões de saúde com direito à doação de cadeira de rodas.
León Roldós, de 64 anos, já foi vice-presidente. É um social-democrata moderado. Liderava as pesquisas há dois meses e agora aparece em terceiro lugar.
Temas como o tratado de livre comércio com os EUA ou convocação de assembléia constituinte dividem os candidatos.
Comentário: Que ninguém teve coragem de propor nos palanques foi o fim da dolarização. Há seis anos, no Equador, a moeda nacional foi abolida e substituída pelo dólar americano o que, segundo analistas, é uma bomba-relógio para a economia do país.
Marcadores:
Lucas Vinícius,
politica ou economia de EUA
quinta-feira, 29 de abril de 2010
EUA falam sobre negociações entre Brasil e França.
A embaixada afirma que o governo americano mantém a proposta de venda das aeronaves e que aceita transferir tecnologia ao Brasil.
Os Estados Unidos se manifestaram, nesta quarta-feira, sobre o anúncio do governo brasileiro de que tinha aberto negociações com a França para a compra de caças militares. Uma nota da embaixada afirma que o governo americano mantém a proposta de venda de caças e que aceita transferir tecnologia ao Brasil.
A questão tecnológica tinha sido apontada pelo Brasil como uma das vantagens do negócio com os franceses. Os americanos disputam o negócio com eles e com um modelo sueco.
O assunto também foi tratado pelo governo brasileiro, que tentou esclarecer a questão depois de muita polêmica.
Na última segunda-feira, o presidente Lula anunciou a decisão do governo de negociar com os franceses, mas o ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi obrigado a esclarecer que os outros concorrentes ainda podem melhorar suas ofertas.
O assessor da presidência para assuntos internacionais disse que não há restrição a nenhuma das aeronaves concorrentes: “se houver outras propostas que sejam tão atraentes ou mais atraentes que a proposta do governo francês, obviamente que nós vamos discutir”, disse Marco Aurélio Garcia.
A compra dos caças precisa ser aprovada pelo Senado. Para a oposição, o governo antecipou o resultado de uma concorrência internacional.
“A antecipação do resultado é uma trapalhada, uma imprudência, compromete todo o processo e coloca em dúvida, inclusive, a lisura dos procedimentos”, declarou o senador Álvaro Dias.
Nesta quarta-feira, o presidente Lula ironizou a confusão sobre a concorrência pela venda dos jatos: “daqui a pouco vou receber de graça”, disse.
Para o ministério da Defesa, foi tomada a decisão política de fechar negócio com os franceses. Mas isso pode mudar, porque o processo jurídico de seleção com as outras empresas continua, provavelmente até o fim do ano.
Comentário: O principal problema nas negociações com os franceses é o preço dos caças. Mas no último domingo, o presidente da França entregou uma carta ao presidente Lula em que se comprometeu a trabalhar para baixar o preço dos aviões junto ao fabricante francês.
Os Estados Unidos se manifestaram, nesta quarta-feira, sobre o anúncio do governo brasileiro de que tinha aberto negociações com a França para a compra de caças militares. Uma nota da embaixada afirma que o governo americano mantém a proposta de venda de caças e que aceita transferir tecnologia ao Brasil.
A questão tecnológica tinha sido apontada pelo Brasil como uma das vantagens do negócio com os franceses. Os americanos disputam o negócio com eles e com um modelo sueco.
O assunto também foi tratado pelo governo brasileiro, que tentou esclarecer a questão depois de muita polêmica.
Na última segunda-feira, o presidente Lula anunciou a decisão do governo de negociar com os franceses, mas o ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi obrigado a esclarecer que os outros concorrentes ainda podem melhorar suas ofertas.
O assessor da presidência para assuntos internacionais disse que não há restrição a nenhuma das aeronaves concorrentes: “se houver outras propostas que sejam tão atraentes ou mais atraentes que a proposta do governo francês, obviamente que nós vamos discutir”, disse Marco Aurélio Garcia.
A compra dos caças precisa ser aprovada pelo Senado. Para a oposição, o governo antecipou o resultado de uma concorrência internacional.
“A antecipação do resultado é uma trapalhada, uma imprudência, compromete todo o processo e coloca em dúvida, inclusive, a lisura dos procedimentos”, declarou o senador Álvaro Dias.
Nesta quarta-feira, o presidente Lula ironizou a confusão sobre a concorrência pela venda dos jatos: “daqui a pouco vou receber de graça”, disse.
Para o ministério da Defesa, foi tomada a decisão política de fechar negócio com os franceses. Mas isso pode mudar, porque o processo jurídico de seleção com as outras empresas continua, provavelmente até o fim do ano.
Comentário: O principal problema nas negociações com os franceses é o preço dos caças. Mas no último domingo, o presidente da França entregou uma carta ao presidente Lula em que se comprometeu a trabalhar para baixar o preço dos aviões junto ao fabricante francês.
Marcadores:
Lucas Vinícius,
Política Internacional
terça-feira, 27 de abril de 2010
Lula visita o Uruguai .
O presidente Lula foi hoje ao Uruguai para assinar acordos comerciais e tentar fortalecer o Mercosul - que tem sido alvo de críticas, no país vizinho. É o que mostra o enviado especial Ari Peixoto.
Cinco acordos fechados, incluindo um sobre biocombustíveis e dois para a construção e reforma de pontes na fronteira entre Brasil e Uruguai.
Mas o resultado político da visita do presidente brasileiro à casa de campo do presidente uruguaio, em Colônia, a 160 quilômetros de Montevidéu, pode ter tido um significado mais amplo.
Já há algum tempo, o Uruguai vem criticando os rumos do Mercosul. O presidente Vasquez chegou a anunciar a intenção de assinar um tratado de livre comércio com os Estados Unidos, o que vai contra as regras do bloco sul-americano.
Com a proximidade da visita do presidente George Bush ao Brasil e ao Uruguai, nos dias 8 e 9 de março, Lula quis fortalecer os laços com Tabaré Vásquez.
Em seu discurso, o presidente Lula disse que se não houver uma decisão política de garantir o processo de integração regional, não haverá Mercosul. Segundo ele, o Brasil, que tem a maior economia do bloco, tem que assumir essa responsabilidade.
Comentário :“Política internacional é sempre uma via de duas mãos e portanto o Brasil, sem fazer nenhum favor, precisa criar as condições para que o comércio seja o mais equilibrado possível e para que o desenvolvimento também seja o mais equilibrado possível”, afirmou o presidente Lula.
Sobre política brasileira, o presidente Lula disse hoje, no programa de rádio “Café com o presidente”, que não vai haver grande novidade - e nem muita mudança - na reforma ministerial. O presidente também disse que o anúncio do novo ministério não está vinculado à convenção do PMDB, em março. Mas que depende das definições dos partidos que apóiam o governo.
Cinco acordos fechados, incluindo um sobre biocombustíveis e dois para a construção e reforma de pontes na fronteira entre Brasil e Uruguai.
Mas o resultado político da visita do presidente brasileiro à casa de campo do presidente uruguaio, em Colônia, a 160 quilômetros de Montevidéu, pode ter tido um significado mais amplo.
Já há algum tempo, o Uruguai vem criticando os rumos do Mercosul. O presidente Vasquez chegou a anunciar a intenção de assinar um tratado de livre comércio com os Estados Unidos, o que vai contra as regras do bloco sul-americano.
Com a proximidade da visita do presidente George Bush ao Brasil e ao Uruguai, nos dias 8 e 9 de março, Lula quis fortalecer os laços com Tabaré Vásquez.
Em seu discurso, o presidente Lula disse que se não houver uma decisão política de garantir o processo de integração regional, não haverá Mercosul. Segundo ele, o Brasil, que tem a maior economia do bloco, tem que assumir essa responsabilidade.
Comentário :“Política internacional é sempre uma via de duas mãos e portanto o Brasil, sem fazer nenhum favor, precisa criar as condições para que o comércio seja o mais equilibrado possível e para que o desenvolvimento também seja o mais equilibrado possível”, afirmou o presidente Lula.
Sobre política brasileira, o presidente Lula disse hoje, no programa de rádio “Café com o presidente”, que não vai haver grande novidade - e nem muita mudança - na reforma ministerial. O presidente também disse que o anúncio do novo ministério não está vinculado à convenção do PMDB, em março. Mas que depende das definições dos partidos que apóiam o governo.
Marcadores:
Lucas Vinícius,
Politica Internacional
sábado, 27 de março de 2010
O Brasil como mediador da paz no Oriente Médio.
A principal motivação das visitas de Lula aos países do Oriente Médio reside na esfera política. A diplomacia brasileira tenta lançar o país como um mediador do conflito entre Israel e Palestina, promovendo um papel ativo na busca pela intensificação do diálogo de paz da região. Com isso, ganha visibilidade no cenário internacional, com a qual espera aumentar sua chance de disputar uma vaga de membro permanente no Conselho de Segurança da ONU. Assim, uma aproximação que ao longo da década se deu mais no plano econômico, com o estreitamento do intercâmbio com os países da região, adquire uma ênfase mais política, percebida desde as visitas feitas ao Brasil pelos presidentes de Israel, Irã e ANP em dezembro de 2009.
A viagem da comitiva de Lula, que agrupou ministros e empresários, esteve em Israel em momento conturbado, dada a declaração do Estado israelense de que implantaria 1,6 mil assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, território palestino. A declaração causou forte desaprovação da comunidade internacional, até mesmo do principal aliado histórico de Israel, os EUA. Tal conjuntura, por outro lado, deu respaldo ao presidente Lula, que, além de declarar ao presidente israelense, Shimon Peres, que o diálogo de paz tinha que ser reiniciado, condenou os assentamentos judaicos, vistos como um atravancamento ao processo de pacificação da região.
A primeira visita de um presidente brasileiro a Israel é fundamental para a manutenção de boas relações diplomáticas entre o Brasil e este país, o qual possui claros atritos com o Irã. Em uma de suas ações que demonstram a autonomia do Brasil em relação à posição dos países centrais, principalmente dos EUA, o governo Lula recebeu o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em dezembro do ano passado, apoiando sua pesquisa nuclear para fins pacíficos e dando certo respaldo à sua controvertida eleição. A passagem de Lula por Israel, que passou pela visita ao Museu do Holocausto, mostra o desacordo do Brasil com as declarações de Ahmadinejad de que o genocídio judeu não ocorreu. Assim, apesar de o chanceler israelense não ter recebido a comitiva brasileira, a visita de Lula foi positiva para estreitar as relações entre os dois países. Israel tem a intenção de destinar US$ 1 bilhão para apoiar exportações e investimentos israelenses ao Brasil.
Seguindo para a Cisjordânia, o presidente Lula aumentou o teor de críticas às ações de Israel que prejudicam o entendimento com a Palestina. Em Ramallah, defendeu a necessidade urgente de se criar um Estado palestino independente. Além disso, criticou a ocupação israelense dos territórios palestinos, bem como o embargo imposto por Israel juntamente com os EUA, desde 2006, à Palestina. O presidente também se mostrou a favor da derrubada do muro israelense que perpassa Cisjordânia e Faixa de Gaza. Ainda, foi incentivado o diálogo entre as facções palestinas rivais, Fatah e Hamas, que respectivamente controlam Cisjordânia e Faixa de Gaza. Uma forma de ampliar o diálogo para a paz seria, justamente, ouvir as demandas de outras partes envolvidas na questão, como os dirigentes do Hamas – rotulado como grupo terrorista por Israel e EUA.
A última parada de Lula foi na Jordânia, onde o presidente analisou com rei Abdullah II meios para que as negociações pela paz sejam retomadas entre Israel e Palestina. Na ocasião da visita, o presidente brasileiro declarou que é necessário maior engajamento da ONU para a estabilização do Oriente Médio. Para Lula, a organização deveria se empenhar na pacificação da região, tanto quanto se engajou na criação do Estado de Israel. Nesse ínterim, levantou-se a bandeira da ampliação da representatividade dos órgãos das Nações Unidas, que seria o grande obstáculo para sua maior eficácia e capacidade política.
Ainda na Jordânia, houve reunião das delegações dos dois países para o estreitamento das relações econômicas, principalmente nos setores de energias renováveis, indústria, água e agricultura e cooperação bilateral. Por fim, o presidente Lula enviou o chanceler Celso Amorim à Síria para que levasse um convite ao presidente Bashar Assad para visitar o Brasil, pois percebe-se o grande papel que a Síria representa no processo de paz da Terra Santa.
A visita do presidente Lula ao Oriente Médio foi positiva, na medida em que o diálogo com os países envolvidos no conflito entre Israel e Palestina foi possível, sendo o Brasil bem aceito como possível mediador dos diálogos de paz. O respaldo dado à iniciativa brasileira pela Jordânia, país diretamente envolvido no conflito, dada sua posição fronteiriça com a Terra Santa, é de vital importância para o sucesso dessa nova empreitada da política externa brasileira. O Oriente Médio representa um dos pontos fracos da ONU, principalmente de seu Conselho de Segurança, na medida em que esta não conseguiu dar fim aos conflitos na região em mais de sessenta anos. O Brasil encontra uma margem de manobra para se lançar como uma grande player no novo cenário multipolar, defendendo a solução de conflitos internacionais em esferas multilaterais, mas somente se estas garantirem uma maior participação dos países em desenvolvimento.
Comentário: O Brasil, com sua declarada e historicamente observada disposição para resolver conflitos pelo diálogo, pode representar um elemento novo para a pacificação da Terra Santa. De fato, conciliando uma relação amistosa e autônoma com todos os países envolvidos, o Brasil pode ter uma atuação destacada como mediador em uma região saturada pela violência e pelas tentativas de solução militar. Assim, a atuação brasileira no Oriente Médio está articulada com as diretrizes que o governo Lula delineou em 2003: expandir as relações diplomáticas pelo mundo, buscando novas formas de cooperação, de forma a reduzir as vulnerabilidades externas, e lutando pela ampliação do poder de influência brasileiro na política internacional.
A viagem da comitiva de Lula, que agrupou ministros e empresários, esteve em Israel em momento conturbado, dada a declaração do Estado israelense de que implantaria 1,6 mil assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, território palestino. A declaração causou forte desaprovação da comunidade internacional, até mesmo do principal aliado histórico de Israel, os EUA. Tal conjuntura, por outro lado, deu respaldo ao presidente Lula, que, além de declarar ao presidente israelense, Shimon Peres, que o diálogo de paz tinha que ser reiniciado, condenou os assentamentos judaicos, vistos como um atravancamento ao processo de pacificação da região.
A primeira visita de um presidente brasileiro a Israel é fundamental para a manutenção de boas relações diplomáticas entre o Brasil e este país, o qual possui claros atritos com o Irã. Em uma de suas ações que demonstram a autonomia do Brasil em relação à posição dos países centrais, principalmente dos EUA, o governo Lula recebeu o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em dezembro do ano passado, apoiando sua pesquisa nuclear para fins pacíficos e dando certo respaldo à sua controvertida eleição. A passagem de Lula por Israel, que passou pela visita ao Museu do Holocausto, mostra o desacordo do Brasil com as declarações de Ahmadinejad de que o genocídio judeu não ocorreu. Assim, apesar de o chanceler israelense não ter recebido a comitiva brasileira, a visita de Lula foi positiva para estreitar as relações entre os dois países. Israel tem a intenção de destinar US$ 1 bilhão para apoiar exportações e investimentos israelenses ao Brasil.
Seguindo para a Cisjordânia, o presidente Lula aumentou o teor de críticas às ações de Israel que prejudicam o entendimento com a Palestina. Em Ramallah, defendeu a necessidade urgente de se criar um Estado palestino independente. Além disso, criticou a ocupação israelense dos territórios palestinos, bem como o embargo imposto por Israel juntamente com os EUA, desde 2006, à Palestina. O presidente também se mostrou a favor da derrubada do muro israelense que perpassa Cisjordânia e Faixa de Gaza. Ainda, foi incentivado o diálogo entre as facções palestinas rivais, Fatah e Hamas, que respectivamente controlam Cisjordânia e Faixa de Gaza. Uma forma de ampliar o diálogo para a paz seria, justamente, ouvir as demandas de outras partes envolvidas na questão, como os dirigentes do Hamas – rotulado como grupo terrorista por Israel e EUA.
A última parada de Lula foi na Jordânia, onde o presidente analisou com rei Abdullah II meios para que as negociações pela paz sejam retomadas entre Israel e Palestina. Na ocasião da visita, o presidente brasileiro declarou que é necessário maior engajamento da ONU para a estabilização do Oriente Médio. Para Lula, a organização deveria se empenhar na pacificação da região, tanto quanto se engajou na criação do Estado de Israel. Nesse ínterim, levantou-se a bandeira da ampliação da representatividade dos órgãos das Nações Unidas, que seria o grande obstáculo para sua maior eficácia e capacidade política.
Ainda na Jordânia, houve reunião das delegações dos dois países para o estreitamento das relações econômicas, principalmente nos setores de energias renováveis, indústria, água e agricultura e cooperação bilateral. Por fim, o presidente Lula enviou o chanceler Celso Amorim à Síria para que levasse um convite ao presidente Bashar Assad para visitar o Brasil, pois percebe-se o grande papel que a Síria representa no processo de paz da Terra Santa.
A visita do presidente Lula ao Oriente Médio foi positiva, na medida em que o diálogo com os países envolvidos no conflito entre Israel e Palestina foi possível, sendo o Brasil bem aceito como possível mediador dos diálogos de paz. O respaldo dado à iniciativa brasileira pela Jordânia, país diretamente envolvido no conflito, dada sua posição fronteiriça com a Terra Santa, é de vital importância para o sucesso dessa nova empreitada da política externa brasileira. O Oriente Médio representa um dos pontos fracos da ONU, principalmente de seu Conselho de Segurança, na medida em que esta não conseguiu dar fim aos conflitos na região em mais de sessenta anos. O Brasil encontra uma margem de manobra para se lançar como uma grande player no novo cenário multipolar, defendendo a solução de conflitos internacionais em esferas multilaterais, mas somente se estas garantirem uma maior participação dos países em desenvolvimento.
Comentário: O Brasil, com sua declarada e historicamente observada disposição para resolver conflitos pelo diálogo, pode representar um elemento novo para a pacificação da Terra Santa. De fato, conciliando uma relação amistosa e autônoma com todos os países envolvidos, o Brasil pode ter uma atuação destacada como mediador em uma região saturada pela violência e pelas tentativas de solução militar. Assim, a atuação brasileira no Oriente Médio está articulada com as diretrizes que o governo Lula delineou em 2003: expandir as relações diplomáticas pelo mundo, buscando novas formas de cooperação, de forma a reduzir as vulnerabilidades externas, e lutando pela ampliação do poder de influência brasileiro na política internacional.
Marcadores:
Lucas Vinícius,
Politica Internacional
quinta-feira, 18 de março de 2010
Haiti: Humanitarismo e Política Internacional.
O mundo se curvou aos fatos. O esforço humanitário é urgente para garantir o mínimo diante das conseqüências indeléveis do terremoto no Haiti. A cooperação é o lema e todos querem estar junto aos difíceis trabalhos de salvamento e proteção de desamparados pela imperiosa natureza e pela imprudência dos homens.
A tragédia haitiana, no entanto, se faz dentro da reedição das duras disputas da política internacional do momento. Depois de Copenhague, onde pesou o arranjo sino-americano, o Haiti é o novo palco para a exibição dos interesses e das quedas de braço do sistema internacional em momento de redesenho de hierarquias. Abandonadas pelas grandes potências, que minguaram recursos e esforços diplomáticos para o alívio da pobreza no Haiti e em países miseráveis que o mundo ainda abriga, são essas mesmas potências que agora coordenam a operação do aplainar os cemitérios do país caribenho.
Silenciou-se repentinamente o discurso monocórdio do combate irracional e linear ao chamado terrorismo internacional, conceito ainda não bem definido, de Bush a Obama. Tudo agora é humanitarismo nas lágrimas de crocodilos dos líderes cínicos quando apenas agora, já tarde, ouvem-se discursos de desdobrada atenção ao drama do Haiti. Atores e músicos famosos fazem o cordão de proteção ao humanitarismo renovado do Norte. Não faltarão festivais em estádios e cordões de solidariedade romântica aos pobres haitianos.
Politiza-se a ajuda internacional, como no caso do clima, dos direitos humanos, e outros temas da agenda renovada das relações internacionais, quando o que importa é o esforço de salvar vidas. Os chineses foram os primeiros a chegar à ilha caribenha. Inflacionaram o aeroporto combalido da capital do país e deixaram apenas espaço modesto para aeronaves dos Estados Unidos, da Europa, do Canadá e do Brasil. Os Estados Unidos correram atrás dos chineses uma vez que o Caribe é área natural de hegemonia natural e concêntrica dos ianques. Apresentaram-se como os únicos capazes de salvar os flagelados.
Acompanhar a cobertura internacional, das agências britânicas, francesas e alemãs, na Europa desses dias, é hilário. O Haiti preencheu o noticiário monótono do frio polar e da neve. É como se no Haiti não houvesse passado, mas apenas terra arrasada, em descoberta tardia das responsabilidades internacionais antes não reconhecidas. O silêncio das grandes potências em relação aos projetos brasileiros, apresentados anos atrás, de construção de infra-estruturas e autonomia energética no Haiti, é gritante.
O Brasil - em seu esforço de governo, da sociedade organizada e suas ONGs, mas em especial dos sacrifícios pessoais dos militares brasileiros, em missão convertida e gerenciada pela ONU no Haiti – vem sendo apenas discretamente reconhecido. Obama agora quer oferecer os famosos 100 milhões de dólares que o Brasil já havia solicitado para obras de infra-estrutura no país. Aqui, na Europa, nada se sabe acerca da obra de Zilda Arns no Haiti, nem que ministro brasileiro foi a primeira autoridade internacional a pisar o solo tremente da ilha. A lógica é mostrar Obama, Sarkozy e outros líderes do Primeiro Mundo isolados, a domesticar a opinião pública e os interesses eleitorais. Espero que o Brasil não faça o mesmo.
Comentário: A coordenação dos esforços de construção do Haiti deve ser multinacional, a recordar que o esforço humanitário é apenas uma etapa para o longo prazo, de fortalecimento das instituições e da cidadania, ao lado da reconstrução social e econômica do país. Passada a comoção do momento, valerá acompanhar o dia seguinte. O esquecimento é em geral o que se espera. Pois que se tome uma lição do Haiti para a política internacional: o pêndulo está excessivamente angulado no realismo global e nos egoísmos nacionais. Era hora de movê-lo para a dimensão humana das relações internacionais, que prescinde do humanitarismo, para ser apenas humana a face desejável dos sonhos de um mundo melhor.
A tragédia haitiana, no entanto, se faz dentro da reedição das duras disputas da política internacional do momento. Depois de Copenhague, onde pesou o arranjo sino-americano, o Haiti é o novo palco para a exibição dos interesses e das quedas de braço do sistema internacional em momento de redesenho de hierarquias. Abandonadas pelas grandes potências, que minguaram recursos e esforços diplomáticos para o alívio da pobreza no Haiti e em países miseráveis que o mundo ainda abriga, são essas mesmas potências que agora coordenam a operação do aplainar os cemitérios do país caribenho.
Silenciou-se repentinamente o discurso monocórdio do combate irracional e linear ao chamado terrorismo internacional, conceito ainda não bem definido, de Bush a Obama. Tudo agora é humanitarismo nas lágrimas de crocodilos dos líderes cínicos quando apenas agora, já tarde, ouvem-se discursos de desdobrada atenção ao drama do Haiti. Atores e músicos famosos fazem o cordão de proteção ao humanitarismo renovado do Norte. Não faltarão festivais em estádios e cordões de solidariedade romântica aos pobres haitianos.
Politiza-se a ajuda internacional, como no caso do clima, dos direitos humanos, e outros temas da agenda renovada das relações internacionais, quando o que importa é o esforço de salvar vidas. Os chineses foram os primeiros a chegar à ilha caribenha. Inflacionaram o aeroporto combalido da capital do país e deixaram apenas espaço modesto para aeronaves dos Estados Unidos, da Europa, do Canadá e do Brasil. Os Estados Unidos correram atrás dos chineses uma vez que o Caribe é área natural de hegemonia natural e concêntrica dos ianques. Apresentaram-se como os únicos capazes de salvar os flagelados.
Acompanhar a cobertura internacional, das agências britânicas, francesas e alemãs, na Europa desses dias, é hilário. O Haiti preencheu o noticiário monótono do frio polar e da neve. É como se no Haiti não houvesse passado, mas apenas terra arrasada, em descoberta tardia das responsabilidades internacionais antes não reconhecidas. O silêncio das grandes potências em relação aos projetos brasileiros, apresentados anos atrás, de construção de infra-estruturas e autonomia energética no Haiti, é gritante.
O Brasil - em seu esforço de governo, da sociedade organizada e suas ONGs, mas em especial dos sacrifícios pessoais dos militares brasileiros, em missão convertida e gerenciada pela ONU no Haiti – vem sendo apenas discretamente reconhecido. Obama agora quer oferecer os famosos 100 milhões de dólares que o Brasil já havia solicitado para obras de infra-estrutura no país. Aqui, na Europa, nada se sabe acerca da obra de Zilda Arns no Haiti, nem que ministro brasileiro foi a primeira autoridade internacional a pisar o solo tremente da ilha. A lógica é mostrar Obama, Sarkozy e outros líderes do Primeiro Mundo isolados, a domesticar a opinião pública e os interesses eleitorais. Espero que o Brasil não faça o mesmo.
Comentário: A coordenação dos esforços de construção do Haiti deve ser multinacional, a recordar que o esforço humanitário é apenas uma etapa para o longo prazo, de fortalecimento das instituições e da cidadania, ao lado da reconstrução social e econômica do país. Passada a comoção do momento, valerá acompanhar o dia seguinte. O esquecimento é em geral o que se espera. Pois que se tome uma lição do Haiti para a política internacional: o pêndulo está excessivamente angulado no realismo global e nos egoísmos nacionais. Era hora de movê-lo para a dimensão humana das relações internacionais, que prescinde do humanitarismo, para ser apenas humana a face desejável dos sonhos de um mundo melhor.
Marcadores:
Lucas Vinícius,
Política Internacional
sábado, 13 de março de 2010
Lula diz que sucessor não mudará política internacional "exitosa".
Em entrevista a dois jornais do grupo israelense Haaretz e à ANBA (Agência de Notícias Brasil Árabe), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que quem quer que o substitua no Palácio do Planalto a partir de 2011 manterá a política externa que rendeu respeitabilidade internacional ao mandatário e também críticas por sua aproximação com regimes autoritários.
"A política internacional nossa é tão exitosa que eu acho que dificilmente alguém teria coragem de mudá-la", disse Lula, que tenta neste ano eleger presidente sua ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), em um provável confronto com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
"Obviamente que há sempre possibilidade de fazer mais. E se a Dilma ganhar as eleições, certamente ela vai aprimorar tudo o que nós fizemos, e poderá fazer muito mais. Afinal de contas, ela já vai pegar a política caminhando, numa evolução extraordinária. E se for um candidato de oposição, eu acho difícil que eles consigam fazer uma reversão, porque a reversão seria prejudicial ao Brasil", completou Lula, sem dar mais detalhes de que tipo de prejuízo seria esse.
Nesta mesma semana, em entrevista à agência AP (Associated Press), Lula comparou os presos políticos de Cuba com presos por crimes comuns em São Paulo, o que rendeu uma série de críticas da oposição e da mídia. Na ilha governada desde 1959 pelos irmãos Fidel e Raúl Castro, dissidentes estão em greve de fome para protestar contra as condições carcerárias e a favor da libertação de adversários do regime.
O governo brasileiro também recebe críticas por manter diálogo com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que deve receber a visita do presidente em seu país em maio, e pela falta de condenação a medidas consideradas autoritárias do presidente da Venezuela, Hugo Chávez
Comentário - Em janeiro, a revista de política internacional "Foreign Policy" considerou Lula um dos "10 maiores hipócritas" de 2009, na contramão de outras publicações, como os jornais espanhol "El País" e o francês "Le Monde", que no ano passado elogiaram a liderança do brasileiro para a recuperação da economia global, nos esforços para a diminuição da pobreza e na disposição de mediar disputas entre países ricos e emergentes.
Lucas Vinícius
"A política internacional nossa é tão exitosa que eu acho que dificilmente alguém teria coragem de mudá-la", disse Lula, que tenta neste ano eleger presidente sua ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), em um provável confronto com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
"Obviamente que há sempre possibilidade de fazer mais. E se a Dilma ganhar as eleições, certamente ela vai aprimorar tudo o que nós fizemos, e poderá fazer muito mais. Afinal de contas, ela já vai pegar a política caminhando, numa evolução extraordinária. E se for um candidato de oposição, eu acho difícil que eles consigam fazer uma reversão, porque a reversão seria prejudicial ao Brasil", completou Lula, sem dar mais detalhes de que tipo de prejuízo seria esse.
Nesta mesma semana, em entrevista à agência AP (Associated Press), Lula comparou os presos políticos de Cuba com presos por crimes comuns em São Paulo, o que rendeu uma série de críticas da oposição e da mídia. Na ilha governada desde 1959 pelos irmãos Fidel e Raúl Castro, dissidentes estão em greve de fome para protestar contra as condições carcerárias e a favor da libertação de adversários do regime.
O governo brasileiro também recebe críticas por manter diálogo com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que deve receber a visita do presidente em seu país em maio, e pela falta de condenação a medidas consideradas autoritárias do presidente da Venezuela, Hugo Chávez
Comentário - Em janeiro, a revista de política internacional "Foreign Policy" considerou Lula um dos "10 maiores hipócritas" de 2009, na contramão de outras publicações, como os jornais espanhol "El País" e o francês "Le Monde", que no ano passado elogiaram a liderança do brasileiro para a recuperação da economia global, nos esforços para a diminuição da pobreza e na disposição de mediar disputas entre países ricos e emergentes.
Lucas Vinícius
Marcadores:
Lucas Vinícius,
Política Internacional
sábado, 6 de março de 2010
Qualificar a Presença da Cultura Brasileira no Exterior
Deixando para trás uma postura passiva e muitas vezes subserviente, a política internacional do Brasil para o setor da cultura avançou consideravelmente nos últimos anos, conduzindo o país para uma inserção autônoma, soberana e afirmativa no cenário mundial. A cultura brasileira é internacionalmente admirada e reconhecida por expressar valores e modos de ser da população.
A política internacional deve favorecer a presença mais ampla possível da diversidade nacional, buscando
articular as excelências de sua produção cultural com as oportunidades de difusão e inserção comercial. As comunidades brasileiras no exterior também devem ser foco de atividades culturais que mantenham seus vínculos com o país.
O Brasil necessita também dar prosseguimento à defesa do conceito de diversidade cultural e aprofundar o relacionamento estratégico com as nações do hemisfério sul, especialmente aquelas pertencentes à América, África e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A política internacional de cultura deve, por fim, superar os desafios da promoção da diversidade do país na economia da cultura internacional, de forma soberana e benéfica às empresas culturais brasileiras. O êxito de suas estratégias deve estar voltado ao fortalecimento dos setores produtivos nacionais e à efetiva participação do país nos fluxos globais de intercâmbio de valores simbólicos.
Comentário: A indústria da cultura constitui um dos setores econômicos que mais crescem no mundo, com taxas de expansão ao redor de 6% ao ano e ganhos totais correspondentes à aproximadamente 7% do PIB do planeta. No entanto, a divisão das riquezas geradas é desigual. Enquanto os países desenvolvidos, que representam apenas 23% da população mundial, são responsáveis por 70% dos bens culturais exportados, todos os demais países exportam menos de 30%.
A política internacional deve favorecer a presença mais ampla possível da diversidade nacional, buscando
articular as excelências de sua produção cultural com as oportunidades de difusão e inserção comercial. As comunidades brasileiras no exterior também devem ser foco de atividades culturais que mantenham seus vínculos com o país.
O Brasil necessita também dar prosseguimento à defesa do conceito de diversidade cultural e aprofundar o relacionamento estratégico com as nações do hemisfério sul, especialmente aquelas pertencentes à América, África e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A política internacional de cultura deve, por fim, superar os desafios da promoção da diversidade do país na economia da cultura internacional, de forma soberana e benéfica às empresas culturais brasileiras. O êxito de suas estratégias deve estar voltado ao fortalecimento dos setores produtivos nacionais e à efetiva participação do país nos fluxos globais de intercâmbio de valores simbólicos.
Comentário: A indústria da cultura constitui um dos setores econômicos que mais crescem no mundo, com taxas de expansão ao redor de 6% ao ano e ganhos totais correspondentes à aproximadamente 7% do PIB do planeta. No entanto, a divisão das riquezas geradas é desigual. Enquanto os países desenvolvidos, que representam apenas 23% da população mundial, são responsáveis por 70% dos bens culturais exportados, todos os demais países exportam menos de 30%.
Marcadores:
Lucas Vinícius,
Política Internacional
terça-feira, 2 de março de 2010
De volta à Inglaterra, Robinho comanda vitória do Brasil sobre Irlanda.
Robinho deixou a Inglaterra em baixa no começo de 2010 depois de ser emprestado pelo Manchester City ao Santos. Contudo, nesta terça-feira, o atacante retornou ao país britânico e comandou a Seleção Brasileira na vitória por 2 a 0 sobre a Irlanda.
Com boa movimentação, Robinho participou do lance do primeiro gol que foi contra do jogador da Irlandes e anotou o segundo tento depois de uma bela triangulação com Kaká e Grafite (que entrou no segundo tempo).
Apesar der não ter apresentado um futebol brilhante, a Seleção de Dunga entrou em campo com espírito de Copa do Mundo e mostrou muita entrega no último amistoso antes da convocação final dos 23 jogadores que vão ao Mundial da África do Sul.
Com temperatura de 4°C, o jogo esquentou muitas vezes com entradas violentas e desentendimentos entre os jogadores das duas equipes. O estádio do Arsenal, a casa brasileira na Europa, não teve grande público desta vez aproximadamente 40.000 , como costuma acontecer nas partidas da Seleção.
Com boa movimentação, Robinho participou do lance do primeiro gol que foi contra do jogador da Irlandes e anotou o segundo tento depois de uma bela triangulação com Kaká e Grafite (que entrou no segundo tempo).
Apesar der não ter apresentado um futebol brilhante, a Seleção de Dunga entrou em campo com espírito de Copa do Mundo e mostrou muita entrega no último amistoso antes da convocação final dos 23 jogadores que vão ao Mundial da África do Sul.
Com temperatura de 4°C, o jogo esquentou muitas vezes com entradas violentas e desentendimentos entre os jogadores das duas equipes. O estádio do Arsenal, a casa brasileira na Europa, não teve grande público desta vez aproximadamente 40.000 , como costuma acontecer nas partidas da Seleção.
Assinar:
Postagens (Atom)